Disco do Dia #24: Aerosmith – “Rocks”

AerosmithFeliz Ano Novo!

E já que você passou a virada ouvindo o “Alive!”, do Kiss, vai passar o primeiro dia de 2015 muito bem, pois hoje o disco #24 será de outro monstro do rock, o Aerosmith, com a obra-prima “Rocks”, de 1976, que, na minha humilde opinião, é o melhor dos Bad Boys from Boston.

Já imaginou como seria a mistura entre os Rolling Stones, Led Zepellin, New York Dolls e do autêntico blues estadunidense? Ainda mais em uma banda que possui cinco integrantes com sangue beatlemaníaco? Esse mix já existe desde 1970: o Aerosmith, com seu hard rock recheado de blues. Em 76, o grupo já tinha três ótimos álbuns lançados e resolveu descarregar todas suas influências “zeppelinescas” no novo disco.

Com o sucesso obtido no grandioso “Toys in the Attic”, de 1975, o quinteto estava mais relaxado e pôde se dedicar sem pressões e fez um ótimo trabalho. Joe Perry, como sempre, faz riffs fantásticos, destaque também para Brad Whitford, que demonstra o quão excelente guitarrista é, junto com o baixo do sensacional de Tom Hamilton, que inclusive, fez aniversário ontem. As marteladas de Joey Kramer dão mais peso nas faixas, e Steven Tyler, o Demon of Screamin’, mostra que é dono de uma das melhores vozes da música cantando verdadeiramente sobre sexo, drogas e rock and roll.

“Rocks” é importantíssimo na história do rock, pois influenciou e está entre os favoritos de vários artistas, como: James Hetfield (Metallica), Nikki Sixx (Mötley Crüe), Kurt Cobain (Nirvana) e Slash (ex-Guns N’ Roses), o último afirma que começou a tocar guitarra após ouvir o álbum inteiro.

Melhor música:
 “Nobody’s Fault”. Apenas escute esta faixa e veja o porquê.

Ponto Forte: O álbum é onde o guitarrista Brad Whitford mais se destaca, além de “Nobody’s Fault”, a clássica “Last Child” teve seu riff criado pelo guitarrista. Joe Perry, que assume os vocais em “Cobination”, é matador em “Back in the Saddle” e “Rats in the Cellar”, junto com os gritos de Tyler, que também canta a bela “Home Tonight”, outra obra-prima do vocalista feita no piano.

Ponto Fraco: “Lick and a Promise” é uma ótima música, mas, na minha opinião, não combina com o LP, eu a colocaria no “Toys in the Attic”, e pegaria dele a canção “Round and Round” e a adicionaria ao “Rocks”.

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Leonardo Silva: Sonhador, estranho, inibido e estranho novamente. Às vezes engraçado, de vez em quando muito sem graça. Bipolar, talvez. Um pouco hipócrita, invejoso. Aliás, todos nós somos, afinal, fazemos parte da raça humana. Apaixonado por música, alma vendida ao rock and roll e coração dominado por bandas como: Aerosmith, Kiss, Led Zeppelin, The Beatles e Guns N' Roses. Virgiano que não acredita em perfeição, mas sim que se pode espantar os males cantando. Cursando jornalismo desde 2013 na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), este sujeito começou a escrever para o Nação da Música em 2014 e espera relacionar suas duas paixões para sempre.

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