Entrevista: Faith No More fala sobre relançamento de álbum e Rock in Rio

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O dia 19 de agosto será um dia especial para os fãs de Faith No More. A banda irá relançar o primeiro álbum de sua carreira, “We Care a Lot”, de 1985, remasterizado e com várias faixas bônus. Nós do Nação da Música conversamos com o baterista Mike Bordin sobre o relançamento de “We Care a Lot”, sobre seu álbum mais recente “Sol Invictus” e também sobre o que a passagem do Faith No More pelo Rock In Rio de 2015 significou para ele e para a banda.

A entrevista foi feita e traduzida por Veronica Stodolnik.

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Tudo bom? 

Mike: Tudo ótimo, obrigado! Bom mesmo, sabe? É interessante voltar atrás e lidar com esse álbum, ver ele e poder ganhar um insight novo ao revisitá-lo. Tem sido muito legal. Mas estou bem, obrigado — espero que esteja tudo bem por aí também!

Está tudo ótimo, obrigada por perguntar!

Mike: Excelente.

Vocês estão para relançar seu primeiro álbum, “We Care a Lot”Qual foi a motivação por trás desse relançamento?

Mike: Bom, temos duas razões. Tem o lado do negócio, mas também tem um lado pessoal. E da parte de negócios, é o seguinte: o álbum não tem sido vendido por 20 anos. Literalmente, ninguém mais o lançou ou o vendeu. Tem pessoas por aí fazendo cópias ilegítimas do mesmo e a qualidade é muito inferior. E isso nos tirou do sério. Porque primeiro, eles não estão autorizados a fazer isso, e segundo, não soa bom. Essa é uma das razões pelo lado de negócios; a segunda é simplesmente o fato de que a mulher que lançou esse álbum da primeira vez foi muito honesta e nos disse “quando nós terminarmos—quando eu terminar—eu vou dar ele de volta para vocês, e vocês podem fazer o que quiser com ele”, o que, naquela época, ninguém fazia, era muito raro. Era raro um artista poder controlar a própria música. Hoje em dia, acontece muito mais. Acho que a Madonna foi a primeira a ter sua própria gravadora. Quer dizer, Led Zeppelin fez isso antigamente, mas não nessas proporções. É mais comum hoje o artista ter suas músicas de volta, então nós temos as músicas e todas as gravações originais.

Nosso baixista [Billy Gould] remixou quatro das músicas baseado em suas experiências e com as do Matt Wallace [produtor], e ele conseguiu mixar tudo usando da tecnologia moderna, fazendo com que as músicas soassem incríveis. Essa é a razão, nós encontramos uma boa oportunidade para… Como posso dizer? Contribuir algo a isso. No encarte nós temos o álbum original como ele foi lançado, e o outro CD são quatro músicas mixadas num estilo moderno das gravações originais, e alguns shows ao vivo que eu tenho e ninguém nunca ouviu antes—com certeza as gravações mais antigas do Faith No More que jamais serão lançadas. Ficou muito bom, muito legal—é um encarte bacana, um modo legal de explicar para as pessoas onde nós estávamos na época do CD.

Eu espero que essa seja a melhor resposta, espero não ter esquecido de nada. Nós não curtimos fazer esse tipo de coisa sem ter uma razão por trás, mas para mim—e para todos nós—tiveram muitas ótimas razões para o relançamento. As músicas remixadas, elas ficaram fantásticas. Elas soam incríveis—é isso que eu estou mais ansioso, para os remixes que o Bill e o Matt Wallace fizeram. Elas estão muito boas.

