A banda, formada por Pack (voz e guitarra), Rubão (guitarra), Harlen (baixo) e Vitor (bateria), lançou seu primeiro disco em 2005. No disco, da para sacar as influencias da banda, que vão de Guns N Roses a Jet, de Rolling Stones a Foo Fighters. No mesmo ano, a Drive abriu o show da cantora canadense Avril Lavigne e participou de uma jam session com Dado Villa-Lobos (ex-Legiao Urbana).

O rock está para a música pop assim como o jeans está para a moda e a cerveja para o carnaval. Ou seja: é o básico, o essencial, sem frescuras. Hoje em dia são poucas as bandas que não se renderam ao penetrante constante do modismo, que de períodos entre dois a quatro anos, sempre volta a assombrar o lirismo do rock nacional, roubando a cena com um novo jeito de se vestir e uma música cada vez menos sincera. Jogando para os porões os sonhos de qualquer adolescente. Rótulos são para plásticos, e plásticos são descartáveis. A música não pode ser descartável. Seguidores de “punk”, pop, hard, heavy, emo, glam e o escambau rock têm aos montes. De rock, só rock tem poucos. E tem a Drive. No rock tudo se injeta, o rótulo está velho e ilegível…

 

• Quem teve a idéia de montar a banda e de onde surgiu a idéia do nome “Drive”?

A idéia da banda surgiu comigo (Jack), chamei o Vitor pra tocar bateria e o Harlen baixo…o Pack tocava em outra banda, depois que ele saiu dessa banda convidamos ele pra cantar na nossa, pois eu cantava mal e precisavamos de um bom vocalista.

• Mudou muita coisa na convivência de cada um com a fámilia depois que vocês começaram a fazer sucesso?

Não, todos nós temos uma boa relação com nossos familiares, logo no início eles ficaram meio assustados quando saímos de casa, mas nunca deixaram de nos apoiar.

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• Para vocês, como é o fã da Drive? Do que ele gosta, o que ele busca?

Fã é fã, sempre tentando manter contato com a banda, procurando saber da vida pessoal e tal, creio que somos uma banda que sabe lidar bem com isso, os nossos fãs são sinceros e nos apoiam bastante.Legal que através de nós alguns fãs mais novos conheceram bandas mais antigas, tipo Zeppelin, Stones, ac/dc…

• Já teve algo engraçado ou diferente que algum fã fez e que tenha chamado a atenção de vocês?

Temos muitas histórias pra contar…uma vez umas fãs foram cantar as músicas da banda embaixo da sacada do prédio de uma ex-namorada minha, e a gente tava dando uma volta, nem estávamos lá RS

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• E como vocês lidam com o assédio do público?

Pra nós é tranqüilo, tem fãs que se tornam nossos amigos… seria estranho se não tivesse nenhum assédio, ou se tivéssemos fãs que arrancam os cabelos.

• Como é o dia-a-dia, ao sair nas ruas, muitas pessoas os param? Contem um pouco sobre tudo isso pra gente.

Estamos morando no Rj, aqui é mais tranqüilo que no sul do país onde lançamos o disco e fixamos residência por algum tempo, mas sempre rola de fãs nos reconhecerem em supermercados, bares, padarias…rs

• Qual foi a maior evolução que a banda apresentou, desde o lançamento da música “mais um dia ruim”?

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Acho que as performances ao vivo…

• Qual a musica de vocês mais procurada pelos fãs? Vocês podem contar um pouco sobre essa música?

Acho que nosso maior “hit” é “Olhando pra você”….

• A internet tem ajudado várias bandas desse meio, vocês acham que a divulgação da banda foi maior pela internet ou por outro modo?

No início, depois de lançarmos o disco, nem sabíamos da importância da Internet, faz menos de um ano que começamos a nos ligar mais nesse meio de divulgação, a gente veio do interior rs mas demos sorte que nossas músicas foram se espalhando pelos fãs, e hoje tem lugares em que tocamos onde temos vários fãs e não sabíamos…

• Na opinião de vocês, essa divulgação das bandas pela internet tem algum ponto ruim?

O ponto ruim é a rivalidade que infelizmente acaba ocorrendo entre as bandas, ainda bem que sempre tentamos ser uma banda a parte de tudo isso .As novas bandas hoje em dia querem mais pessoas na sua comunidade do que fazer boas músicas…

• Existem algumas dicas que vocês podem dar para as bandas mais novas sobre como usar bem a rede?

É bom usar esse meio para estabelecer contatos, marcar shows, conhecer, expor e divulgar seu trabalho as pessoas.

• E por ultimo, vocês podem deixar um recado para a rádio Nação da Música e os fãs da banda.

Estamos loucos pra tocar em todos os lugares possíveis e fazer boas músicas, entraremos em estúdio no próximo mês pra fazer o que achamos melhor dessa vida.

Entrevista por:Bruna Lovelly