Junto com Stone Temple Pilots, a banda britânica Bush está no Brasil para a “Revolución Tour”, que passa por três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Como atração de abertura, temos a banda nacional Republica, que também irá abrir os shows do Slash em maio.

O primeiro show da turnê aconteceu na noite desta quinta-feira (14) na capital paulista e a Nação da Música conversou com o vocalista Gavin Rossdale na tarde da apresentação e ele nos contou sobre as expectativas da viagem, sobre o próximo disco da banda e também sobre o que acha da nostalgia com discos antigos.

Entrevista por Marina Moia.

—————————————— Leia a íntegra:
Oi, Gavin! Como você está? Sei que já está no Brasil, foi almoçar no restaurante Dom do Alex Atala…
Gavin: Nossa, foi incrível! Ele é meu herói!

A última vez que vocês estiveram aqui foi em 1997! O que você mais se lembra daquela turnê? O que mais gostou?
Gavin: Eu gostei do público, da energia do público, da paixão e da empolgação! Eu gosto, gosto muito! E estamos tentando voltar desde então, mas nunca tinha dado certo. Mas agora estamos aqui!

O que os fãs podem esperar dos shows desta vez então?
Gavin: Todo o meu sangue! Todo o suor, todo meu sangue, todas as emoções que eu tiver. Cada show tem que acontecer como se fosse o último. É a melhor parte de tudo.

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Bush está em turnê com o Stone Temple Pilots há um tempo já. Como isso aconteceu e como é a dinâmica entre as duas bandas?
Gavin: Nós fizemos uma turnê no verão, passamos alguns meses juntos, e todo mundo se deu muito bem, a gente se divertiu muito. Eu realmente gosto disso, acho que as bandas se complementam, e sentimos também que o público merece ter duas grandes bandas de uma vez, não apenas uma.

Isso nos dá valor, é interessante. Sei que tem gente fala sobre sermos dos anos 90, mas isso é entediante. 2019 está aqui, vamos lançar um disco novo. Depois que voltarmos da América do Sul, vamos finaliza-lo.

Já tem alguma previsão de lançamento do disco novo?
Gavin: Ainda estamos fazendo, decidindo tudo, mas será ainda neste ano, com certeza.

O que iremos ouvir neste novo álbum? O que esperar?
Gavin: Pesado! Será pesado. Músicas para perder a cabeça enquanto ouve, música para malhar, música pra se vingar do mundo!

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O que tem ouvido ultimamente, o que te inspira?
Gavin: Tudo! Sou inspirado por pinturas, por filmes, por bandas, por Alex Atala… Sou inspirado por pessoas que fazem as coisas bem. Não importa o que fazem da vida. Se eu ler um livro e ele for muito bem escrito, é inspirador! Se você constrói uma ponte e ela é linda, é inspiradora. Gosto de todas as formas de arte. Acho que tudo deveria ser uma fonte de inspiração!

“Sixteen Stones” vai completar 25 anos. Vocês irão comemorar de alguma forma?
Gavin: Não, eu odeio isso! [risos]. Odeio! Parece que estamos mexendo com fósseis, então não quero nem saber de fazer nada com ele. Eu fico mais empolgado com o novo disco!

Eu amo “Sixteen Stones” e tenho orgulho dele! Não é algo que eu nego ou penso “nossa, no que eu estava pensando?”. Mas só é uma coisa que eu olho pra trás e me dou um tapinha no ombro. Eu me preocupo mesmo é com o show de hoje à noite e em voltar e finalizar o disco novo! É com isso que me importo.

O que mais mudou desde então na maneira que Bush faz música?
Gavin: Tudo! As pessoas, os lugares, a internet, telefones celulares, mídia social, não temos mais a MTV. O rádio continua muito forte. Temos o streaming agora. Até os estúdios mudaram. Podemos ter o estúdio na própria casa e podemos fazer música, produzir, e é oposto de como tudo era quando começamos.

Como comentamos, vocês estão em turnê com o Stone Temple Pilots há um tempo. Com quais outras bandas vocês gostariam de fazer uma turnê no futuro?
Gavin: Deftones, Alice in Chains, e eu adoraria fazer com uma banda de mulheres. Eu gosto dessa combinação com a voz feminina. Sempre estamos entre homens vocalistas, vamos lá, é irritante! [risos]

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Gostaria de mandar um recado aos fãs brasileiros?
Gavin: Sim! Estou muito feliz de estar aqui. Por favor entendam que a gente tenta voltar há muito tempo. Não achem que é algo pessoal. Eu vim aqui para tocar e mal posso esperar para voltar com o novo álbum que irá mudar a vida de todos!

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