Especial Cazuza: 14 canções para lembrarmos dos 25 anos sem o poeta

cazuza

Tá permitido ser exagerado nesta matéria. Em 07 de julho de 2015 completam-se 25 anos sem Agenor de Miranda Araújo Neto, ou então, Cazuza. O grande poeta do rock brasileiro fez história, tendo a iniciado ainda no grupo Barão Vermelho – ao lado de Frejat. Após o sucesso de canções como “Down em Mim”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Por Que Que A Gente É Assim?” e “Bete Balanço” pela banda, Cazuza partiu para a carreira solo e explodiu (de novo).

Para celebrarmos que “o poeta está vivo” ainda, o Nação da Música preparou um compilado de canções de cada álbum do músico em carreira solo. É um total de sete álbuns, mas como está permitido ser exagerado, separamos duas canções de cada um deles. Informações específicas são do site cazuza.com.br.

Confira abaixo:

#Exagerado (1985)

O disco de estreia de Cazuza traz uma das, ou talvez a canção mais icônica do artista. A faixa “Exagerado” que dá título ao álbum de 1985, comemorou 30 anos recentemente e até recebeu uma nova versão com os vocais de Cazuza. Na época a gravadora era a Som Livre.

O disco tem quase 750 mil cópias vendidas desde seu lançamento, e trouxe grandes letras compostas por Cazuza. Além de exagerado, também destacamos “Mal Nenhum”, “Só As Mães São Felizes” e claro, “Codinome Beija-Flor” – abaixo numa versão lindíssima apresentada no programa Chá das 5, na rádio Transamérica.

#Só Se For A Dois (1986)

Essa entrega explicita ao seu amor é uma das características mais marcantes de Cazuza. O segundo álbum de sua carreira solo demonstra isso em seu título. “Só Se For A Dois” foi gravado em 1986, mas só lançado em 1987, após a Som Livre terminar com seu cast e Cazuza ser contratado pela Universal – PolyGram na época. Um dos hits mais marcantes do disco é “O Nosso Amor A Gente Inventa”.

Além de “O Nosso Amor A Gente Inventa”, o álbum que vendeu 600 milhões de cópias também trouxe clássicas como “Ritual”, “Vai à Luta”, “Lobo Mau da Ucrânica” e “Solidão Que Nada”.

#Ideologia (1988)

Além da paixão e ~sex appeal~ do Cazuza, ele também apresenta muitas críticas em suas letras – inclusive para ele mesmo. Na capa do disco “Ideologia”, por exemplo, ele misturou vários símbolos ideológicos – como suástica e estrela de Davi – e causou certa polêmica na época. Mesmo assim “Ideologia” é o disco mais vendido do músico – mais de 200 milhões de cópias.

As críticas continuavam nas demais faixas como “Blues da Piedade” e “Brasil”. Mas nele Cazuza se concentrou em letras que tratassem sobre sua relação com a AIDS e a morte. Um exemplo é “Faz Parte Do Meu Show”, além da própria canção que intitula o disco de 1988.

#O Tempo Não Para (Ao Vivo) (1988)

Esse é um disco de c-l-á-s-s-i-c-a-s do poeta. Fica até difícil não citar todas as faixas que o disco “O Tempo Não Para” contempla. Ele foi gravado durante a turnê do disco “Ideologia”, nos dias 14, 15, e 16 de outubro de 1988, com shows no Canecão, no Rio de Janeiro. O set list trouxe sucessos do disco até então mais recente, além de músicas do Barão Vermelho como “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”.

O álbum foi responsável pelo lançamento da música “O Tempo Não Para”, que chegou a intitular o filme que conta a história do músico. O disco teve mais de 1 milhão e 800 cópias comercializadas. Este foi o último registro ao vivo do cantor antes de sua morte.

#Burguesia (1989)

O disco duplo “Burguesia” foi o último disco de estúdio lançado pelo cantor, em 1989. Como está perceptível, o cantor mantém a crítica através da música, já que a faixa-título, lançada como single, gerou bastante polêmica.

O disco é duplo, tendo em um deles canções de rock e outro canções do MPB. Ele foi gravado pouco tempo antes da morte de Cazuza, que produziu “Burguesia” numa cadeira de rodas e com a voz bastante fraca. Além de composições do poeta, ele também regravou canções de outros artistas como Caetano Veloso.

#Por Aí (1991)

Um ano depois de sua morte, em 1991, a Universal Music lançou o disco “Por Aí”. Ele foi composto por faixas demo e algumas que foram descartadas dos álbuns “Burguesia” e “Só Se For A Dois”. A maioria das faixas descartadas eram covers de outros artistas, como “Camila, Camila” da banda gaúcha Nenhum de Nós.

Outra faixa que podemos destacar é “Summertime” da Janis Joplin. Cazuza era fã da cantora desde a adolescência. Ele chegou a apresentar a música em shows e em rádios, e desde então está presente no disco “Por Aí”.

#O Poeta Está Vivo (2007)

17 anos depois da morte do cantor a sua primeira gravadora, Som Livre, lançou o segundo disco póstumo do Cazuza. “O Poeta Está Vivo” é o registro do show no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro em 1987. Na época a turnê era a do disco “Só Se For A Dois”.

No setlist o cantor reservou espaço para os hits dos seus dois primeiros discos “Exagerado” e “Só Se For A Dois”. Porém, também inseriu alguns sucessos do Barão Vermelho, como “Maior Abandonado” e “Bete Balanço”.

Não deixe de curtir a nossa página no Facebook, e acompanhar as novidades do Cazuza e da Nação da Música

COMPARTILHAR
João Pietro: Jornalista, gaúcho e admirador da música em todas as suas vertentes. Apaixonado pela cultura e suas diversas formas de se manifestar, entende que ela é transformadora. Não dispensa um café forte, imagina que se sai bem no improviso e valoriza as relações interpessoais. Também gosta de tocar violão, admira o amor e busca ser otimista.

DEIXE SEU COMENTÁRIO!