Bring Me The Horizon: O que podemos esperar do projeto “Post Human”?

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Bring Me The Horizon
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música.

Há quase uma semana, o Bring Me The Horizon revelou “Parasite Eve”, o tão aguardado primeiro single do seu próximo disco. Nesta terça-feira (30), reuniremos algumas das informações já reveladas pela banda sobre o novo trabalho: dos bastidores da sua produção, até a volta dos vocais guturais e um novo conceito de lançamento.

Em março deste ano, Oliver Sykes, Jordan Fish, Lee Malia, Matt Nicholls e Matt Kean liberaram o primeiro episódio de uma sequência de vídeos intitulada “BMTH8”. Gravada e editada por Brian Cox, a série mostra o início do processo de gravação do novo álbum do grupo. Nela, eles aparecem trabalhando juntos em quarentena por causa do início da pandemia de coronavírus no Reino Unido.

Conforme os episódios seguiram (foram publicados 13 no total), Oliver e Jordan avançaram na produção de melodias eletrônicas combinadas com elementos característicos do som mais pesado do BMTH, como os vocais guturais de Sykes.

Longe do conforto do estúdio caseiro, quem também avançou foi a COVID-19. O perigo representado pela doença forçou o Governo Britânico a endurecer as medidas de isolamento na região e a partir daí, o Bring Me The Horizon decidiu continuar a criação das novas faixas remotamente, com cada integrante em sua própria casa. Iniciou-se, então, uma nova série de vídeos intitulada “BMTHS2”.

No sétimo episódio da nova sequência, a esposa de Oliver, Alissa Salls, apareceu gravando algumas frases que foram colocadas em “Parasite Eve”. Já no vídeo 10, o cantor explicou que o novo álbum trará um material pesado e com temática de protesto, em reflexo aos sentimentos de “raiva, tristeza, frustração, medo e paranoia” que a maioria das pessoas esta sentindo neste momento.

Para chegar a esse som, Sykes e Jordan decidiram chamar outros músicos para colaborar com eles – faziam anos que os dois trabalhavam sozinhos nas letras e melodias do BMTH.

O primeiro parceiro de criação mostrado foi o compositor e engenheiro musical Mick Gordon, responsável pela trilha sonora de “DOOM Eternal”, um dos games que Oliver está jogando durante o isolamento. Pouco antes do lançamento de “Parasite Eve”, a banda revelou que a mixagem da canção foi feita por Dan Lancaster, que também trabalhou com eles no disco “amo” (2019). Eles ainda explicaram que a estética do clipe foi inspirada em histórias em quadrinhos como “Venom”, no anime “Tokyo Ghoul” e no jogo “Hellblade”.

Junto com a chegada da canção – que já aparece na 7ª posição da Official Trending Chart do Reino Unido* -, vieram algumas entrevistas. Falando com a revista NME, Oliver Sykes explicou que o novo single fará parte de um disco com um estilo próximo ao da canção “Ludens”, liberada no ano passado como parte da trilha do jogo “Death Stranding: Timefall”.

O músico também disse que sua banda adotará uma nova estratégia para a divulgação das novas músicas: “[…] Gravaremos quatro discos diferentes no próximo ano e todos compartilharão o nome ‘Post Human’. Cada um deles será totalmente diferente, com seu próprio som e estado de espírito. […] A ideia por trás de ‘Post Human’ é analisar como nos distanciamos da evolução e da cadeia alimentar. Se conseguirmos fazer isso, poderemos assumir a responsabilidade pelo que fizemos com o planeta e nos tornar algo melhor do que o que os seres-humanos são atualmente.”

Ele contou ainda que o título de “Parasite Eve” foi inspirado em um antigo jogo de Playstation. Apesar de ser muito próxima da atual pandemia, a canção surgiu há um bom tempo, depois de uma onda de calor na Inglaterra que levou Oliver a pesquisar profundamente sobre o meio-ambiente, mais especificamente até chegar em notícias sobre uma superbactéria japonesa que se tornou resistente ao calor devido às mudanças climáticas.

Por causa da temática tão próxima do que está acontecendo no mundo atualmente, a produção da faixa foi pausada por um breve período. Após algumas semanas, Sykes chegou a conclusão de que “se é desconfortável falar sobre isso, provavelmente significa que estou falando sobre algo importante”, e a composição foi retomada (via revista Kerrang!).

Ainda na entrevista para a NME, o músico descreveu a primeira parte de “Post Human” como um convite para os fãs encontrarem junto com a banda as soluções dos problemas que serão mostrados nas faixas. “Sabe em ‘Senhor dos Anéis’, quando todos cantam uma música antes da batalha, sabendo que podem morrer, mas vão perseverar e ver como vai ser? Estamos tentando incorporar isso”, contou ele.

Ao site The Music, Oliver Sykes explicou que gostaria de, ao invés de lançar os quatro EPs que farão parte do novo projeto em ordem cronológica, soltar uma ou outra música de cada um deles separadamente antes mesmo que o primeiro conjunto de canções seja lançado.

“Obviamente, os EPs seriam finalizados cronologicamente, então o primeiro EP talvez sairá em setembro e o segundo em janeiro, mas você poderá ouvir músicas do terceiro disco antes que o segundo seja lançado”, ele revelou.

“Depois de ‘Parasite Eve’, você poderá ouvir novas músicas nossas muito mais regularmente. Esses EPs poderão ter de seis a 10 faixas cada, se formarem um disco, então será um disco. Só não acho que voltaremos [ao formato de] trabalhar em um álbum por um ano sem fazer uma turnê, lança-lo e deixar que todo mundo o consuma por alguns dias”, disse ainda Oliver.

Em resumo, além de uma maior proximidade com a forma como a música é consumida atualmente, o formato do projeto “Post Human” e as diferentes temáticas que cada EP abordará também são resultado do atual estado mental do Bring Me The Horizon e da sociedade em si.

Para a revista Kerrang!, Sykes contou que parte da sua inspiração tem vindo da liberdade encontrada pelos artistas nos últimos anos para criar os seus trabalhos: “Seja Billie Eilish, Lizzo ou a próxima popstar, para mim parece que honestidade e ser genuíno é o que faz com que alguém tenha sucesso hoje em dia. Há muita merda no mundo, mas [a música] é um jogo para qualquer pessoa agora e nunca foi assim. Isso meio que me influenciou a ser eu mesmo um pouco mais do que estava sendo, a perceber que o que o Bring Me The Horizon faz é especial e que não devemos perder tudo, devemos sempre manter o que nos tornou especiais em primeiro lugar e nem sempre tentar avançar e ser diferente.”

Esse pensamento também o fez compreender melhor os fãs saudosistas que reclamavam da falta de melodias pesadas e gritos, especialmente no disco “amo” (2019): “[..] Agora estou um pouco mais agradecido pela nossa história. Isso [os comentários] incomoda porque você quer dizer às pessoas que há outras maneiras de se expressar, além de só música pesada e com gritos, que não precisa ser tudo tão singular. Mas, ao mesmo tempo, essas pessoas se apaixonaram por você por um motivo, então tudo vira apenas questão de ver os dois lados da moeda.”

*Atualização (01/07): Corrigimos a informação que antes afirmava que “Parasite Eve” estreou em 7º na Parada de Singles do Reino Unido. A música está, na verdade, na posição #7 da Official Trending Chart.

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