Miley Cyrus chocou o mundo todo nos dois últimos anos através de muita, muita polêmica. A cantora reinventou totalmente sua imagem – de forma radical podemos dizer – apostou em um estilo mais ousado, considerado exagerado e desesperado por muitos, e apelou por quebrar todos os tabus ainda existentes na sociedade. Mas atrás de tudo isso, tem um álbum incrível que acabou sendo um pouco ofuscado por toda essa euforia.

“Bangerz”: o nome já diz muito, é uma expressão urbana usada para expressar algo “incrivelmente incrível” (redundante, mas sim), ou então uma festa muito louca, com bebida, sujeira e MUITA bagunça. Talvez srta. Cyrus tenha pensado nos dois significados ao batiza-lo. Porém o álbum não tem nada de bagunça, na verdade, ele é extremamente bem trabalhado e com uma produção incrível (Isso é Bangerz!). Cada som foi milimetricamente pensado e narra uma história de amor e coração partido, com um belo começo e um triste fim. Esse é seu o primeiro álbum através da RCA, e segunda a mesma, é como se fosse o primeiro álbum de sua carreira, se desconectando de todos os trabalhos anteriores (talvez as pessoas ao ouvirem deveriam fazer o mesmo).

O objetivo desse disco do dia é te fazer dar uma chance pra Miley, e esquecer todas a polêmicas que logo chegam a sua cabeça ao ouvir seu nome – só pra constar, tive a oportunidade de presenciar essa loucura toda na “Bangerz Tour”.

Melhor Música: “It’s our party we can do what we want”. O primeiro single liberado do álbum é com certeza um hino de liberdade para os fãs, e pra mim, é a melhor música do CD. A forma como é trabalhado, a junção de elementos de diferentes estilos com o sotaque sulista de Miley faz dessa uma música unica, e totalmente envolvente. Menção a drogas a parte, essa é uma canção que todos podem se identificar. Dou destaque também a “My Darling”, “Drive” e a sexy #Getitright” (produzida e composta por Pharrel).

Ponto Forte: O vocal poderoso de Miley é incontestável, e em “Bangerz” está ainda mais evidente, e sem sombra de dúvidas é o ponto forte do álbum, que diferencia de muitas cantoras pop atuais. E a combinação perfeita acontece com a produção do álbum, o instrumental, as parcerias, e muitas músicas com potenciais gritantes – destaque a “FU”, com um toque de Amy Winehouse com French Montana e EDM. A forma como a história pessoal da cantora é contada é comovente. Começa com a super romântica “Adore You”, e em meio às festas, percebemos indícios de um relacionamento fracassado – como em “Wrecking Ball”, maior sucesso de sua carreira. O álbum é finalizado com “Someone Else”, talvez a música mais forte: “Estou machucando a minha mesma, estou me tornando outra pessoa” – explica muito, não? (A versão deluxe do CD, com 3 faixas bônus segue o mesmo nível de excelência, como a irresistível “Rooting for my Baby”)

Ponto Fraco: Como disse, esse disco possui diversas músicas com muito potencial para single, porém isso não foi muito trabalhado. A era foi finalizada com apenas 3 singles enviados às rádios, sendo que o terceiro não houve nenhuma divulgação. Não sei se essa decisão foi de Miley ou da gravadora, mas com maior divulgação, o sucesso seria ainda maior. Outro ponto que não me agrada muito é a faixa “SMS (Bangerz)”, com a participação de Britney Spears. Pessoalmente não sou fã de Britney e seu estilo musical, mas é sem dúvidas uma presença ilustre, porém a música não acrescenta em nada, desde sua letra até seu instrumental. O fato é que podiam abusar dessa parceria e criar algo que manteriam as pessoas falando por muito tempo, porém, acredito que Miley por si só já faz isso muito bem.

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