Todo mundo já deve ter ouvido “Pompeii” né? A cativante e envolvente música que tocou repetidamente nas rádios no último ano. É ela que abre o álbum de estreia da banda britânica Bastille, atração confirmada no Lollapalooza Brasil deste ano.

Lançado em 2013, “Bad Blood” alcançou o topo da lista de álbuns mais vendidos no Reino Unido, com uma pesada carga de obscuridade e pessimismo, mas de forma surpreendentemente inspiradora. Após lançar duas mixtapes (“Other’s People Heartache” parte 1 e 2) com algumas personificações de canções famosas (“Of the Night”, “Titanium”, “Angels”) e versões até um pouco estranhas de músicas que estariam no debut (“Pompeii”, “Oblivion”, “Laura Palmer”), o grupo liderado por Dan Smith possui um estilo único que pode ser fortemente explorado, e que com certeza me agrada muito.

Melhor Música: “Laura Palmer” é a música que sempre mais me chamou a atenção no disco. A música toda é acompanhado por um piano, adicionado a uma excitante bateria no refrão e alguns toques eletrônicos. A letra fala diretamente sobre seguir o seu coração pulsante, e deixa-lo guiar por caminhos escuros e tenebrosos. Os ecos espalhados ao decorrer dos seus 3 minutos de duração ajudar a fortalecer a mensagem. A faixa é na verdade baseada em uma personagem de mesmo nome, presente na série de 1990 “Twin Peaks”. Vale a pena conferir também “Overjoyed”, “Flaws” e “Daniel In The Den”.

Ponto Forte: Além da voz de Smith em si, o ‘pessimismo otimista’ do grupo o torna muito interessante. A forma como problemas e sentimentos são encaradas em cada faixa e o uso de metáforas que relatam diferentes tipos de relacionamento de forma trágica é quase brilhante. Dan usa – além de seriados americanos – períodos históricos, tragédias reais, referências a mitologia grega e até a Bíblia para expressar seus sentimentos. Durante o decorrer do álbum é explorado uma variedade de instrumentos e elementos sonoros, desde um suave piano em “Overjoyed” a sons eletrônicos como em “Weight of Living, Pt II”.

Ponto Fraco: Com certeza “Bastille” não é uma banda que agrada todo mundo. Ame ou odeie. Excessão estrondoso sucesso de “Pompeii” que animou milhares de pessoas, ao ouvir o álbum completo, o nível de pessimismo e obscuridade pode assustar um pouco. Isso acontece em meio a letras como: “Você está sob o peso da vida” (“Weight of Living, Pt. II); “Há um buraco em minha alma, não posso preenche-lo” (“Flaws”); e “Quando o esquecimento estiver chamando o seu nome” (“Oblivion”). O grupo segue esse estilo único criado por eles, e não pretendem (e nem devem) mudar.

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