Que massa! E como foi que, depois de tanto tempo separados, a banda resolveu voltar e tem feito tantas coisas incríveis? Vocês voltaram para a estrada, gravaram um novo álbum… 

Mike: A gente nunca esperava— eu estava muito feliz tocando com o Ozzy, sabe? E claramente todo mundo estava fazendo outras coisas também. A gente não fez muita coisa; decidimos que íamos fazer uns shows, e como esses shows foram bons, nós fizemos mais alguns. E quando fizemos esses extras, nós percebemos que ia ter que ser uma daquelas coisas que ou a gente ia acabar com toda a nostalgia por ali, ou a gente ia ter que ter algo que fosse ser importante para continuar seguindo com aquilo. Nós sentíamos que fazer aqueles shows, algo que já tínhamos feito no passado, era legal; mas você só pode ir até um certo lugar com aquilo, e a gente ia acabar se tornando uma banda nostálgica, ou como quer que seja que você chame isso. Foi aí que entrou o novo CD—ele foi ótimo de fazer, nós o adoramos, e foi muito satisfatório para todos nós; emocionalmente, musicalmente, pessoalmente, criativamente, e tudo mais. Foi ótimo, uma experiência muito boa para todos nós. Então o gravamos, e depois fizemos alguns shows com o álbum, o que foi muito bom também. É aí que estamos agora, é só… Acho que a resposta mais curta é dizer que estamos dando um passo de cada vez. Não fizemos muita coisa, mas fizemos o que pudemos a cada passo, e se a gente não estivesse curtindo mais, concordamos que íamos parar com tudo.

Mas foi muito bom lançar novas músicas e também foi muito bom poder tocar juntos no palco, então aproveitamos isso. O que estamos fazendo agora é diferente porque não estamos fazendo nada de mais, estamos entre projetos. Faith No More, o que quer que seja que faremos no futuro está no futuro, essa é apenas uma oportunidade que tivemos de tratar esse CD com respeito, pois temos as gravações originais—que são o mais importante. E por tê-las, nós pudemos tomar um grande cuidado com esse álbum; essa foi a nossa oportunidade.

Eu nunca pensei que nós fossemos fazer tantas coisas, eu nem pensava que a banda jamais ia voltar um dia (risos). Mas está sendo incrível, nós nos damos super bem. É importante para mim reconhecer que apesar de estarmos falando sobre o primeiro álbum do Faith No More, que foi lançado em 1985, é importante ressaltar que Mike Patton é o vocalista do Faith No More hoje e amanhã; isso não vai mudar. Mas também é importante para as pessoas, se elas quiserem, poder ouvir o que nós estávamos fazendo durante nosso primeiro álbum, enquanto tentávamos descobrir quem nós éramos e o que estávamos tentando fazer. É uma bela peça do quebra-cabeça para quem nos conhece hoje saber de onde nós viemos. Acho que esse é o melhor jeito de descrever isso; ele mostra da onde nós viemos.

“Soul Invictus” foi muito bem recebido assim como pelos fãs, como pelos críticos também. Quando vocês decidiram lançar um novo álbum, vocês esperavam que iam se sair tão bem?

Mike: Eu preciso ser honesto aqui. Do ponto de vista do público, não tem como saber o que vai acontecer. Você nunca pode prever isso. Mas do nosso ponto de vista, nós o amamos. Nós amamos esse álbum, nós demoramos dois anos trabalhando nele, e realmente sentimos que ficou exatamente do jeito que a gente queria. Você espera que o álbum saia bem, mas é como quando você prepara um jantar para pessoas que são especiais pra você. Assim que você o coloca na mesa, você diz “eu fiz tudo que eu podia fazer, eu dei o que eu tinha de melhor da melhor forma possível”. Mas aí eles precisam comer a comida, e se eles não gostarem, eles não gostaram, entende? Não tem como prever o que eles vão achar. E o Faith No More nunca foi uma banda que previu ou tentou moldar as músicas para aquilo que achamos que o público ia gostar. Para a gente, isso é a morte. É por isso que não fizemos um “We Care A Lot” depois de “We Care A Lot”. Nunca lançamos uma “Epic” depois de “Epic”. E nem uma “Midlife Crisis” depois da mesma.

