Foo Fighters: O primeiro single de cada álbum da banda

Foto: Divulgação.
Na última semana, começamos a discutir se a primeira impressão é a que fica com os primeiros singles de cada álbum do Paramore. Nesta semana, a Nação da Música reuniu todos os álbuns do Foo Fighters para saber se a primeira amostra dos trabalhos reproduz o valor total deles. Dave Grohl e companhia estão na estrada desde 1994 e já tem 8 álbuns lançados.

Foo Fighters (1995)

O primeiro single da carreira do Foo Fighters é também a primeira faixa do debut da banda, que naquele momento consistia apenas em Dave Grohl. “This Is A Call” foi escrita durante a lua de mel de Dave na Irlanda e após a morte do líder do Nirvana, Kurt Cobain, fato que gerou uma grande depressão para Grohl. Na faixa, ele segue um estilo de composição e melodia da antiga banda e de certa forma, homenageia o antigo parceiro e as pessoas que passaram por sua vida. “This Is A Call” é uma ótima maneira de apresentar “Foo Fighters” e foi seguida pelos outros singles “I’ll Stick Around”, “For All the Cows”, “Big Me” e “Alone + Easy Target”. O álbum obteve ótima recepção da crítica e do público e mostrou também o lado irreverente da banda, especialmente em seus videoclipes.


The Colour and the Shape (1997)

O primeiro álbum do Foo Fighters como uma banda, com Nate Mendel e Pat Smear como integrantes, teve como primeira amostra “Monkey Wrench“, faixa baseada na separação de Dave de sua ex-mulher. A faixa representa bem o disco, que revela o um certo amadurecimento e a criação de uma identidade para a banda, mas também algo que está em constante construção. Os singles seguintes “Everlong” e “My Hero” foram mais importantes para o Foo Fighters que talvez a primeira música de trabalho e são faixas recorrentes nas apresentações. “The Colour and the Shape” ainda teve “Walking After You” como música de trabalho.


There Is Nothing Left to Lose (1999)

Learn to Fly“, uma faixa que despensa comentários já que é um dos hinos da história do grupo, foi escolhida para abrir os trabalhos do terceiro disco da banda, o primeiro com Taylor Hawkins na formação e na produção do álbum. O videoclipe da música é talvez o mais lembrado do grupo. A canção mostra a veia divertida da banda, mas revela algo mais encorpado, assim como o trabalho completo se apresenta. “Stacked Actors”, “Generator”, “Breakout” e “Next Year” também foram singles oficialmente lançados, que auxiliaram os integrantes a fortalecerem a identidade do Foo Fighters e não apenas parecer ser um simples projeto do ex-baterista do Nirvana. “There Is Nothing Left to Lose” foi o primeiro disco do Foo Fighters a receber um Grammy de Melhor Álbum de Rock.


One by One (2002)

O quarto disco da banda marca a estreia de Chris Shiflett na formação oficial e o segundo prêmio de Melhor Álbum de Rock no Grammy, mas é considerado pelos integrantes e por muitos um trabalho inferior aos anteriores. Ainda assim, produziu grandes faixas como o primeiro single “All My Life“, mais um marco na carreira do Foo Fighters e que revela algo mais cru e mais pesado. Na sequência vieram “Times Like These”, mais uma faixa de grande relevância na carreira do grupo, “Low” e “Have It All”. Mais um disco que consolida a banda como um dos maiores expoentes do rock.


In Your Honor (2005)

O quinto álbum do Foo Fighters é um trabalho grandioso: um álbum duplo com um disco mais pesado e outro acústico. A primeira música de trabalho “Best of You” compõe o lado mais agitado e barulhento (no bom sentido) e representa um som maduro e um tema mais introspectivo como a dor humana. O trabalho como um todo acompanha em suas letras esse estilo, mesmo com clipes mais divertidos como os dos singles seguintes “DOA” e “Resolve”. “In Your Honor” ainda teve como singles “No Way Back” e “Cold Day in the Sun”, além da promocional “Miracle”.


Echoes, Silence, Patience & Grace (2007)

Com o sexto disco, o Foo Fighters resolveu concentrar a ideia de músicas pesadas e faixas acústicas em um único disco e o resultado foi “Echoes, Silence, Patience & Grace”. “The Pretender“, “Long Road to Ruin”, “Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)” e “Let It Die” foram as faixas escolhidas para apresentar o álbum para o grande público e o primeiro single se tornou uma das principais e mais bem sucedidas músicas da banda, mas talvez não traduza as nuances do disco e apenas algumas canções. “Echoes” foi mais um álbum do Foo Fighters agraciado com o Grammy de Melhor disco de Rock.


Wasting Light (2011)

O sétimo disco marca o retorno do guitarrista Pat Smear e foi produzido apenas com equipamentos analógicos. “Rope” foi o primeiro single e apresenta algo menos pesado do que as amostras dos últimos discos. O interessante é que “Wasting Light” revela um Foo Fighters com diferentes faces, mais ainda assim mais acessível do que nunca e uma máquina de hinos, com o single seguinte “White Limo” pesado e bastante influenciado pelo punk, “Walk” como um hit instantâneo, “Arlandria” como um hit que mescla a guitarra marcante com a melodia grudenta, “These Days” e “Bridge Burning” como algo parecido com o que a banda já fez, mas com letras ainda mais intensas. O disco foi mais um da discografia do Foo Fighters a receber o prêmio de Melhor Álbum de Rock no Grammy.


Sonic Highways (2014)

Chegamos ao mais recente trabalho da banda, e também mais audacioso. “Sonic Highways” é o oitavo disco, composto de 8 faixas gravadas em 8 diferentes cidades norte-americanas com histórias, culturas e influências musicais diversas. “Something from Nothing” foi o primeiro single lançado e talvez não tenha conseguido dar uma idéia do pacote completo por conta da variedade de colaboradores e de sons que o álbum traz. “The Feast and the Famine”, “Congregation”, “What Did I Do? / God As My Witness” e “Outside” foram as músicas de trabalho seguintes e ilustraram melhor essa diversidade que o projeto apresenta, ainda mais acompanhadas da série de documentários “Foo Fighters: Sonic Highways”.

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Carioca, turismólogo, louco por música, tecnologia, viagens e metido a jornalista aqui na Nação da Música. Também um tanto maníaco por shows e festivais.

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