sound-bullet-2016Na tarde desta segunda-feira (07), a Nação da Música conversou um pouco com Pedro, nome por trás da bateria do Sound Bullet. Na entrevista ele contou um pouco melhor sobre a banda, se apresentando pra galera que ainda não conhece, e ainda adiantou alguns detalhes sobre o novo material que estão trabalhando. Anteriormente, a Nação da Música já preparou uma matéria especial introduzindo o Indie Rock dos caras (releia aqui).

Falando em novidades, o grupo brasileiro liberou nesta terça-feira (08) com exclusividade para a Nação da Música o Lyric Video para o single”Ser só um”, produzido por Vinicius Tibuna do Stereophant. A entrevista na integra e o novo vídeo podem ser vistos abaixo:

Leia na íntegra ———————————————————————————————————

01. Como vocês definem o som do Sound Bullet? Quais as maiores inspirações para a banda?

A gente usa o termo Indie Rock pra definir o som da banda, mas assim, eu e a galera da banda, a gente gosta de falar que não é um Indie Rock puro, aquele classicozão. Tem outras influências com uma pegada mais forte. Por exemplo, a gente ouve Arctic Monkeys, The Strokes, As Tall As Lions, Rx Bandits, ai tem a galera de fora, tipo sei la, Michael Jackson, eu gosto muito do estilo do Groove assim, parado. E também tem influências brasileiras, que é legal citar. No nosso som que é bem presente a R.Sigma, tanto que o [Diego] Strausz produziu nosso EP né? A gente chamou ele pra produzir. E tem o Rancore, o Scalene e o Supercombo. Então assim, a gente joga tudo no liquidificador e sai essa parada ai que a gente ta tocando.

02. Vocês escrevem tanto em português como em inglês. Porque essa diferença e em qual língua vocês possuem mais facilidade em compor?

- PUBLICIDADE -

Não é nem questão de facilidade ou não. No início da banda a gente tinha mais ou menos 50% das letras em português e inglês, a gente não tinha definido. Então no processo do EP “Ninguém Está Sozinho” a gente meio que decidiu “vamo focar no português” então a gente começou a fazer em português e tal, e foram saindo as músicas e deixamos o inglês de lado. Ai no ano passado a gente teve a oportunidade da Converse [Rubber Tracks] e falou: “Pô cara, vamo gravar ‘When It Goes Wrong”, que a gente acha um música foda, um single maneiro, vamo lançar”. Ai a gente lançou “When It Goes Wrong”, e essa música já era antiga nossa, então a gente repaginou ela e lançamos. Então a gente tem esses dois vertentes mas por enquanto estamos focando no português, mas assim, a gente estuda num futuro não tão distante lançar um trabalho só em inglês também e começar a diversificar um pouquinho. Mas é só uma questão da gente ter focado no português agora, rola inglês e português tranquilamente. Não é uma questão de facilidade e dificuldade de compor, é mais questão que a gente preferiu dar prioridade ao português primeiro.

03. Vocês tiveram uma leve mudança na formação, com a entrada do Henrique na banda. Como foi esse processo de adaptação do novo membro?

Mudou bastante coisa, mas foi legal. Teve que ser um processo acelerado porque tava acontecendo várias coisas naquele momento, vários shows importantes pra gente, teve também o projeto chamado Converse Rubber Tracks né? Então foi acelerado mas assim, o Henrique já era conhecido nosso. Então a gente já tinha um certo relacionamento – em questão de relacionamento foi fácil. Foi só meio que pegar aquele entrosamento tocando, foi isso que a gente teve que dar uma acelerada mas foi tranquilo, porque o Henrique é um excelente músico, um excelente guitarrista, e foi fácil, e acho que deu um ‘up’ na banda assim, sabe. Tanto no processo de fazer musica, como deu uma renovada na energia também. Então foi bem legal, apesar de ter sido um pouquinho acelerado por causa de todo esse processo, foi maneiro.

04. Qual a diferença entre o EP “Ninguém está sozinho” e o novo material que estão preparando?

- PUBLICIDADE -

Esse novo material vai ser como se fosse uma evolução do “Ninguém Está Sozinho” em vários sentidos, até no sentido que a gente evoluiu enquanto banda. Porque assim, no “Ninguém Está Sozinho” a gente moldou nosso som. Antes a gente ainda tava naquele processo de definir qual identidade, principalmente sonora, da banda. Então a gente realmente definiu isso, botou as diretrizes, e agora a gente quer dar o próximo passo e evoluir esse som. Então eu diria que seria uma evolução do “Ninguém Está Sozinho” com algumas pitadas do que tem presente no “When It Goes Wrong”, aquela questão dance, questão indie mais raiz. Então vai ter um pouquinho mais e, também por se tratar de um trabalho maior, vão ter algumas nuances a mais no nosso trabalho, algumas coisas que não estavam presentes no EP por questão de tamanho mesmo, espaço físico, de não caber ali. Mas assim, antes disso também, de propriamente entrar no CD, esse ano ainda vão rolar algumas lives, e talvez um clipe ai, quem sabe.

05. E você pode adiantar alguma coisa pra gente do álbum? Como está a produção, o que já tem pronto, como anda isso?

A gente ta num processo ainda de escrever material, a gente quer ter um determinado número de músicas, para depois poder escolher entre essas as melhores. Então a gente não entrou naquele processo de pré-produção bravo ainda. A gente ta mais no processo de composição, a gente ta também sondando quais seriam as melhores opções de estúdio, quem a gente vai chamar pra produzir junto com a gente o álbum, a gente ta mais nessa fase ainda. Mas a intenção é gravar no final do ano, lá pra outubro, pra gente poder lançar no ano que vem. A intenção é essa.

06. O que a gente pode esperar do material que vão lançar com exclusividade na Nação da Música?

Cara, o lyric video foi sensacional. A gente pediu pro Vinicius Tibuna – guitarrista da Stereophant – fazer, e foi foda. Ele acertou em cheio. É um vídeo super irado. Palavras dele inclusive, foi um dos melhores Lyric Video que ele já fez e que eu já vi também. Deixando a modéstia a parte, mas também foi ele que fez, então a gente só tem a musica ali, o dedo do vídeo foi todo dele. mas cara, ta muito legal, vale a pena mesmo conferir. Até porque vocês da Nação da Música só tem material legal, então vale a pena conferir mesmo.

- PUBLICIDADE -

07. E o que mais 2016 reserva para o Sound Bullet?

Vão vir shows ai, a gente vai, como falei, gravar o cd no final do ano. Vão rolar talvez parcerias musicais, a gente quer tocar em novas cidades, a gente ta vendo ai – já tocamos em Minas, São Paulo e tal, mas tocar em novas cidades dentro desses estados e talvez quem sabe em outros estados também. E também como eu tinha falado antes, vão rolar, quando a gente entrar no processo de pré-produção/gravação, então a gente preparou uma série de lives e alguns vídeos pra poder preencher esse espaço na internet com material, então vai rolar isso ao longo do ano, quando a gente for começar a diminuir os shows pra entrar mais no processo de produção, a gente preparou esse materiais pra não ficar um vazio na internet.

Não deixe de curtir a nossa página no Facebook, e acompanhar as novidades do Sound Bullet e da Nação da Música. Assista com exclusividade o Lyric Video abaixo: