
O segundo dia do Rock in Rio 2026 começou com o tempo ensolarado, mas não demorou muito para a atmosfera. Depois da sexta-feira de céu aberto, os fãs que compareceram à Cidade do Rock neste sábado (5) logo testemunharam a chuva, que apareceu no início da programação e fez muita gente procurar abrigo antes que os primeiros shows engrenassem. Ainda assim, bastou o espetáculo aéreo The Flight cruzar o céu do Parque Olímpico para a atenção voltar a se espalhar pela área do festival.
O Sunset recebeu Malvada convidando Day Limns às 15h30. A banda abriu sua apresentação com “Dead Like You”, seguida por “Yesterday (My End, My Beggining)”, “Veneno”, “Fear” e “After”. O encontro com Day Limns ganhou espaço no meio do repertório, com “Aventura Favorita”, “Kálice”, “Castelo de Areia” e “Aversão”, antes de “Ovelha Negra”, de Rita Lee, aparecer como uma homenagem à cantora. O show ainda passou por “Down the Walls” e “Bulletproof”.
Pouco depois, às 16h40, o Sepultura entrou em cena para sua última participação no Rock in Rio, já que a banda está na reta final da turnê de despedida. Antes da apresentação, The Flight cruzou o céu do Parque Olímpico com aviões e explosões, criando um dos primeiros grandes momentos visuais do sábado e arrancando olhares de quem acompanhava a movimentação no festival. O repertório do Sepultura foi dedicado à fase com Derrick Green nos vocais e percorreu músicas como “Against”, “Choke”, “All Souls Rising”, “Kairos”, “Means to an End” e “The Place”. “Sacred Books”, do álbum “The Cloud of Unknowing”, lançado em 2026, também apareceu pela primeira vez ao vivo.
No Sunset, o Black Pantera encontrou a Nervosa às 17h50 para um dos encontros mais pesados da tarde. O trio mineiro abriu o show com “Hórus” e “Padrão é o Caralho”, antes de ampliar a apresentação com a chegada de Prika Amaral e das demais integrantes do Nervosa. “Serotonina”, “Ghosts”, “Slave Machine” e “Endless Ambition” estiveram entre os momentos do encontro, que ainda aproximou os repertórios das duas bandas em músicas como “Obrigado, Não” e um medley de “Revolução é o Caos” e “Exija”. As rodas começaram a aparecer cedo e acompanharam boa parte do set.
Às 19h, o mgk assumiu o Palco Mundo. Se o começo da tarde havia sido marcado pela cautela diante da chuva, a apresentação encontrou uma Cidade do Rock já muito mais ocupada. O cantor abriu com “Fix Ur Face”, do primeiro álbum, “Lace Up”, e seguiu por “WWIII”, “Till I Die”, “I Think I’m OKAY” e “don’t wait run fast”. O repertório ainda passou por “bloody valentine”, “forget me too”, “lonely”, “concert for aliens” e “my ex’s best friend”, misturando diferentes fases da carreira.
Às 20h10, Poppy levou outro tipo de contraste para o Sunset. Vestida com as cores da bandeira brasileira, a artista passeou por diferentes momentos de sua carreira e alternou guitarras, bases eletrônicas e elementos do metal em músicas como “have you had enough?”, “The Cost of Giving Up”, “Concrete”, “Bruised Sky”, “Scary Mask”, “Crystallized” e “Vital”. “V.A.N.”, originalmente lançada pelo Bad Omens, também apareceu no repertório. Em “Vital”, Poppy pegou o violão e acabou acompanhada por uma “remada viking” iniciada espontaneamente pelo público.
No Mundo, o relógio marcava 21h20 quando o Bring Me The Horizon finalmente encontrou o público brasileiro no festival. A espera foi compensada logo na abertura, com “DArkSide”, “The House of Wolves”, “Happy Song” e “Teardrops”. Oli Sykes assumiu o papel de condutor da plateia, alternando pedidos de mosh pits, pulos e participação direta dos fãs enquanto o telão acompanhava as mudanças de clima do repertório.