Você segue um caminho, e as músicas que as pessoas vão lembrar, nós só temos uma das mesmas; nunca tentamos duplica-las. É muito gratificante mesmo e somos muito agradecidos ao público ter gostado tanto dele. Nós colocamos tudo o que tínhamos no álbum, e quando você faz isso, você certamente espera que as pessoas vão gostar. Foi incrível, eu sou realmente sou muito feliz e grato por isso.

Bom, e isso ajudou a pelo menos motivar vocês a talvez lançar um álbum novo com um intervalo menor de tempo?

Mike: (Risos) Eu acho, eu espero. E essa é a minha opinião pessoal, eu não estou me baseando em nenhuma conversa que eu tive com a banda, isso é só meu; eu ia adorar. Eu acho que ia ser ótimo, por que já provamos para nós mesmos que ainda conseguimos fazer músicas que importam em 2015, sabe? Para os nossos próprios standards, e para outras pessoas no mundo, músicas que são úteis e significam algo para elas. Eu espero que sim, mas não tenho nenhuma informação sobre isso ainda para poder te dizer que estamos fazendo isso ou aquilo; não estamos. Mas com isso dito, nós estamos todos em contato uns com os outros, ninguém vai a lugar nenhum, estamos ótimo. Mike Patton, Bob, Bill, Mike, eu mesmo, e John, nós estamos bem. Não tem nada de mal entre a gente. Se acontecer de a gente fazer alguma coisa, vamos fazer. E eu espero muito sim. Eu espero que a gente faça? Sim. Eu acho que a gente vai fazer? Acho que provavelmente, mas eu não sei; não tem como saber. O Bill esteve na premiação da Metal Hammer em Londres umas semanas atrás, e ele disse a mesma coisa. Ele disse “quando tivermos algo novo para falar, nós vamos falar. Até lá, não vamos falar nada para fazer com que as pessoas percam o tempo delas revivendo o passado; não queremos isso. Quando tivermos algo novo, nós provavelmente vamos avisar”. E isso é o melhor que você pode esperar, e o que eu vou dizer sobre o assunto. É bem legal.

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A banda foi formada em 1979, há quase 40 anos atrás. 

Mike: Acho que foi um pouco depois disso, por volta de 82, talvez?

Então vocês puderam ver de perto todas as transformações, de fitas cassete para CDs, Napster, a explosão de redes sociais… Como tem sido essa jornada? Vocês já viram de tudo!

Mike: Acho que esse é o ponto; quando você pensa dessa forma, nos deixa cansado. Mas ao mesmo tempo é tipo “wow, quantos quilômetros percorridos, quanta coisa aconteceu”. Quando você pensa nesses momentos grandes, tipo quando os vinis caíram e os CDs se tornaram o maior lançamento da época. Nós estávamos tocando em Berlin quando o muro caiu, e foi muito louco. Todos esses acontecimentos, cara, que jornada. Foi uma experiência incrível. Mas a coisa que se manteve constante nesse tempo todo é que nós damos o melhor de nós sempre; musicalmente, no palco, e também nos CDs. Nós sempre damos o melhor de nós; nós realmente não queremos perder o nosso próprio tempo ou fazer com que vocês percam o tempo de vocês em não dar o que temos de melhor a oferecer. Então acho que esses anos que passaram, 35 ou o que seja, esperamos estar melhores naquilo que fazemos. Espero que tenha nos deixado mais profissionais e experientes, pois não diminuiu o meu amor em tocar no Faith No More ou em fazer música nem um pouco.

Hoje, eu amo mais o que eu faço do que antigamente e isso é bem difícil de acontecer. Eu sinto que nós fizemos isso certo, no sentido de que não fizemos tanta coisa assim que nos envergonhe, quando olhamos para trás. Eu realmente sinto que nós demos o melhor de si, e é só isso que você pode esperar—que você deu o melhor de si mesmo, e se depois disso as pessoas gostarem do que que você fez, ótimo. Se elas não gostarem, ta tudo bem também. Mas sim, você tem razão—de CDs, fitas e álbuns, para MP3 e streaming, mudou muita coisa. Muita coisa mesmo. Acho que posso dizer que somos Faith No More, somos muito honestos, e colocamos muita paixão em nossas músicas; nós lhe damos músicas que vem dos nossos corações. É isso que fazemos.

