Paul McCartney consagra supremacia artística com show triunfal em São Paulo

paul mccartney
Foto: Rafael Strabelli/Nação da Música

Após a intensa leva de shows internacionais que marcou o mês de novembro com as respectivas turnês de Taylor Swift, RBD e Alanis Morissette, além da edição deste ano do festival GP Week, o Allianz Parque sediou na noite desta quinta-feira (07) mais um momento musical histórico do ano de 2023: o show de Paul McCartney em São Paulo.

Por mais que a última passagem do artista pelo Brasil tenha sido em 2019, o primeiro dos três shows na capital paulista que integram a turnê “Got Back” mostrou que ter Paul McCartney no país pela 9ª vez é um privilégio que deve ser aproveitado ao máximo, independentemente da idade.

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Com o estádio lotado num dos dias mais caóticos de tráfego de São Paulo, o início do show se deu com a tradicional pontualidade britânica quando, às 20h (horário de Brasília), os telões passaram a exibir um vídeo com a fachada de uma casa de shows tipicamente norte-americana, revelando nos seguintes 30 minutos um enorme prédio com fotos de diferentes momentos da carreira de Paul McCartney – inclusive com as cores da bandeira brasileira – até chegar ao topo com o icônico baixo.

Entrando no palco em seguida junto de sua banda, o artista abriu o espetáculo com a clássica “Can’t Buy Me Love”, elevando os ânimos do público não apenas por sua presença, mas também por ativar a “Beatlemania” de todos os presentes. Mantendo a mesma energia na seguinte “Junior’s Farm”, Paul McCartney arrancou suspiros e sorrisos da multidão ao se apresentar em português com “oi, São Paulo, boa noite, mano!”, e a promessa de que iria tentar falar nosso idioma ao longo da noite.

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Seguindo com “Letting Go”, mais um sucesso de seu antigo grupo Wings, Paul McCartney trouxe a primeira surpresa da noite ao transformar a performance num grande número ao vivo com a presença de um trio de instrumentistas de sopro, que surgiu num espaço próximo ao público, em meio às escadas do Allianz Parque. À medida que as músicas mais animadas da setlist eram apresentadas, como “Got To Get You In My Life”, “Come On To Me”, “Let ‘Em In” e “New”, o trio mostrou-se uma importante engrenagem do espetáculo, complementando-se aos solos e riffs de guitarra.

Ainda falando sobre o instrumental do show, outro grande destaque da noite foi a banda de Paul McCartney. Todos os integrantes souberam entregar excelente qualidade musical e carisma durante todas as 36 músicas da setlist (dando um sentido literal ao conceito da música “Band On The Run”), como o tecladista em “Let Me Roll It”; o guitarrista em “Nineteen Hundred and Eighty-Five”; e o baterista, que além de brilhar em diversas músicas, conquistou o público especialmente por seu carisma, como no momento em que deixou o posto musical para dançar durante “Dance Tonight”.

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Enquanto líder da banda, Paul McCartney explorou também seu lado multi-instrumentista, assumindo não apenas seu característico baixo, mas também diferentes guitarras (uma que chamou a atenção em especial por ter várias ilustrações de pessoas, sendo uma delas do personagem Wally), violão e piano, gerando diferentes sensações no público com versões acústicas, dramáticas e enérgicas, ao passo que mantia o encantamento de vê-lo ao vivo, sendo um desses momento a dedicatória de “My Valentine” para sua esposa Nancy Shevell, que, segundo o próprio, estava presente no show.

Diante do estado de êxtase geral que pairava sobre o Allianz Parque, Paul McCartney não deixou de demonstrar também o quanto estava feliz por tocar para o vasto e diverso público brasileiro, esbanjando carisma em suas dancinhas após as performances e algumas trocas de palavras num português muito bem pronunciado, que incluíram introduções com um pouco do contexto das músicas dos Beatles, como nos casos de “She’s A Woman”, “In Spite Of All Danger” e “Love Me Do” (essa com direito à icônica gaita), e integrações com o público, como o coro em “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Get Back”.

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Como não poderia deixar de ser, a apresentação de Paul McCartney não poderia deixar de incluir grandes clássicos dos Beatles, como “Blackbird” (com apenas o artista sozinho no palco com o violão), “Lady Madonna”, “Live And Let Die” (essa intensificada pelo grande número de fogos, luzes e confetes) e “Let It Be” (tocada por ele no piano enquanto todo o estádio era iluminado por lanternas), mas as dedicatórias a seus ex-companheiros de banda George Harrison, em “Something” (tocada no ukulele), e John Lennon, em “Here Today”, trouxeram um quê a mais de emoção para os maiores beatlemaníacos que presenciaram o espetáculo.

Após o aguardado momento da performance de “Hey Jude”, que contou com toda a energia do público e um extenso coro no final, que foi ainda separado por Paul em versões cantadas apenas pelos homens, apenas pelas mulheres e com todo o estádio, pela primeira vez após praticamente duas horas ininterruptas de show, McCartney saiu do palco por um breve momento, voltando minutos depois hasteando uma grande bandeira do Brasil, que foi acompanhada pelos membros de sua banda e as bandeiras da Inglaterra e da comunidade LGBTQIAP+. Sendo completamente ovacionado pelo público, o britânico retomou o espetáculo com uma emocionante performance de “I’ve Got A Feeling”, em que dividiu os vocais com um vídeo que foi exibido no telão de John Lennon cantando a música.

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Finalizando com uma sequência que contemplou novamente a obra dos Beatles, sucedida por “Birthday”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, “Helter Skelter”, “Golden Slumbers” e “Carry That Weight”, o encerramento oficial do espetáculo com a emblemática “The End” e uma explosão de confetes nas cores da bandeira do Brasil, mostrou que Paul McCartney é um dos maiores e mais completos artistas da história, com um repertório atemporal e que nos deixa com a conclusão (dita em português) pelo próprio artista: “tudo que eu tenho a dizer é: até a próxima”.

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Jornalista, apaixonada por música, escorpiana, meio bossa nova e rock'n'roll com aquele je ne sais quoi