Conversamos com Jota Quest sobre a turnê e os 25 anos de banda

Jota Quest
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música
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Meu Funeral

No início de 2020, a banda Jota Quest anunciou a turnê “DIAS MELHORES – 25 ANOS” que celebra a trajetória do grupo. Ao longo dos 25 anos de carreira, foram muitos sucessos emplacados em amplitude nacional, chegando à novelas, rádios e mais atualmente ao streaming. 

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Meu Funeral

A banda acompanhou e ainda acompanha parte da história da música e a era da transformação digital e os novos meios de produção musical. Com isso, entrevistamos o Rogério Flausino, vocal e frontman da banda, para saber mais sobre a turnê e a história do Jota Quest.

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Entrevista por Camila Gallate.

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——————————————- Leia a íntegra:

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Este ano a banda completa 25 anos. O que vocês trazem consigo dessa trajetória? O que mais marcou a banda ao longo dos anos e que memória vocês guardam com carinho?
Rogério Flausino: Estamos vivendo um dos momentos mais especiais de nossas vidas graças ao que conseguimos plantar e colher ao longo desses 25 anos. Está bem claro para nós que tudo o que conquistamos é reflexo direto de nosso trabalho incessante e de toda entrega artística a que sempre nos dedicamos. Está sendo muito bacana perceber, agora que temos mais experiência, o quanto nossos erros, tropeços e noites sem dormir foram importantes para chegarmos até aqui, vivos e unidos. Trabalhamos muito, mas em compensação, vivemos emoções surreais e nos divertimos muito!

Nesses 25 anos tivemos a linda oportunidade de tocar nos palcos e eventos mais bacanas do Brasil, e até lá fora! Lançamos ao todo 9 álbuns de estúdio, e 6 registros “ao vivo”, além do “Acústico” e do álbum latino, que, juntos, nos deram um montão de hits! Já compusemos, gravamos e cantamos-junto com mais de 150 ídolos da música, entre produtores, músicos, cantores, bandas e compositores… É só alegria por aqui! Cada capítulo dessa história nos deixou marcas eternas, e é por isso que não dá pra pensar em outra perspectiva que não seja “acelerar”. Que venham mais 25!

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Vocês pegaram toda a transição do modelo de consumo de música. Desde LP’s, fitas, CD’s até a era do streaming. Como é produzir música neste contexto e como vocês se adaptam às novas demandas?
Rogério Flausino: Muita coisa mudou realmente. Assistimos também, a cada nova geração, à chegada de novos estilos e misturas, o que também é natural que aconteça. Mas acho que é sempre possível se adaptar às novidades. Acho que o mais difícil mesmo, e o mais importante para uma longa caminhada, é tentar buscar dentro de você o tesão necessário pra seguir em frente e encarar os desafios.

Quando entramos nessa, tínhamos um sonho básico de fazer nossas próprias canções, gravar discos, e sair por aí tocando pra galera. Para mim, este sonho se renova a cada nova canção, a cada novo álbum, a cada novo projeto. Se houver verdade, haverá conexão. Independentemente de qualquer novo formato ou modismo. Acho também que o show de um artista é um ponto nevrálgico nessa dinâmica de vencer o tempo. Experiência vividas em um espetáculo do seu artista preferido ficam gravadas para sempre. Ao longo desses 25 anos fizemos mais de 3.000 apresentações. Dias que não deixaremos para trás!

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Além da produção, o jeito que as pessoas consomem música também mudou, os fãs estão constantemente pedindo por novidades e a nova geração surge com uma onda de ansiedade e imediatismo. Vocês também mudaram o ritmo de produção de músicas?
 Rogério Flausino: Estamos sempre atentos às mudanças, mas não embarcamos em todas. Sempre fomos muito ativos, estivemos sempre lançando projetos e novidades, mas algo me diz que essa pressa toda está fazendo com que as canções, projetos e até artistas, possam estar passando um tanto quanto despercebidos do grande público. De qualquer forma, uma carreira de sucesso se constrói com o tempo. Não adianta correr muito e perder o fôlego ali na frente. No que diz respeito a produção musical, o importante é sempre seguir a intuição. Daí pra frente é coisa de mercado, e o resultado vai sempre depender de inúmeros outros fatores. Buscar a conexão através de uma boa canção ainda é a chave de tudo. 