A apresentação avançou por “Kool-Aid”, “Shadow Moses” e “Kingslayer” antes de chegar a “Pray for Plagues”, momento em que um fã subiu ao palco para cantar com Sykes. “Drown”, “Throne” e “Can You Feel My Heart” fecharam o repertório, com esta última aparecendo como encerramento pela primeira vez desde 2023. Durante o show, também ficou mais evidente uma mudança na relação dos artistas com o novo Palco Mundo.
Os 2.400 m² de painéis de LED, que na primeira noite ainda pareciam disputar espaço com os músicos em alguns momentos, passaram a ser incorporados à apresentação como parte da própria cenografia, acompanhando as músicas e criando diferentes ambientes ao longo do repertório. O Bring Me The Horizon e o mgk foram dois dos exemplos mais evidentes dessa integração, usando o telão para ampliar a dimensão visual das apresentações e dialogar diretamente com a performance.
A apresentação da banda britânica terminou o show já sob chuva, enquanto o público mantinha as rodas abertas diante do palco. No Sunset, às 22h50, o Bad Omens se aproximava do fim da programação do palco. A banda de Noah Sebastian construiu uma apresentação mais atmosférica, começando com “Specter”, “Glass Houses” e “The Death of Peace of Mind”. O repertório seguiu por “Dying to Love”, “Nowhere to Go”, “Artificial Suicide”, “Left for Good”, “What It Cost”, “Like a Villain”, “Just Pretend” e “Impose”, antes de “Dethrone” encerrar a participação do grupo no festival.
Pouco depois da meia-noite, às 00h35, o Avenged Sevenfold assumiu o Palco Mundo para fechar a noite. O grupo começou com “Nightmare”, seguida por “Magic” e “Afterlife”, e rapidamente recuperou uma sequência de músicas que atravessa diferentes momentos de sua carreira, como “Shepherd of Fire”, “Buried Alive”, “Seize the Day” e “The Stage”.
No encerramento da noite, o novo telão voltou a ganhar outra função. As projeções, a iluminação e os efeitos acompanharam as mudanças entre as faixas mais pesadas e os momentos melódicos, enquanto M. Shadows conduzia uma plateia que já havia atravessado horas de chuva e apresentações. “Hail to the King”, “Nobody”, “M.I.A.” e “Bat Country” mantiveram o repertório concentrado nos grandes momentos da banda. Aqui, a estrutura frontal do Palco Mundo já não parecia apenas um painel de grandes dimensões: fazia parte da escala do espetáculo e ajudava a construir as imagens que acompanhavam as músicas.
Na reta final, “Unholy Confessions” abriu caminho para “A Little Piece of Heaven” e “Cosmic”. A última música chegou acompanhada por efeitos pirotécnicos e encerrou a apresentação já por volta das 2h20, depois de um show de aproximadamente uma hora e 45 minutos.
O encerramento também mostrou como a programação deste segundo dia conseguiu aproximar artistas ligados ao rock pesado e suas diferentes vertentes. Do Sepultura, que levou ao Palco Mundo sua última passagem pelo festival, ao encontro entre Black Pantera e Nervosa no Sunset, passando pelas experimentações de Poppy, pela energia do Bring Me The Horizon e pela grandiosidade do Avenged Sevenfold, os shows foram se complementando ao longo da tarde e da noite dentro de uma mesma atmosfera de peso e intensidade.
Mas o Rock in Rio 2026 está apenas começando. Nos próximos dias, a Cidade do Rock ainda recebe nomes como Elton John, Gilberto Gil, Maroon 5 e Demi Lovato, além de artistas brasileiros como Ivete Sangalo, Marina Sena e Vanessa da Mata.
Muito obrigado pela sua visita e por ler essa matéria! Compartilhe com seus amigos e pessoas que conheça que também curtam Rock in Rio, e acompanhe a Nação da Música através do Google Notícias, Instagram, Twitter, YouTube, e Spotify. Você também pode receber nossas atualizações diárias através do email - cadastre-se. Caso encontre algum erro de digitação ou informação, por favor nos avise clicando aqui.
Inscreva-se no canal da Nação da Música no YouTube, e siga no Instagram e Twitter.

