Vitor Kley
Foto: Divulgação / Facebook.

Depois do sucesso “O Sol”, Vitor Kley divulgou o seu disco “Adrenalizou” na última quinta-feira (18) em todas as plataformas digitais Ele traz, além do hit, outras músicas como “Morena”, feita com Bruno Martini, e “Bem Te Vi” uma parceria com Kell Smith.

A Nação da Música conversou com o cantor sobre este novo trabalho, suas influências na música, colaborações e seus projetos futuros.

Entrevista por Henry Zatz.

——————————————————————————- Leia a íntegra:
Primeiro, muito obrigado por esta entrevista e parabéns pelo novo álbum! Como está se sentindo com este lançamento?
Vitor Kley: Cara, estou feliz da vida né. 2018 não acabou ainda, mas já tá no finalzinho, ele foi um ano incrível para mim. “O Sol”, agora “Morena” dando muito sucesso também e ainda lançar um álbum para galera. Várias composições que estavam aí paradas, a gente pôde colocar para o mundo. Então, estou muito feliz mesmo com a receptividade da galera com esse álbum, muita gente gostando. E não tá só aquela coisa tipo “só gostei dessa”, tá todo mundo dividido, tá bem massa isso.

E conta um pouco, como foi esse processo de gravação e produção?
Vitor Kley: Eu gosto muito do “Adrenalizou”, porque ele carrega músicas antigas e atuais também. Ele carrega o Vitor de tempos atrás até o cara mais atual. “Marambaia”, por exemplo, é uma das músicas mais antigas. Eu escrevi ela em 2012 ou 2013 e ela tava meio parada no tempo assim, então a gente trouxe ela de volta. Ela é muito legal, é uma homenagem a um lugar que eu aprendi a surfar, onde eu peguei minha primeira onda, um pico chamado Marambaia mesmo.

Ainda carrego “O Sol” e “Morena”, “O Sol” que foi um “hitzaço”, que, graças a Deus, mudou minha vida. E “Morena” que também tá se tornando uma grande música, tá tocando direto e a galera tá gostando muito do som.

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E até “Adrenalizou”, que é uma das últimas composições e é uma música maluca. Nunca pensei na minha vida que ia juntar montanha russa, bung jump, paraquedas, olho de Tandera, asa delta, todas essas paradas numa música. E muito legal ver a aceitação da galera e ver que eles tão curtindo.

O processo de produção, na verdade, ele carrega também músicas do meu EP que eu gravei em 2016 aqui no Midas com o Rick (Bonadio), então a gente meio que uniu tudo. Então acredito que esteja bem completo.

Apesar de muitas músicas mais leves com mensagens positivas, há a faixa “Armas a Nosso Favor” que traz uma crítica social. O que te levou a gravar essa?
Vitor Kley: Cara, “Armas a Nosso Favor” foi uma música que eu escrevi faz uns quatro anos, acho que foi em 2014 e eu escrevi ela despretensiosamente. A gente vivia, no momento, uma crise, eu lembro muito de ter essa cena na cabeça, meu pai ligava a televisão para assistir as e eu acabava sendo conectado com essas coisas ruins. A televisão passava muita coisa triste, violência pra caramba, falta de educação pra caramba. Eu lembro que meu pai ficava meio indignado com essas coisas e na minha cabeça de moleque bateu isso como uma forma de botar pro mundo tudo o que eu pensava. Então eu acabei escrevendo “Armas a Nosso Favor” a respeito disso.

Eu acredito que a gente tem muitas ferramentas para usar a favor do amor, a favor das coisas boas e esse refrão fala disso, o que eu posso fazer em prol do povo, da galera. Usar meu violão, meu microfone, minhas composições, para que eu possa espalhar uma mensagem boa, de amor. Então, ela é uma música mais nervosa justamente por isso, que ela tenha um impacto mesmo que a galera tenha vontade de mudar, tenha vontade de fazer coisas boas mesmo. A gente tem que passar adiante uma mensagem boa e fazer com que a próxima geração venha melhor ainda né.

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Voltaria a escrever músicas nesse estilo?
Vitor Kley: Na verdade, eu nunca paro muito para pensar assim tempos antes como eu vou escrever. Bate na hora alguma coisa que me impressiona e que mexe com a minha cabeça, com a minha mente, meus sentimentos e eu começo a desabafar nos papéis. A caneta e o papel são meus melhores amigos, então eu vou lá e começo a escrever o que eu penso, mas não sei dizer se escreveria ou não, mas no momento eu tô numa vibe mais leve, numa vibe mais tranquila.

Você também incluiu o remix eletrônico de “O Sol” no disco. Como surgiu a ideia de fazer esta versão do seu single? E o que você pensa dessa mistura de estilos?
Vitor Kley: Eu sou um cara muito eclético, não tenho barreira nenhuma. Eu tenho vários brothers do funk, do sertanejo, do eletrônico também, do pop mesmo, do rock. E quando veio o lance do eletrônico, eu confesso que eu não tinha tanto conhecimento. Eu lembro que o primeiro DJ que fez foi o Ralk e o Discover, que até tocou no Carnaval pra caramba. E aí quando me mandaram, falaram que estavam querendo lançar e eu ouvi e falei “pô a música fica boa mesmo no eletrônico”, só dei um toque que eu achava que poderia mudar uma hora ou outra. Aí quando lançou, a parada realmente pegou.

