Entrevistamos Bruno Martini sobre o lançamento do novo álbum “Original”

Bruno Martini
Foto: Divulgação
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Bruno Martini

O músico e produtor Bruno Martini lançou no dia 12 de março seu primeiro álbum oficial, “Original”. Com 17 faixas, entre as quais estão as conhecidas “Bend The Knee”, “Wake Up With You” e “Ain’t Worried”, o disco, que está disponível em todas as plataformas digitais, conta com diversas parcerias nacionais e internacionais, incluindo grandes nomes como Iza, Luísa Sonza, Zeeba, Timbaland e Becky Hill.

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Bruno Martini

A Nação da Música conversou com Bruno Martini sobre o processo de produção de “Original”, as diferentes influências musicais, que vão desde o rock até a eletrônica, e as parcerias com Timbaland para o álbum, e com Lady Gaga para o remix do single “911”.

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Entrevista por Natália Barão.
—— Leia a íntegra:
Como você definiria o conceito do álbum “Original”?
Bom, “Original” é um álbum que eu venho trabalhando há uns dois anos e meio. Tudo surgiu depois que eu encontrei o Timbaland em Los Angeles. A gente ficou uns 10 dias no estúdio fazendo um monte de música, e eu voltei pro Brasil com umas seis, sete músicas feitas com ele nesse meio tempo. Quando eu voltei com essas músicas, a primeira pessoa que veio na minha cabeça pra convidar e fazer parte disso foi a Iza, e ela super topou. A gente gravou duas músicas juntos, e a partir disso veio todo o desdobramento do “Original”. Mas esse disco é de fato pra mim uma forma das pessoas me conhecerem melhor, e eu acho que eu conto muito da minha história, quais são as minhas referências na música desde que eu comecei, quando eu tinha 15 pra 16 anos e fiquei trabalhando 8 anos pra Disney.

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Eu sempre tive o sonho de lançar um álbum desde que começou a minha carreira solo, com a parceria com o Alok e o Zeeba em “Hear Me Now”. Sempre tive o sonho de lançar o meu álbum e mostrar pras pessoas um pouco mais das minhas referências musicais mesmo, do que eu escuto e tal, e contar um pouco mais a minha história através de sonoridades, letras e melodias. Então acho que “Original” é um belo resumo de toda a minha trajetória com a música.

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Dentre todas as 17 faixas, por que “Bend The Knee”, parceria com IZA e Timbaland, foi escolhida como primeiro single?
Porque foi o start realmente de todo o processo do “Original” quando eu comecei a pensar. Acho que foi tão especial o meu encontro com o Timbaland, e me marcou tanto pessoalmente quanto profissionalmente, que a partir disso veio na minha cabeça a ideia de contar a minha história através do álbum. E nada melhor pra começar do que começar com uma das músicas que de fato foi o começo dessa trajetória. E sem contar toda a força que essa música tem, a sonoridade dela e tudo mais. Ela acabou de ganhar o disco de ouro no Brasil, então eu fiquei muito contente com a repercussão, e também da Iza ter comprado a ideia e de ter participado disso. A Iza é um dos ícones que a gente tem no Brasil, e eu fico muito contente de conseguir unir ela com o Timbaland, que eu sei que também era um sonho dela trabalhar com ele. E tudo fluiu muito naturalmente.

Em meio aos diferentes estilos musicais do álbum, que vão desde o groove até o country-pop-eletrônico, quais foram suas principais referências e inspirações?
Obviamente a música eletrônica tá no meu sangue, desde moleque eu sempre fui muito influenciado por ela. Meu pai também trabalha com música eletrônica, então eu sempre ouvi ele, que tem uma banda chamada Double You, que fez muito sucesso nos anos 90. Então sempre fui muito influenciado com isso. Meu pai também é guitarrista, e quando eu era moleque, tinha uns nove, dez anos de idade, eu via a coleção de guitarras dele, e comecei a tocar. Eu queria tocar rock clássico, tipo Deep Purple, Led Zeppelin. Então acho que eu consegui resumir basicamente toda essa minha história que eu tenho com a música através das sonoridades do álbum.

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Algumas das faixas do seu novo álbum contam com a parceria do Timbaland. Como se deu o contato de vocês e como foram as gravações?
Bom, eu sou realmente muito fã do Timbaland desde moleque. Eu comecei a produzir e a compor música desde muito cedo, e ele sempre foi uma das maiores referências pra mim. Tem um estudo inclusive que diz que você tem um apego emocional muito forte com quando você é adolescente e com as músicas que você escutou nessa época, e com certeza ele foi um dos principais artistas e produtores que me influenciavam muito. Eu lembro quando eu era moleque, até no Garage Band no computador que eu tinha em casa, eu ficava ouvindo as coisas tipo “como ele fez isso?”, e aquilo me incentivava muito a querer produzir e fazer algo muito parecido com o que ele fazia.

Depois, com o sucesso de “Hear Me Now”, deu início à minha carreira solo mesmo depois de todo o projeto que eu tive com a Disney, e eu comecei a viajar o mundo discotecando, não só com “Hear Me Now”, mas com “Never Let Me Go”, “Sun Goes Down”, ou “Sou Teu Fã”, com o Dennis DJ no Brasil, “Morena”, com o Vitor Kley, que são músicas que fizeram muito sucesso. E eu comecei a tocar nos maiores festivais do mundo, e um deles foi o LDC, em Las Vegas. E quando eu desci do palco, meu empresário me falou que tinha recebido um email do Timbaland, dizendo que queria trabalhar comigo, que tinha amado uma música chamada “Living On The Outside”, e se eu tinha mais músicas.

