Entrevista Exclusiva: Esperanza fala sobre novo álbum, críticas e mais

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Depois de 10 anos de banda, Esperanza lança seu terceiro disco da carreira e segundo sob o nome Esperanza -antes o grupo se chamava Sabonetes. Intitulado “Z”, o disco foi lançado em 10 de julho de 2015 pela Sony Music e o grupo aproveitou para contar a Nação da Música um pouco mais sobre o novo material, a nova fase, recepção do público e ainda revelou o significado da canção “Não é Hora de Voltar”.

Confira a entrevista feita por Bárbara Araujo:

“Z” foi produzido por Alexandra Kassin, que já trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Gal Costa e Caetano Veloso. Além disso, Pedro Garcia, do Planet Hemp, e Donatinho também colaboraram com o álbum. Como foi essa experiência? Quais as influências que eles trouxeram?

Foi fundamental estarmos cercados por todos esses gênios. Chegamos no Rio pra gravar no estúdio do Kassin praticamente sem termos um disco definido. Tínhamos muitas músicas compostas mas nada que tivesse sido tocado ou gravado até então. Se contarmos a Sony Music, a Conteúdo Musical (que nos empresaria) Kassin, Pedrinho, Donatinho e equipe toda, podemos dizer que nesse disco fomos uma banda de 20 integrantes. Todos somando para um bem maior, que é o nosso estimado Z. O processo foi de troca de influências, sinergia, apoio mútuo, colaboração e amor. A música foi consequência disso. Da pra ouvir isso no álbum.

Em 2013, o álbum “Esperanza” trouxe uma fase totalmente nova para a banda, com um novo nome e mudanças de referências. Quais foram os novos desafios e mudanças mais visíveis aos olhos de vocês durante o processo de criação e produção do novo álbum?

Adoramos exatamente isso; novas fases, gostamos de mudar, não nos sentimos reféns daquilo que já fizemos. O primeiro disco da banda é acelerado, hormonal, inconsequente. Nosso segundo trabalho, mudamos de nome, respiramos, focamos nas canções e sem pensar muito fizemos um disco mais calmo.

O Z tem a medida certa dessas duas fases e ao mesmo tempo apontamos pra algo novo que ainda não tínhamos feito.

Já faz um mês desde o lançamento de “Z”, que, aliás, foi lançado exatamente dois anos após “Esperanza”. Como tem sido a resposta do público? Quanto tempo durou e como foi processo de criação?

Essas mudanças que a gente tanto fala e faz, geram sempre uma certa rejeição de uma pequena parte do público, os fãs de rock são muito possessivos em relação às bandas que gostam rsrsrsr. Isso aconteceu quando mudamos o nome da banda e o tipo de som que estávamos fazendo. Alguns fãs do primeiro trabalho torceram o nariz pro segundo album, enquanto alguns que amam o segundo disco não gostam muito do primeiro. Normal. O Z conseguiu reunir fãs de todas as fases da banda, e o principal é que muita gente nova esta passando a nos conhecer e consequentemente os discos anteriores.

As letras desse novo álbum são bem bonitas e inspiradas no amor. A banda tem somente um compositor ou todos ajudam? Alguma música de “Z” tem uma história por trás que gostariam de compartilhar?

Obrigado =)

Eu, Artur e Wonder somos compositores ativos, sempre fazendo novas canções. Pro Z tínhamos material pra 3 discos. A gente compõe individualmente até a música chegar na banda, a partir daí ela se torna parte de todos, com as peculiaridades e influencias de cada um. Nenhuma música nossa seria boa se não tivesse a participação de cada um dos integrantes.

Uma música em especial tem um significado grande pra mim. Compus Não é Hora de Voltar em um momento difícil, a banda estava desestruturada com a saída do nosso baterista e irmão Alexandre Guedes, estávamos meio perdidos, não sabíamos qual era o futuro da banda, e depois de 4 anos em São Paulo eu estava prestes a largar tudo e voltar pra Curitiba. No final deu tudo certo, fomos contratados pela Sony Music, gravamos um disco que nos enche de orgulho e cá estou eu respondendo essa entrevista. Realmente não era a hora de voltar.

Não poderia deixar de perguntar: Por que o álbum se chama “Z”? Qual o significado?

O Z representa a força interior vinda do coletivismo somado a uma conjunção exata dos astros em determinado alinhamento da galáxia. Mentira, não sei porque o nome é Z, acho que ninguém sabe. =P

Quanto ao futuro da banda, vocês têm em mente algum desejo especial para compartilhar? O que veremos de vocês nesse segundo semestre de 2015?

O disco ta fresquinho ainda, tem muito chão pela frente.

A gente quer o que sempre quis, tocar, nas almas e nos palcos.

Já finalizando, deixem uma mensagem para os fãs da banda e para quem ainda não conhece a música de vocês.

Nossos fãs são especiais, é impressionante ver, perceber e conhecer as pessoas que ouvem nossas músicas, sempre é uma galera de bem com a vida, fina, elegante e sincera, que assim com nós, só querem que o mundo seja melhor, mais divertido, mais leve. Obrigado a todos vocês que nos trouxeram até aqui e que nos levarão ainda mais longe!

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Bárbara Araujo
Bárbara Araujo: Carioca que tem São Paulo como casa desde 2009, estuda Jornalismo e escreve para a Nação da Música desde 2014. Passa mais tempo ouvindo música e assistindo a vídeos de shows do que qualquer outra coisa. Ainda compra CD, ama pop-punk, cachorros e é facilmente encontrada em shows.

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