Faith No More é conhecido por ter influenciado muito dos grandes artistas da nossa geração. Nirvana, Slipknot, Metallica e Guns N’ Roses são só algumas das bandas que já mencionaram a importância e influência que a banda teve sobre eles. 

Mike: Oh Deus…

Como você se sente em saber que faz parte de uma herança musical tão importante?

Mike: Eu não penso sobre isso. Quero dizer, qualquer uma dessas bandas que você mencionou, eu me considero honrado em poder ter visto eles tocarem e por conhece-los um pouco. Se estivermos entre eles, nós estamos bem. Nenhuma banda jamais foi influenciada por uma única banda, então dizer que Faith No More já fez isso é meio “hm, acho que não”. Todos estamos nessa, meio que nadando juntos, e se eu nadar de um jeito que alguém veja e queira tentar igual, não tem problema. Mas sabe, todos somos influenciados por alguém. É tipo essa besteira que tem rolado agora nos Estados Unidos com nossa política. Cara, todos viemos de algum lugar. Todo mundo vem de um lugar diferente, se toca. Deixa de manha e vamos trabalhar juntos. Entende o que eu quero dizer? Eu acho que isso é muito verdade.

Existem tantas bandas boas que influenciaram o Faith No More. Que nós tivemos a oportunidade de pegar algo que nos influenciou e juntos transformar em algo que as pessoas não esperavam, e que isso possa influenciar uma outra pessoa a criar algo diferente, é incrível. Essa é a beleza da música, que é maior do que o nome de qualquer pessoa como eu, ou do que o nome de qualquer banda; isso é maior do que as pessoas. Esse é o continuum, a linha do tempo, onde Jimi Hendrix foi influenciado pelo Robert Johnson, e Stevie Ray Vaughan foi influenciado pelo Jimi Hendrix. É um degrau após o outro, e isso é o mais incrível disso tudo. Faith No More foi influenciado por Killing Joke, e eu, pessoalmente, fui muito influenciado pelo Black Sabbath e pelo Hendrix. Nosso baixista foi grandemente influenciado por tudo desde The Germs até The Buzzcocks, e todos nós fomos influenciados por Run-D.M.C, e também ouvíamos muito dos reggaes das antigas, tipo Yellowman e Burning Spear. Existe tanta música no mundo, e todos somos influenciados por alguma coisa. Aí você fala do Mike Patton, e meu Deus—o que não o influenciou? Mas esse é o jeito que as coisas tem que ser.

Se alguém diz que eu o influenciei, eu não levo para o pessoal. Se alguém diz que a minha banda o influenciou, eu diria “muito obrigado, é uma honra. Faça algo bom com isso e influencie outra pessoa. Passe para frente”. Eu tento não levar essas coisas muito a sério porque senão você cresce um ego e fica esquisito. Faith No More não é uma banda de egos, tenho certeza que você já pode perceber isso (risos). Nós tiramos sarro de nós mesmos do mesmo jeito que criamos músicas. Nós tentamos ser honestos, e eu realmente quero que saibam disso. O mito do rockstar não se aplica a nossa banda; nós não ligamos para isso.

O que vem depois para o Faith No More? Vocês tem algo planejado depois do relançamento do álbum?