Eu sou muito grato aos DJs que fizeram o remix, toda galera que fez e impulsionou a música muito. E é louco, minhas músicas tem esses dois lados, tem o lado voz e violão, a coisa mais orgânica e, ao mesmo tempo, ela tem um lado mais pop. “Morena” tem a versão acústica e a versão mais pop, “Adrenalizou” é totalmente astral, pop também, mas pode ter o lado do violão que nem “O Sol”, isso é muito legal. E massa que deu para usar a favor né, legal ver que os moleques que fizeram o remix estão se dando bem pra caramba, a música é meio que o carro chefe deles também, então ficou todo mundo feliz, participei até de show deles também. É muito massa essa conexão, achei muito legal.

E quais influências você tem na música? O que você gosta de ouvir?
Vitor Kley: Quando eu era moleque, minha mãe ouvia muito Beatles, meu pai ouvia Queen e Supertramp, que é uma banda que eu carrego até hoje, uma das melhores bandas que eu já ouvi. De mais atual eu gosto muito de Ed Sheeran, Oasis, Bruno Mars, Coldplay.

De Rock N Roll, eu gosto muito de AC/DC, The Black Crowes também. Nacional eu ouço muito Barão Vermelho, sou muito fã de Cazuza, das composições dele, da maneira que ele interpretava as coisas, eu gosto de Skank, Jota Quest, gosto muito das composições do Nando Reis, da interpretação da Cássia Eller também.

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Uma pessoa que vale destacar muito é a Anitta, ela é uma pessoa muito massa. A Anitta é uma artista que eu admiro muito, porque ela tá conectando muito, ela fez música com Matheus & Kauan, ela fez música com o Kevinho, aí faz música com o Silva. A gente tá pela música, tá todo mundo junto, no mesmo universo. E, aproveitando para falar, eu tô felizão com esse novo cenário que tá vindo, Melim, Lagum, toda essa galera jovem que tá vindo, o Jão, muito legal.

No seu novo álbum, há a parceria inédita com Kell Smith, que vem crescendo bastante também. Como foi esse contato e o que achou de gravar com ela?
Vitor Kley: A Kell eu conheci aqui na gravadora, no Midas, quando eu entrei e ela também. E a Kell virou uma grande amiga minha, tenho muito carinho por ela, muito amor, a gente já cantou junto no meu show, já cantei no show dela também. E é muito massa, porque a gente escreveu essa música e legal que essa composição pôde se concretizar e ser lançada no meu álbum. Ela uma super amiga e “Era Uma Vez” foi um grande estouro em 2017. E a Kell também, como eu falei de todas as outras bandas, ela tá junto nesse meio novo, nessa geração que tá vindo e massa que a gente pôde gravar e mostrar essa união pra galera. “Bem Te Vi” é uma música linda.

Há algum nome que você tem como sonho fazer parceria algum dia?
Vitor Kley: Pensando rapidamente, Anitta eu acho que seria muito massa, eu gostaria muito de gravar com ela. Eu acho que seria bem legal gravar com Skank e Jota Quest também. Seria uma honra pelo menos dividir o palco num festival com o Charlie Brown, mas infelizmente não está mais aqui, mas seria um prazer. E Projota, que eu gosto muito das músicas dele também.

Quais são os seus planos e projetos para o futuro?
Vitor Kley: “Morena” tá indo super bem agora, a música que eu fiz em parceria com o Bruno Martini. Ele que produziu essa faixa. Ela tá indo tão bem que a gente tá deixando correr, agora a gente vai vir com o clipe dela, acredito que mês que vem. Ela tá crescendo muito nas rádios, então a gente tá deixando ela fluir. Mas acredito que vá virar single a “Adrenalizou” mesmo que é uma música que tá indo bem no álbum.

Mais para frente eu pretendo fazer turnê, é um grande sonho que eu tenho, tocando as músicas do disco, dos meus trabalhos mesmo. Gravar o clipe de “Adrenalizou” acho que seria muito massa, é uma música muito maluca, eu tenho até curiosidade de saber como ficaria o clipe. Mais para frente eu pretendo lançar mais singles, tenho outras músicas prontas ainda não gravadas, mas composições prontas. A galera pode ficar tranquila que tem um monte de música.

E, para finalizar, gostaria de deixar um recado para os leitores da Nação da Música?
Vitor Kley: O recado que eu tenho pra dar pra galera é agradecer e que nesse final de ano, que tá cada vez mais próximo, que a galera sonhe bastante, que no próximo ano os sonhos venham a se realizar, assim como eles fizeram realizar os meus sonhos. Agradeço muito a todo mundo que ouviu “O Sol”, que tá ouvindo as outras músicas novas, quero que sejam felizes com as minhas obras, minhas composições. Eu tô aqui no mundo pra isso, pra levar a felicidade pras pessoas. Gratidão sempre, muito obrigado!

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