Entrevista: CPM 22 fala sobre o novo álbum “Suor e Sacrifício” e punk rock

Foto: Divulgação.

No último dia 28 de abril o CPM 22 divulgou seu sétimo álbum de estúdio da carreira, “Suor e Sacrifício“, seis anos depois do último “Depois de Um Longo Inverno.

O novo álbum tem 16 faixas inéditas, conta pela primeira vez com o guitarrista Phil Fargnoli e ainda uma colaboração com Trever Keith do Face To Face, e trouxe a banda de volta ao querido punk rock, que já faz parte da história deles, e está dando bons resultados.

A Nação da Música conversou com o Luciano, guitarrista da banda, que falou sobre o lançamento, o tempo entre os trabalhos, a indústria musical, influências e parcerias.

Entrevista feita por Juliana Izaias.

————————————————————————————————————— Leia a entrevista
(As perguntas não estão transcrita na íntegra por problemas técnicos)

– Como está sendo o pós-lançamento do álbum? Estavam ansiosos de como os fãs iriam receber?

Luciano: A gente tava ansioso pra caramba sim, foram seis anos sem lançar um álbum de inéditas, e o retorno tá sendo incrível, 100% de aprovação. O pessoal tá elogiando bastante o trabalho, tanto pelas composições como pelo número de músicas também, que são 16. A gente tá bem feliz com isso.

– De que forma vocês analisam o intervalo entre esse trabalho e o “Depois De Um Longo Inverno”, quão importante ele foi pra que o som de vocês chegasse nessa forma?

Luciano: Então, ele não foi proposital. A gente lançou o “Depois De Um Longo Inverno”, e depois veio o DVD acústico, e a intenção era lançar o álbum logo na sequência, mas ai aconteceu o Rock in Rio e o pessoal do Rock in Rio gostou bastante do resultado do show e decidimos lançar o DVD ao vivo, o que acabou adiando o álbum. As composições dele estavam praticamente todas prontas desde 2015, só faltava entrar no estúdio e gravar. Então o tempo não foi proposital, mas veio de forma benéfica por dar tempo de ver as composições mais uma vez, surgem mais influências que ajudam também.

– No anterior vocês trouxeram bastante influência de Ska, e nesse vocês voltam ao Punk Rock dos primeiros anos. Quais foram as influências de vocês durante o processo de gravação?

Luciano: É realmente o que você falou, na época do anterior a gente estava ouvindo bastante Ska, então não tinha como isso não refletir no nosso trabalho e nas nossas músicas. E foi até algo que eu conversei com o Badauí depois, de que o próximo disco a gente poderia voltar e fazer algo mais punk rock, e foi o que aconteceu. A gente ouviu bastante coisa desse estilo, principalmente Street Punk, muito Ramones, Misfits, Bad Religion, que o Phil trouxe bastante Bad Religion.

– Vocês sentiram diferença em relação ao mercado musical de agora e o de seis anos atrás, quando lançaram o álbum anterior?

Luciano: Sim, até na forma de lançar música, você lança uma por semana agora, o disco digital tem 16 músicas, já o físico tem 14. O que a gente sentiu é que o espaço para o rock está bem mais difícil, mas nós temos o pessoal da gravadora que orientou a gente, e você vai se adaptando. O bom é que agora a música chega mais rápido e com mais facilidade para as pessoas.

– Por que “Ser Mais Simples” foi escolhida para ser o primeiro single e apresentar o novo álbum?

Luciano: Então, quando o Phil trouxe essa música pra gente já sentimos que ela tinha cara de primeiro single, não tem exatamente um por que na verdade, ai conversamos com o pessoal da gravadora que também curtiu e acabou sendo ela. E ela é bem a cara do CPM, estrutura e letra, então a gente até tinha outras candidatas mas acabou que foi essa.

– Vocês contam com a participação do Trever Keith, do Face To Face, na faixa “Never Going To Be The Same”. Como surgiu a oportunidade e como foi a composição dessa colaboração?

Luciano: Então, o contato já tava rolando desde a época do acústico, que a gente queria que ele viesse pra participar, mas por questões de agenda dele lá no EUA acabou não dando certo, e também tanto a gente como ele achou legal deixar a participação pra uma música inédita. Então quando começamos a produzir o álbum, a gente mandou o e-mail pra ele novamente pra retomar a ideia, ele topou de fazer. Ai a gente tinha uma música aqui, sem melodia de voz e letra ainda, mandamos pra ele, ele compôs a letra e as melodias e deu certo. Nós gravamos a nossa parte aqui, mandamos pra ele, ele gravou a parte dele lá nos Estados Unidos mesmo, e pra gente é uma grande honra. O Face To Face é a maior influência do CPM, disparado, então foi muito gratificante essa colaboração. E a gente tem também a participação do Henrike, do Blind Pings, na faixa “Revolução”.

– “Todos Por 1”, uma das canções do álbum, traz um trecho do hino nacional brasileiro, qual a história por trás disso e pela escolha de adicionar esse trecho?

Luciano: Então, eu fiz essa música e mostrei pro Badauí, comentei com ele o que achava da gente colocar esse trecho do Hino Nacional, que o nosso hino ele tem tantas frases bonitas, e deu certo, achamos que essa encaixou com a letra.

– Quais os planos agora, após o lançamento?

Luciano: Agora é turnê. A gente quer tocar as músicas novas e divulgar o trabalho, a gente fez um show esses dias, tocando as músicas novas e o pessoal estava curtindo e cantando, então é isso, agora a gente vai à guerra.

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Juliana Izaias
Prefere ser chamada de Ju, estudante de jornalismo, apaixonada por música, festivais, seriados, gatos e Arctic Monkeys.

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