Entrevista: All Time Low fala sobre novo disco e 15 anos da banda

A banda All Time Low lançou o sétimo disco de sua carreira, intitulado “Last Young Renegade”, no dia 02 de junho. Este é o primeiro trabalho com a nova gravadora, Fueled By Ramen, e os americanos estão muito empolgados tanto com o resultado como com o futuro da banda, que está quase com 15 anos de idade.

Nação da Música conversou com o guitarrista Jack Barakat sobre “Last Young Renegade”, a nova turnê e também sobre o Brasil!

Entrevista por Marina Moia

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Olá, Jack! Como você está?
Jack: 
Oi! Tudo bem! Temos duas semanas de folga até começarmos a nova turnê…

“Last Young Renegade” foi lançado há duas semanas. Como têm sido esses dias pra vocês, depois de finalmente liberarem para os fãs?
Jack: 
É muito bom, sabe. É um disco que nós terminamos de trabalhar há tanto tempo, que está no aguardo há muito tempo, e é um sentimento bom esse lançamento. É como se colocássemos um bebê no mundo.

É o primeiro disco da banda a ser lançado pela nova gravadora, Fueled By Ramen. Como é trabalhar com eles?
Jack: 
Honestamente, tem sido um sonho que se tornou realidade. Nós temos tentado assinar com a Fueled By Ramen desde que estávamos no colégio. É um selo que a gente sempre se inspirou e sempre admirou o que eles fazem pelas bandas. Realmente parece um lugar especial e parece um sonho que virou realidade finalmente estar na gravadora. E eu acho que eles fizeram um ótimo trabalho com o álbum e nós estamos muito felizes com o resultado e como o disco ficou. Eles nos deram liberdade para fazer o álbum…

As músicas novas são bem mais pessoais e os primeiros singles chegam até a ser um pouco mais pesados do que os trabalhos antigos. Como foi o processo criativo e de gravação desta vez?
Jack: 
Foi um pouco diferente do que antes. Nós não escrevemos na estrada. Boa parte da composição foi feitas em dois lugares… Nós chamamos alguns amigos com quem a gente já tinha trabalhado antes e que cresceram com a gente. Eles foram para as montanhas por uma semana e depois passaram uma semana no deserto. E basicamente se trancaram para que não houvesse nenhuma distração e eles saíram de lá com um álbum mais pessoal. Acho que principalmente porque é o que acontece quando você está mais afastado e tem a chance de refletir mais e está sem ninguém à sua volta a não ser você mesmo. Então, acredito que seja por isso que algumas das músicas sejam mais pessoais.

Você tem alguma música favorita do disco? Ou alguma favorita de tocar ao vivo?
Jack: 
Acho que eu “vou e volto” em várias músicas do álbum, mas acho que, desde o começo, tenho um amor constante por “Life of the Party”. É a música pra qual eu acabo “voltando”. Desde o processo da demo, ela já era uma das minhas favoritas, e eu já sabia que quando a gente gravasse pra valer e adicionasse pós-produção, ela seria uma música muito especial. Eu vejo como os fãs têm reagido à ela e tem sido incrível. Nós já achávamos que era ótima e ter essa resposta foi tranquilizador.

Tegan and Sara colaboram no disco, na música “Ground Control”. Como surgiu a parceria?
Jack: 
Para ser honesto, nós não as conhecíamos tão bem e nem chegamos a nos encontrar, mas somos grandes fãs da música delas. Nós entramos em contato com elas porque tínhamos uma música que tinha vocal feminino nela. Nós queríamos ter alguém no álbum que tivesse nos influenciado musicalmente no passado, então pensamos na Tegan and Sara. Nós ficamos surpresos que elas nos retornaram e concordaram, principalmente por não termos um relacionamento ou amizade prévia com elas. Foi uma surpresa muito legal conseguir essa parceria e, uma vez que eu ouvi a música pela primeira vez, eu lembro de pensar que isso era super especial e que elas eram perfeitas para a música.

All Time Low já fez diversas parcerias e, inclusive, quase todos os álbuns possuem alguma faixa com colaboração externa. Qual artista ou banda vocês gostariam de colaborar no futuro?
Jack: 
Acho que Sia é alguém que eu realmente admiro, tanto como compositora como artista. Seria incrível colaborar com uma pessoa tão especial e única como a Sia. Então, se isso acontecesse algum dia, seria um sonho se tornando realidade!

All Time Low tem quase 15 anos de idade. Vocês tem algum segredo para estarem juntos por tanto tempo e sempre lançando álbuns?
Jack: 
Acho que o segredo é que cada um na banda sabe seu papel e todo mundo sabe seu lugar na banda. E estão todos felizes onde estão na vida. Isso é importante porque fora banda somos todos felizes nas nossas vidas pessoais e assim conseguimos ficar juntos na estrada, por um ano inteiro. Acho que somos bons em manter nossas vidas pessoais saudáveis e isso é importante para a hora que você está na estrada, longe das pessoas amadas por tanto tempo.

Tem algo que vocês ainda querem alcançar como banda?
Jack: 
Sim! Acho que toda a motivação por trás da gravação deste álbum é levar nossa banda para outro nível e mudar nossos shows, para que não tenhamos sempre os mesmos discos tocando. Algo muito importante sobre esse disco era mudar parte dos nossos shows ao vivo para dar aos fãs uma experiência diferente. Então, essa era a motivação que nós tínhamos. Meio que provar que não somos uma banda unidimensional e que podemos ser muitas coisas.

Falando em aniversários, o álbum “So Wrong, It’s Right” irá completar 10 anos. Estão planejando alguma celebração? Ou talvez colocar mais músicas dele na setlist?
Jack: 
É, o nosso foco neste ano é no álbum novo. Não acho que o timing tenha funcionado para fazer uma turnê de “So Wrong, It’s Right” ou algo do tipo. Mas é um disco tão importante pra nós e todos mostram muito amor a ele nos shows. Nós o celebramos em todos os shows tocando algumas músicas dele. Então, é, acho difícil fazermos algo concreto para comemorar o álbum.

All Time Low vai entrar em turnê nos Estados Unidos e na Europa. Mas e Brasil? Alguma chance da turnê de “Last Young Renegade” passar por aqui?
Jack: 
Sim, definitivamente queremos ir para a América do Sul. Só temos que achar um jeito… Hoje em dia é tão difícil para ir e uma vez tivemos problemas e o promoter do show sumiu. Estamos tentando achar alguém para nos levar até lá do jeito certo e que seja bom para nós e para os fãs.

Vocês já estiveram por aqui algumas vezes. Eu fui no show em 2011 e lembro que a plateia estava muito, muito animada. O que você mais gosta e mais se recorda do Brasil?
Jack: 
Eu lembro muito bem daquele show porque lembro de me impressionar com o quão intensos e loucos os fãs eram. Principalmente por estarmos tão longe de casa, não imaginamos como é a paixão [dos fãs] até chegarmos lá e vermos com os próprios olhos e sentirmos na pele. Eu lembro de ficar chocado pela paixão dos fãs e é um sentimento que nunca vou esquecer. A gente quer voltar sempre que possível, claro, mas acho que nunca vai ser o bastante. É, a paixão é algo que amamos na América do Sul.

Sobre a turnê no geral, estão planejando algo diferente, surpresas?
Jack: 
É, vamos ser um All Time Low nunca visto antes. Definitivamente será uma nova versão do All Time Low e queremos dar novas experiências aos fãs.

Quer mandar uma mensagem aos fãs brasileiros?
Jack: 
Nós amamos vocês! Esperamos voltar logo! E por favor continuem com toda essa paixão!

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Marina Moia
Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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