
O Maroon 5 encerrou a programação do Palco Mundo no sábado (12), com um repertório recheado de hits e poucas surpresas. A banda comandada por Adam Levine entregou músicas que fazem parte da memória do público, mas encontrou uma plateia menos empolgada do que se poderia esperar para uma atração principal do festival.
Durante as primeiras faixas, um problema técnico atrapalhou a apresentação. O microfone de Adam Levine estava mais baixo do que os demais equipamentos da banda, deixando a voz do cantor pouco audível em alguns momentos. A questão ficou mais evidente nas primeiras músicas e só foi perdendo força conforme o show avançou.
A apresentação começou com “Harder to Breathe”, do álbum “Songs About Jane” (2002), depois de “Good Vibrations”, dos Beach Boys, tocar em playback. Na sequência, vieram “Lucky Strike”, “This Love” e “Stereo Hearts”, parceria de Levine com o Gym Class Heroes lançada em 2011.
O repertório seguiu com “Animals”, “One More Night”, “Misery” e “Sunday Morning”, antes de “Heavy”, do tecladista da banda PJ Morton, “Won’t Go Home Without You” e “Memories”. Mesmo diante de canções tão conhecidas, a resposta da Cidade do Rock foi relativamente contida. Alguns dos maiores sucessos naturalmente fizeram o público cantar, mas a empolgação não se manteve de forma constante ao longo da apresentação.
A partir de “She Will Be Loved”, o repertório entrou em uma sequência ainda mais familiar, com “Maps”, “Love Somebody”, “Don’t Wanna Know”, “What Lovers Do”, “Makes Me Wonder” e “Girls Like You”. “Moves Like Jagger” apareceu perto do fim do set principal, seguida por “Payphone” e “Sugar” no bis.
A escolha das músicas também explica parte dessa sensação de previsibilidade. Embora o show faça parte da turnê “Love Is Like”, baseada no álbum homônimo lançado em 2025, nenhuma faixa do disco apareceu na apresentação do Rock in Rio. A banda preferiu concentrar a noite em canções já conhecidas, mantendo uma estrutura segura do começo ao fim.
Com tantos sucessos à disposição, o Maroon 5 tinha material para uma apresentação naturalmente popular. O que faltou foi um elemento capaz de tirar o show do caminho mais esperado. Sem grandes mudanças de arranjo ou momentos especialmente marcantes, a banda cumpriu o roteiro e encerrou a penúltima noite do Rock in Rio com um repertório que o público conhecia bem, mas diante de uma plateia que, na maior parte do tempo, permaneceu mais morna do que eufórica.
Muito obrigado pela sua visita e por ler essa matéria! Compartilhe com seus amigos e pessoas que conheça que também curtam Maroon 5, e acompanhe a Nação da Música através do Google Notícias, Instagram, Twitter, YouTube, e Spotify. Você também pode receber nossas atualizações diárias através do email - cadastre-se. Caso encontre algum erro de digitação ou informação, por favor nos avise clicando aqui.
Inscreva-se no canal da Nação da Música no YouTube, e siga no Instagram e Twitter.