Mike: Essa é uma boa pergunta. Nesse momento não temos. Estamos tirando um tempo para espairecer e fazer outras coisas. Com a gente, nessa época e com a nossa idade, isso é muito importante. Porque nos sentimos que não vamos fazer nada, não vamos desperdiçar o tempo das pessoas até que realmente tivermos algo a dizer. Isso vai acontecer? Acho que sim. Eu realmente acho, mas não posso te dizer quando. Mas posso dizer o seguinte: Mike Patton é o vocalista do Faith No More, e eu me sinto esquisito em voltar a fazer algo que ele não está envolvido. Me deixa um tanto desconfortável porque ele é a cara da banda. Então para nós, se estamos fazendo isso agora, é importante fazer com que as pessoas se interessem em saber da onde nós viemos. Mas em relação a onde estamos indo, podemos dizer que o lineup que vocês viram no Rock in Rio não mudou e também não vai mudar. E o que vamos fazer no futuro? Não sei, mas vamos fazer alguma coisa; eu acredito nisso. Eu realmente acredito, mas não posso te dizer o que, pois nem a gente sabe. Fiquem ligados! (risos)

Tem algum recado que você queira deixar aos fãs brasileiros?

Mike: Eu acabei de falar com uma outra pessoa brasileira uns minutos atrás, e não quero soar como se estivesse falando a mesma coisa, mas quando pensei em falar com brasileiros, o que descobri que ia fazer ontem à noite, era muito importante para mim dizer que a experiência que tivemos no Rock in Rio foi extremamente incrível porque foi depois de 25 ou 30 anos que fizemos o antigo, com Guns ’N Roses e Billy Idol, agora voltamos para tocar com o Slipknot, que era o ato principal da noite, e todas essas bandas mais novas. E pra gente, ser tão bem recebidos de volta nesse show, talvez por algumas das pessoas que nos viram no primeiro Rock in Rio com o Guns ’N Roses, ou talvez por seus filhos; ser recebidos no meio de tantas bandas mais novas foi muito importante para mim. E eu quero que vocês saibam, do fundo do meu coração, o quanto sou grato por vocês terem nos recebido. Muito obrigado por nos manterem em seus corações.

Bandas modernas de hoje em dia, meu Deus. O que está acontecendo com o mundo hoje, quer que seja no hip hop, ou com coisas tipo Avenged Sevenfold ou Slipknot, até as coisas muito mais pesadas, por nos manter em seus corações e ter nos dado tanto carinho e atenção como vocês deram foi incrível e é um presente maravilhoso. Eu quero muito lhes agradecer, do fundo do meu coração; muito obrigado por isso. Esse é o meu recado. Isso significa tudo para mim. E o fato de que nosso vocalista não ficou paralisado, machucado, e nem se matou de ter pulado do palco. Meu Deus, ele ficou muito mal. Mas foi especial; [Brasil] é um lugar muito especial, e sempre foi muito especial para gente tocar aí. Poder voltar e ser tão bem recebido num show que não era nosso—claramente era um show do Slipknot, como tinha que ser, eles são uma das maiores bandas do mundo atualmente. Mas cara, wow. Era isso que eu tinha para dizer—muito obrigado. Sério, do fundo do meu coração, muito obrigado mesmo. É isso que eu tenho para dizer.

Incrível! Muito obrigada por tirar um tempo para conversar conosco!

Mike: Sem problemas. E eu realmente quis dizer isso tudo; o público não tinha que ter feito aquilo. Eles podiam ter dito “ei, estamos esperando pelo Slipknot, termina isso logo”, sabe? Nós não estamos perto de ser Slipknot. É isso que eu estou tentando dizer, que eles usaram a chance para dar tanta atenção e apoio para uma banda muito diferente da que eles estavam lá para ver, e isso realmente significa muito para a gente. Foi um grande prazer poder ter conversado com você, muito obrigado pela paciência com a gente!

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Veronica Stodolnik: Paulista que mora nos Estados Unidos desde 2011, e colabora no Nação da Música com entrevistas e cobertura de eventos internacionais. Amante de música e literatura, atualmente cursa um mestrado de comunicações, não vive sem seu PS4 e assiste muitas séries de TV nas horas vagas.

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