 São 25 anos de história e a vibe de vocês continua a mesma! Qual o segredo para manter um grupo unido e uma agenda de shows intensa, depois de tanto tempo?
Rogério Flausino: Não tem muito segredo não, tem mesmo é muuuuito trabalho! E também, uma boa dose de diversão, claro (risos)! Acho que a energia que estamos recebendo do público nestes últimos anos tem feito toda a diferença. Subir ao palco tem sido muito, muito prazeroso. É óbvio que, em alguns momentos, nossa convivência se torna mais difícil, mas a gente já se conhece tanto, e há tanto tempo, que aprendemos a nos contornar, uns aos outros, pra então focarmos no que é realmente importante e essencial para alcançarmos nossos sonhos e objetivos. Não é tarefa fácil não, mas também não é impossível. Precisamos confiar que, afinal, foi esta nossa dinâmica-louca que nos trouxe até aqui. São 25 anos de sucesso, e isto acaba sendo uma boa resposta de que talvez estejamos mesmo no caminho certo (risos). 

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Vocês já chegaram muito longe e levaram a música de vocês para diversos lugares. O que vocês ainda querem conquistar? Existe algum feat. que gostariam muito de fazer?
Rogério Flausino: Estamos realmente muito felizes de termos chegado até aqui, vivos e unidos. Aprendemos na caminhada que, com esforço e dedicação, é possível sempre crescer e evoluir. Assim sendo, há muito o que aprender e conquistar: escrever novas canções, desenvolver novos espetáculos, conquistar novos fãs, tanto aqui no Brasil quanto fora dele. As experiências pelas quais já passamos, com todos os erros e acertos, nos mostram também que há algo de muito mágico na energia que se pode receber das pessoas, e que está nela o combustível para enfrentar qualquer desafio. É preciso usar isso a nosso favor e viajar-além.

 O último trabalho do Jota Quest foi com um enfoque acústico, seguindo o clássico Unplugged MTV, que fez muito sucesso nos anos 90. Qual o próximo passo agora?
Rogério Flausino: O “Acústico” foi uma experiência transformadora para a banda. Tanto no contexto musical, com os novos arranjos e texturas, quanto relativo às performances de palco, e nossa nova relação com a plateia em ambientes mais controlados, como teatros e casas de espetáculos mais intimistas. Foram conquistas pra vida. Nossos próximos passos agora são: retornar aos grandes palcos e arenas com a turnê “25 anos”, e também aos estúdios com o disco-novo, que já está quase pronto, e que deverá imprimir este nosso novo momento, novamente “elétricos”, em busca do novo, mas trazendo com a gente o aprendizado do “Acústico”.

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O Jota Quest surgiu no auge do pop/rock brasileiro. Agora a música popular chega a novos estilos, você pensam em gravar sons com novas influências? Onde vocês buscam inspiração para novos trabalhos?
Rogério Flausino: Realmente a música-pop está sempre em transformação. É bacana estar atento e aberto às novidades. Novas influências e referências são sempre bem vindas e ajudam a inspirar. Mas acho também que cada artista deve buscar encontrar o seu próprio modo de criar e misturar, criando assim sua própria assinatura. Nossas principais influências estão no rock, na música black (funk, disco, soul, r&b), na mpb, no reggae, no hip-hop e na música eletrônica. Quando multiplicamos essas influências e referências por 5 integrantes, o número de combinações e possibilidades vai às alturas… Dá pra deitar e rolar (risos).

Falando um pouco agora da Turnê “DIAS MELHORES – 25 ANOS” o que o Jota Quest preparou para os shows? O que os fãs podem esperar?
 Rogério Flausino: O show será uma grande celebração de nossa caminhada, mas olhando para o futuro. A ideia é reunir nossos “melhores momentos” desses 25 anos, relembrando arranjos clássicos, recriando ambientes e texturas, reencontrando canções marcantes, mas tudo isso com nuances e performances de hoje, agora que estamos mais experientes. Traremos também algumas novidades advindas do novo álbum de inéditas que estamos terminando, e alguns convidados muito especiais. Só o fato de estarmos indo para as grandes arenas e estádios já nos deixa absurdamente instigados a fazer algo realmente novo e especial. Daqui até a estreia, temos ainda um enorme trabalho até que tudo esteja pronto, mas confesso que não vejo a hora de subir ao palco!

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Os shows contarão com participações especiais, podem dar algum spoiler?
Rogério Flausino: A ideia é trazer para o palco desta nossa celebração grandes amigos que colaboraram e compartilharam desta história com a gente, além de uma turma massa da nova geração. Muito em breve contaremos pra vocês alguns nomes. 

E por fim, gostariam de deixar um recado para os leitores do site, e também para os fãs da banda?
Rogério Flausino: Aos amigos aqui do Nação da Música deixo um abração de agradecimento pelo espaço que sempre dão ao nosso Jota Quest, e também os parabéns pelo lindo trampo jornalístico-musical que fazem por aqui. Nossa música brasileira e mundial agradecem! Aos leitores, nosso muito obrigado pela audiência, e aquele convite especial para que a gente se encontre em breve em alguma arena bacana deste brasilsão num dos shows da JOTA25TOUR! Abração!

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Jornalista e cantora. Apaixonada por música, boas conversas e lugares incríveis. "Keep me where the light is"