The Struts
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música

O grupo The Struts veio para o Brasil pela primeira vez e participou do segundo dia do Lollapalooza, que aconteceu em São Paulo.

A banda britânica surgiu em 2012, mas está crescendo no cenário do rock, já chegou a abrir shows de Rolling Stones, The Who e Guns N Roses. O vocalista Dave Grohl chegou a afirmar que foi o melhor grupo que fez uma abertura para o Foo Fighters.

No ano passado, eles lançaram o álbum “Young & Dangerous”, que possui 13 faixas, sendo uma delas em parceria com a cantora Kesha.

A Nação da Música falou com os integrantes antes da apresentação no festival sobre a passagem pelo Brasil, o gosto em geral pela música e sobre esta colaboração com a cantora pop.

Entrevista por Henry Zatz.

——————————- Leia a íntegra:

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Primeiro, sejam bem-vindos ao Brasil. Como estão se sentindo em tocar num festival como o Lollapalooza por aqui?
Estamos bem nervosos e animados. É a primeira vez que a gente vem para o Brasil, tanto para tocar quanto para visitar, então é uma grande ocasião para nós. A gente conheceu alguns fãs brasileiros ontem, o que foi bem legal, e eles me fizeram uma capa com a bandeira do Brasil, escrito “Struts” nela e eu vou usá-la nas primeiras músicas em nosso show

E como é essa relação de vocês com seus fãs brasileiros?
É realmente muito especial. Eles aparecem em toda postagem que fazemos nas redes sociais com a mensagem “venha para o Brasil”. Eu não estou brincando, você pode ir a qualquer post nosso e vai ter dois, três contas diferentes perguntando quando iremos ao Brasil e variações disso. Então foi legal conhecer algum deles e por isso acho que vai ser algo muito especial.

E mesmo sendo a primeira vez de vocês aqui, como se sentem com o Brasil?
Está sendo ótimo, o Brasil tem uma grande reputação de ter um povo muito alegre, vibrante, que gosta muito de curtir e tem a música dentro da sua cultura. É isso que pegamos vindo da Inglaterra. Você pensa no Brasil, você pensa em pessoas dançando na rua, curtindo a vida, então é isso que espero ver por aqui.

Vocês chegaram a assistir a algum show do Lollapalooza?
Não conseguimos ver muita coisa, porque temos pouco tempo aqui, mas eu chegamos a encontrar o baterista do Arctic Monkeys, o que foi bem legal.

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Vocês já tocaram em outros grandes festivais também, como é essa experiência para vocês, podendo dividir palco com outras bandas?
Depende muito. Quando você vai a um festival e tem muitas bandas, não é só porque você sabe o nome do grupo que te dá o direito de ir ao camarim deles, então esses encontros assim não acontecem. Nós já conhecemos algumas pessoas

O que vocês gostam de ouvir?
Eu tenho ouvido muito Mahalia Jackson, que é a rainha da música gospel. No momento, eu realmente estou me aprofundando bastante nisso. Num geral, eu ouço tudo que mexa com a minha fantasia, aí passo por diferentes fases assim.

E se vocês fossem montar um festival de vocês, quem seriam os headliners?
A gente com certeza! Pensando nos outros artistas, teria ABBA. E fomos a um festival em San Diego, que tocamos com Lenny Kravitz e Aerosmith, e foi uma das nossas melhores apresentações. Então acho que todos esses nomes já daria um bom festival.

Vocês lançaram um álbum no ano passado. Qual a música favorita de vocês?
Gethin Davies: Primadonna Like Me
Jed Elliott: Eu gosto de Body Talks, com a Kesha
Luke Spiller: Gosto de Primadonna Like Me também
Adam Slack: Eu gosto de Ashes

E essa parceria com a Kesha, como foi isso?
Nós fizemos um show com ela. Na realidade, eu a conheci há uns anos em Nova York e eu sou um fã da música dela também, o que foi fantástico. Uma vez, quando eu tinha 18 anos, até bati meu carro ouvindo uma música dela. Contei essa história para ela, ela achou bem divertida, nós mantivemos o contato e quando decidimos fazer um dueto, ela topou. Foi um processo bem divertido para todo mundo fazer essa canção.

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Poderiam mandar um recado para os leitores da Nação da Música?
É ótimo estar aqui no Brasil com vocês, espero que hoje marque o primeiro dia do que vai ser um grande caso de amor com o povo brasileiro e nem podemos esperar para voltar para cá e fazer mais shows. Agradecemos muito vocês pela entrevista também, somos muito sortudos. Obrigado!

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