O destaque desta semana na coluna NM Apresenta vai para a banda espanhola Everlyn. Na estrada desde 2006, o grupo mistura influências de pop-punk e rock alternativo criando uma sonoridade bastante particular. A banda é formada por Karol Arribas nos vocais, Mario Baños e Sergio Serradilla nas guitarras, Tony Seijas no baixo e piano e Dani Pereira, na bateria. O Nação da Música bateu um papo com Mario, que nos contou um pouco da trajetória do Everlyn. Confira!

Nação da Música: Nos conte um pouco mais sobre como a banda começou. Como vocês se conheceram e quando decidiram começar a fazer música juntos?

Mario Baños: A Everlyn começou em 2006 quando a banda que Karol, eu e Sergio tínhamos terminou. Nós decidimos seguir tocando juntos e começamos a escrever músicas mais diretas e simples, como as canções que ouvíamos naquela época. Então Tony entrou na banda, alguns anos depois. Nós o conhecemos pois ele era baixista de um grupo com o qual dividimos o palco algumas vezes.

Por último veio o Dani. A gente se conheceu anos atrás, desde que ele foi baterista de diversas bandas conhecidas na Espanha. Ele se juntou a família do Everlyn quando começamos a parte espanhola da turnê “Dreamers Tour”, alguns meses atrás.

Nação da Música: Tente descrever a sonoridade do Everlyn em algumas linhas!

Mario Baños: Uh, isso é sempre uma questão de quebrar a cabeça. Nós só escrevemos músicas que gostaríamos de ouvir.  Alguns dizem que é um punk pop, outros dizem que é powerpop e alguns dizem só que é um rock alternativo com sintetizadores… nós realmente não nos importamos. Isso fica para nossos fãs e ouvintes decidirem. Temos algumas músicas pesadas e também temos algumas mais calmas e melosas, e amamos tocar ambas. A melhor coisa é você ouvir e criar a sua própria opinião sobre o nosso som.

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Nação da Música: Quais eram as suas principais influências quando começaram? E quais são as influências hoje em dia? Que tipos de mudanças o Everlyn sofreu ao longo dos anos?

Mario Baños: Cada um de nós escuta um monte de bandas e estilos diferentes. Nós sempre escolhemos o Jimmy Eat World como uma banda que todos amamos e sempre quisemos soar parecido. Mas esta é só uma influência no meio de milhares. Cada música que você escuta é uma influência diferente, mesmo que você não queria isso.

Eu acho que nós soamos mais maduros agora, por mais que isso possa soar como um clichê. Temos as nossas mentes abertas e não temos medo de experimentar.

Nação da Música: Eu vi que vocês tem um cover do My Chemical Romance no seu canal do Youtube! Eles são uma grande influência pra vocês? Como reagiram ao saber do término da banda?

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Mario Baños: O My Chemical Romance foi uma das principais influências quando começamos o Everlyn. O disco deles, “Three Cheers for Sweet Revenge”, na minha opinião beira a perfeição no que diz respeito a composição. Por mais que seja verdade que não gostamos tanto dos álbuns seguintes, nós os admiramos como banda. Eu particularmente desenvolvi uma grande devoção pelo Gerard Way, eu o acho incrivelmente talentoso em tudo que ele faz. Então, é sempre uma pena quando uma banda com tanta bagagem se desfaz.

Nação da Música: Vocês já tiveram a oportunidade de dividir o palco com diversos grandes nomes da música, como Blink-182 e The Get Up Kids. Como foi esta experiência?

Mario Baños: É absurdo! Eu não consigo explicar com palavras! A melhor coisa é que a gente não dividiu somente o palco com eles. Tivemos a oportunidade de sair e conhecê-los pessoalmente, especialmente o Simple Plan (com quem fizemos diversos shows juntos) e o Sum 41. Beber com alguns de nossos ídolos adolescentes é algo que explodiu as nossas mentes!

Nação da Música: Como é ser uma banda de rock alternativo na Espanha? Como que é a cena por ai? E quais são os desafios de tentar a sorte em outros países?

Mario Baños: É horrível! Existem muitas bandas de rock incríveis por aqui, mas eles nunca conseguem a atenção merecida por parte da mídia. E se as suas letras são inglês então, pode esquecer! Você não vai tocar no rádio/TV nunca, mesmo que a sua música seja incrível e que você tenha mais seguidores que qualquer outro artista “popular”.

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Eles não vão tocar, é algo que não os interessa. Eles preferem tocar alguma porcaria de música latina, feita por uns 3 ou 4 “wannabes” do que dar uma chance para as bandas locais, que estão se matando trabalhando. Então, sim, nós estamos planejando fazer alguma coisa no Reino Unido para tentar mais atenção por lá.

Nação da Música: Conte um pouco mais sobre o seu último lançamento, “A Ticket To The Moon”. Como foi o processo criativo para este disco? Que tipo de mensagem, ou energia que vocês quiseram transmitir com este álbum?

Mario Baños: Nós gravamos com o Flo Nowak, em Berlim. Ficamos lá por menos de um mês e, literalmente vivemos no estúdio, nos focando somente em gravar. Ele (Nowak) nos ajudou demais com a produção, por mais que já soubéssemos como queríamos que cada música soasse. Ele é um mestre em descobrir o som que você está tentando explicar, somente com palavras. Então, nós sempre ouvíamos a sua opinião.

É para isso que os produtores estão lá, então ele é uma parte muito importante  para a mágica de “A Ticket To The Moon”, que é um disco que passa uma mensagem positiva. Karol sempre tenta demonstrar o lado positivo de tudo na vida, mesmo que existiam situações que farão você pensar que ele não existe. A vida tem muitos momentos melancólicos por si só, então não queremos que a nossa música aumente a tristeza, com letras tristes que ninguém consegue se relacionar. Superação e acreditar em você mesmo são os nossos lemas.

Nação da Música: Quais são os planos para o futuro do Everlyn?

Mario Baños: Nós vamos encerrar a parte espanhola da “Dreamers Tour” no próximo dia 6 de novembro, em nossa cidade natal, Madrid, e depois queremos nos focar em gravar algumas músicas novas, que já fizemos demos e estamos muito animados. Como eu falei antes, estamos planejando algumas coisas bem legais para acontecer no Reino Unido, se tivermos sorte. E é claro que tentaremos fazer turnê o máximo que conseguirmos. Nós amamos tocar todas as noites e dividirmos uma van como se fôssemos uma família. É isso que estamos destinados a fazer para ganhar a vida!

Obrigado pela entrevista e um abraço para todos os leitores brasileiros! Siga-nos no Twitter ou Facebook e não seja um estranho!