Foto: Sérgio Bernardo

O músico Suricato lançou recentemente em parceria com o grupo Melim a música “Astronauta”. A canção é de autoria do músico junto a Maurício Barros, do Barão Vermelho. Conversamos com o artista para entender mais sobre a gravação do single e quais os planos para o futuro. 

Entrevista por Camila Gallate.

——————————————- Leia a íntegra:

Falando um pouco sobre o novo single “Astronauta”, li que você chegou a produzir várias versões até chegar à final, lançada com o Melim. Como é o seu processo de produção? Como você chega ao resultado que busca?
Suricato: Sou perfeccionista. Fiz 7 versões da mesma música até chegar no resultado que me convenceu cantar com verdade. Tenho muito respeito por quem me ouve e não consigo enganar meu senso estético. Minha busca é normalmente pelo simples, e o simples nem sempre vem de forma fácil. É um equívoco que as pessoas cometem com frequência.

A música fala um pouco sobre solidão, ela reflete algum momento vivido por você? Que mensagem você buscou passar para o público?
Suricato: É possível falar de solidão de um jeito mais leve. Foi o que tentei fazer com o arranjo. Todos nós nos sentimos solitários, é algo que a gente se acostuma com o tempo. A música não precisa bailar o que está na letra. Ela é solidão com sol no rosto.

A canção é de autoria sua e de Maurício Barros, do Barão Vermelho. Como é o processo de compor em conjunto?
Suricato: Pra mim é intimidade. Já tentei forçar na época da banda e não funcionou. Maurício é um gênio e um amigo muito querido, tem um cuidado enorme com as palavras assim como eu. Estou aberto à encontrar outros parceiros dessa geração. Componho em muita quantidade.

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Qual o seu momento favorito para o lançamento de um novo single? A composição, gravação…?
Suricato: O mais bonito foi ver a química que a canção nos proporcionou. Parecemos uma banda só no single e me alegrou demais a parceria. O reconhecimento tem sido incrível. 

Além do Melim, com quais outros artistas você gostaria de trabalhar?
Suricato: Anavitória, Vitor Kley e Jão. 

Você traz uma influência bem grande do folk no seu som. Quais outros estilos te influenciam no momento de compor?
Suricato: Para mim, as canções tem que fazer sentido no violão e voz, da maneira mais crua possível. Por isso me identifico com o folk, nenhum outro estilo me invade na hora de compor. Talvez o blues. 

Falando um pouco sobre a sua carreira agora, no ano passado você lançou o disco “Na Mão As Flores”. Quais são os seus projetos para este ano?
Suricato: Continuar trabalhando meu novo disco, gravar outros singles com participações especiais. Andei muito recluso, compondo, produzindo. Agora quero estar junto de quem ainda acredita na música. 

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Vemos hoje um novo formato de consumir a música. Os fãs estão sempre cobrando música nova, existe um certo senso de urgência. Como você enxerga esse processo?
Suricato: Para o artista menos superficial é um horror. Mas ao mesmo tempo nos permite flertar com diversos caminhos sem um comprometimento de longo prazo como um disco, por exemplo. Estou me acostumando aos poucos à essa micareta que virou a música hoje em dia. 

Existe algum lugar que você gostaria muito de fazer um show e ainda não conheceu? Onde você gostaria de chegar com a sua música?
Suricato: Eu acredito que quem faz a mágica dos lugares são as pessoas. Um lugar inesquecível é certamente o lugar onde sou ouvido com carinho e me conecto com quem me ouve. Isso já basta pra mim.

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