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Como eu vivo dentro do estúdio, eu sempre tenho muita música guardada. Eu preparei um link, mandei, e no começo eu não acreditei muito, achei que era fake news, mas ele respondeu e falou “pô, adorei as suas músicas, vamos nos encontrar em Los Angeles”. Quando a gente foi se encontrar lá, era pra eu ficar um dia no estúdio com ele, mas eu acabei ficando quase dez lá, e voltei pro Brasil com um monte de música. Aí a gente começou a ficar muito brother, e a partir disso fizemos muita coisa juntos. Ele realmente foi uma grande inspiração pra mim.

Você e a Mayra tiveram uma longa parceria com o duo College 11, e ela também está presente em algumas faixas do seu álbum. Como foi esse reencontro de vocês (tanto no âmbito pessoal quanto no profissional)?
Ah, a Mayra é minha irmã. Se eu fosse fazer um álbum que fosse de fato pras pessoas me conhecerem mais, pra saber um pouco mais da minha história, das minhas referências, a Mayra não podia ficar fora disso. Tem várias faixas do álbum que a gente escreveu juntos, inclusive “Bend The Knee”, com a Iza, “Ain’t Worried”, com a Luísa Sonza. Como ela sempre esteve presente em todos os momentos da minha vida, ela me conhece melhor que ninguém, sabe de tudo que a gente passou junto, tudo que eu passei, todos os meus traumas, vitórias… enfim, então acho que ninguém melhor do que a Mayra pra fazer parte disso tudo.

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Tem algum artista com quem você ainda não tenha trabalhado mas gostaria muito?
Sempre tem, cara. Eu sou um cara que sou muito eclético, acho que os estilos de música que eu mais curto na minha vida são o rock, hip hop e eletrônica; esses são os três pilares do álbum. Tem vários artistas que eu adoraria ter trabalhado e artistas que eu quero continuar trabalhando. Eu fiz uma versão agora de uma música do Duran Duran, que se chama “Save a Prayer”, porque eu adoro essa banda. Vários artistas dos anos 80 (o próprio Duran Duran), adoraria ter feito um álbum com o Daft Punk também, mas infelizmente eles encerraram a carreira. Eu sou muito fã do Jay-Z… enfim, vários artistas, eu sempre estou aberto a colaborações. Falando até mais do mercado da música eletrônica, pô, eu amo o David Guetta, o Calvin Harris… enfim, vários DJs aí, como o Rüfüs Du Sol. Eu sou um cara muito eclético, gosto de música no contexto geral, então sempre estou aberto a fazer parcerias com quem quer que seja.

Recentemente, você fez um remix de “911”, da Lady Gaga, que integra o EP de remixes de “Chromatica”, certo? Como se deu essa parceria com ela?
Trabalhar com a Lady Gaga foi uma experiência incrível. Quando chegou o pedido dela de fazer uma música do Chromatica, aconteceu basicamente a mesma coisa que com o Timbaland, eu achei que era fake news. A gente olha e vê números e tudo mais, só que acho que a gente não tem noção de fato de quanto o mundo é globalizado e quanto a nossa música hoje, entrando nas plataformas ou nas redes sociais, acaba viralizando pelo mundo inteiro. E de ter o reconhecimento da Lady Gaga, da gente ter trabalhado juntos nessa versão de “911”, realmente foi um sonho realizado. Acho que eu nem preciso falar o quanto a ela influencia o nosso mercado – não só o nosso, mas o mundo inteiro. Poder trabalhar com ela que, mais uma vez, é uma artista que me marcou muito na adolescência com as músicas dela e até hoje se mantém como uma das principais referências da música – além do discurso muito bonito dela – é realmente muito bacana. Eu fiquei muito feliz com o projeto, dela ter gostado da versão e ter lançado. Se eu não me engano, acho que é até a versão que tem mais views no Youtube. Eu fiquei muito contente que ela curtiu a ideia e a versão que a gente fez.

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Como você diferencia o Bruno Martini de “Hear Me Now” do de “Original”?
Ah, “Hear Me Now” foi um marco histórico, né. Se tornou uma música feita por brasileiro com mais plays no Spotify, acho que não tem nenhuma música maior do que essa. Foi uma música muito importante pra gente no Brasil. E falando num contexto geral, acho que principalmente pra toda cena eletrônica, foi uma música que abriu muitas portas e quebrou muitos paradigmas. Eu sempre ouvi a minha vida inteira que fazer música eletrônica e música em inglês no Brasil era a fórmula do fracasso, então ver uma música como “Hear Me Now” se tornando o primeiro lugar de todas as músicas aí que foram lançadas no Brasil e até hoje, é surreal.

A gente realmente não imaginava todo esse sucesso. Eu comecei a viajar o mundo inteiro discotecando por conta dela. Eu não diferencio muito, acho que no “Original” o processo é um pouco mais de amadurecimento meu, e claro que tem sonoridades diferentes de “Hear Me Now”, mas o que eu tentei fazer com “Original” foi trazer referências não só da música eletrônica, mas também de outros gêneros que me influenciam desde moleque, como o rock e o hip hop, por exemplo. Então o “Original” eu fiz um álbum mostrando bastante as minhas referências e contando a minha história através de todas essas sonoridades.

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O que os fãs podem esperar da era “Original”?
Acho que principalmente com as músicas, eu espero que vocês tenham curtido todo esse trabalho, que parece que é fácil, mas na verdade é muito complicado juntar vários artistas, pensar em todo um conceito e fazer algo que tenha muito a ver comigo mesmo. Contar a minha história através disso tudo foi realmente um processo muito intenso e muito verdadeiro, então espero que de alguma forma eu consiga conectar com todos os fãs e tocar o coração de muita gente.

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Natália Barão
Jornalista, apaixonada por música, escorpiana, meio bossa nova e rock'n'roll com aquele je ne sais quoi