
Inimigos do Rei, banda que se destacou nos anos 80 e 90, faz o seu retorno aos palcos após mais de 20 anos afastados, em show no dia 28 de maio, no Bue Note em São Paulo. O grupo volta com a formação consolidada em 1991 com Luiz Guilherme (voz), Luiz Nicolau (voz), Celão Marques (bateria), Mario Vitor (guitarra), Marcelo Crelier (baixo) e Lourival Franco (teclado).
A Nação da Música conversou com o vocalista e letrista da banda, Luiz Guilherme, sobre a volta aos palcos, a relação deles com a música no decorrer dos anos e mais. Abaixo, as informações de serviço do show e também o papo na íntegra.
—————————– SÃO PAULO
Data: 28 de maio de 2026
Horário: 20h
Local: Blue Note (Av. Paulista, 2073 – Consolação, São Paulo – SP, 01311-300
Ingressos: R$ 70 e R$ 140 no site Eventim:
Não recomendado para menores de 18 anos
Entrevista por Marina Moia.
————————————— Leia a íntegra:
Depois de mais de 20 anos longe dos palcos, o que fez vocês sentirem que era a hora certa de voltar?
Luiz Guilherme: O motivo da nossa volta deve-se ao nosso produtor e empresário, Ricardo Leon, que foi o elemento chave para o nosso retorno. E quando começamos a ensaiar sentimos e vimos que a nossa química musical estava intacta. E foi a partir dos ensaios, das composições, que a volta se tornou algo prazeroso e edificante.
O que mudou na relação da banda com a música e com o público ao longo desses anos?
Luiz Guilherme: Muito pouco. Nossa verve do humor continua (como eu falei na primeira pergunta) intacta. Estamos mais velhos, mas o nosso público também envelheceu. Talvez se não tivéssemos feito sucesso no fim da década de 80 e início da década de 90 seria muito mais difícil. Temos 3 músicas que foram sucessos nacionais: Mamãe Viajandona, Uma barata chamada Kafka e Adelaide. O nosso público ainda se lembra com carinho de nós todos. Isso nos ajuda muito. Agora o nosso grande objetivo é conquistar novos públicos. Através da nossa musicalidade dos arranjos musicais e vocais, nós mantivemos a nossa origem. E sinto que estamos mais sábios, do que antes. Somando tudo isso e mais a nossa química no palco, nosso primeiro show no teatro Prio no Jardim Botânico, foi muito bom.
O humor sempre foi uma marca muito forte da banda. Vocês acham que hoje é mais difícil fazer sátira?
Luiz Guilherme: O humor é algo muito difícil de fazer. Isso dito por uma das atrizes mais importantes da nossa época, Fernanda Montenegro. E eu concordo com ela. Humor ou se tem ou não têm. E graça a Deus nós temos essa herança que vem desde os Mutantes (nossos avós) a Blitz, (nossos pais) e somos parentes muito próximos dos Mamonas Assassinas. Nosso humor prevaleceu. E nossa música “Medo” é a prova do que estou falando. Eu costumo dizer que o humor é a forma mais soft de falarmos sobre alguns temas que são espinhosos dizer. Sempre digo nas entrevistas que somos Groucho Marxistas, ou seja, discípulos desse humor. E nós não perdemos isso com o tempo.
O que o público pode esperar desse show “Vem Kafka Comigo!” em São Paulo?
Luiz Guilherme: Guardo uma enorme expectativa, nesse show. Acho que o público vai amar. Quem conhece vai ver que nós amadurecemos juntos. Quem não nos conhece terá uma agradável surpresa. Disso eu não tenho dúvidas. É o primeiro show fora do Rio de Janeiro que daremos nessa volta. Isso não tem preço.
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