Produtor de “Hybrid Theory” fala sobre trabalhar com Chester Bennington

O produtor musical Don Gilmore, concedeu uma entrevista à Billboard que foi publicada nessa segunda (24) e falou sobre como foi trabalhar com o Linkin Park e mais especificamente com Chester Bennington, no começo de suas carreiras.

Gilmore produziu os dois primeiros discos da banda, “Hybrid Theory” e “Meteora” e contou que sabia que eles tinham potencial para se tornarem incríveis por causa de sua carta na manga, Chester. “Eu nunca havia escutado ninguém cantar tão incrivelmente naquela salinha podre de ensaio“.

O primeiro encontro do Linkin Park com Don Gilmore aconteceu em 1999 enquanto a banda procurava produtores para fazer seu primeiro álbum. E assim que Gilmore ouviu Chester cantar, ele sabia que queria ser o escolhido. “Naquele primeiro ensaio, ele ofuscou toda a banda. Ele era um potencia vocal tão grande que me deixou muito animado com o projeto e me fez querer muito trabalhar com eles. (…) Eles me escolheram, fomos para o estúdio e trabalhamos muito“.

“Hybrid Theory” foi gravado em apenas seis semanas e vendeu 10.5 milhões de cópias somente nos Estados Unidos e Gilmore sabia que o disco tinha algo de especial: “Como produtor, você está sempre procurando coisas especiais que se destacam e são extraordinárias, porque às vezes você pode pegar um disco ordinário, que talvez tenha boas músicas e seja bom, mas quando você consegue casar tudo isso com algo como o Chester cantando, então é imbatível“.

Gilmore conta que o Linkin Park apesar de ainda muito imaturos como banda, eram muito esforçados e faziam de tudo para que o disco saísse o melhor possível, refazendo partes inúmeras vezes até que ficassem do jeito que ele queria, inclusive os vocais de Chester. “Para um produtor musical, ele era um sonho realizado. Ele conseguia ir até aquele ponto que fosse além. É louco o quão forte ele conseguia ir com tanta precisão. E mesmo quando ele cantava mais calmo, a precisão estava lá. Ele era um cara muito especial“.

Depois de “Hybrid Theory” veio “Meteora” e o processo de criação foi parecido. A banda, o produtor e junto a eles o CEO da Warner Bros., gravadora do LP na época, Tom Whalley que dava muito apoio a produção. “Nós entramos e fizemos o ‘Meteora’. Foi um disco muito divertido e fácil de fazer, porque o Tom Whalley era muito encorajador e era uma energia positiva ao redor da banda, e o Chester e o Mike continuaram a ser incríveis“. O segundo álbum do Linkin Park vendeu 6.2 milhões de cópias nos Estados Unidos e consagrou a banda no cenário mundial.

Para o produtor, o legado de Bennigton é o conjunto de seu trabalho. “Eu acho que eles tocaram muitas pessoas pelo mundo. Eles mantiveram essa marca muito simples e honesta e eu acho que é muito legal que todas essas diferentes culturas, todas essas pessoas ao redor do mundo, sabem quem é o Linkin Park e conseguem cantar muitas de suas músicas, mesmo que eles não falem inglês. Eu talvez tive quatro ou cinco momentos no estúdio em que eu tive arrepios, literalmente tremi e um desses foi com o Chester, com certeza. Estranho é que um desses também foi com o Chris Cornell“.

A entrevista na íntegra você pode conferir aqui.

Após a morte de Chester Bennington na quinta-feira (20) , o Linkin Park cancelou a turnê norte americana e divulgou uma carta aberta ao cantor.

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