Entrevista: Fernanda Abreu fala sobre “Amor Geral” e consumo de música

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Nação da Música

O Pop brasileiro vem mostrado a sua cara em águas internacionais, com diversas parcerias com gente de fora e artistas se tornando cada vez maiores. Mas o gênero não é nenhuma novidade nacional, Fernanda Abreu é uma das primeiras divas pop e está de volta aos palcos para mostrar que a “Garota Sangue Bom” ainda tem muito “Veneno Da Lata” pra dar.

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No dia 5 de agosto, a cantora carioca fará uma apresentação com sua música e dança na Casa Natura Musical, em São Paulo, mesmo show que também levará para o palco Sunset do Rock In Rio. Confira mais informações do show na capital paulista aqui.

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Fernanda traz seu novo disco “Amor Geral”, lançado em 2016 encerrando seu hiato de 10 anos, e que tem como temática a mensagem de tolerância e respeito às liberdades individuais.

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A Nação da Música conversou com ela sobre sua experiência nesses 10 anos de afastamento, o consumo de música atual e expectativas para sua apresentação no Rock In Rio.

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Entrevista por Daniel Sakimoto.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

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Você ficou 10 anos afastada e volta no ano passado com um disco completamente novo. Quais foram os ensinamentos e as coisas que você aprendeu neste período?

Fernanda: Foi um período de muito aprendizado. Tive que “administrar” uma separação de 27 anos de casamento com 2 filhas, 6 anos de um coma da minha mãe que veio a falecer em 2014. São situações que todos podemos passar na vida mas que exigem da gente muito cuidado com o outro, muito amor. Fora isso tudo tinha a rotina de shows, viagens e participações especiais em gravações de projetos de artistas que admiro muito que foram convites irrecusáveis. Foi um período também de muita inspiração e amadurecimento. Percebi que o amor e o respeito são a base de tudo.

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Em 2006, o mundo era bem diferente do que hoje em dia no que se diz a respeito do consumo de música. Como você enxerga a maneira como se escuta música nesta década, com as plataformas de streaming tomando o lugar de produtos físicos?

Fernanda: Estamos ainda no meio de uma transformação gigantesca e radical em relação ao consumo, comercialização e divulgação da musica. Passamos do vinil pro CD, do CD pro download, do download pro streaming e sabe-se lá o que virá! Hoje já não compramos musica. Alugamos!

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O lado bom é a facilidade do acesso às musicas e ao trabalho dos artistas. O lado ruim é a desvalorização da figura do compositor que não é remunerado de forma decente e a falta de informação em relação ao processo musical. Hoje se consome musica sem saber o nome dos compositores, o nome dos músicos que tocaram na faixa, quem arranjou, quem produziu, quem mixou, quem masterizou, quem fez a foto, quem fez o design gráfico, nada…

O seu novo disco, “Amor Geral” tem letras que evocam bastante o seu aspecto pessoal, diferente do aspecto cronista que suas músicas anteriores demonstravam. Você enxerga o “Amor Geral” como uma espécie de abertura para uma nova fase artística?

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Fernanda: Tem um lado forte autobiográfico em “Amor Geral” mas o pano de fundo é coletivo. A figura do “outro” é fundamental! Esse “outro” individual ou coletivo. Por isso “Amor Geral”. É também sobre o respeito (que pra mim é a base do amor) ao outro e suas escolhas. Respeito e aceitação ao que é diferente de nós. É o amor como antídoto ao preconceito e ao pensamento conservador e retrógrado. É um não a homofobia, ao racismo, à violência contra as mulheres. E um sim à compreensão com quem pensa diferente e faz escolhas culturais, religiosas e sexuais diferentes da nossa.


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Seus shows mesclam entre as canções do seu trabalho mais recente e as mais antigas. Tem alguma música que você escreveu anteriormente que case com sua fase atual?

Fernanda: Sim. Escolhi o repertório dentro desse conceito do álbum “Amor Geral”. São 6 musicas do Amor Geral, alguns sucessos com arranjos novos e outros originasse algumas musicas lado B. Porem todas dançantes! Privilegiei os lançamentos do ano passado:  do CD “Amor Geral” e o lançamento da minha discografia nas plataformas digitais que é um motivo de comemoração pra mim já que estavam há 12 anos fora de catálogo.

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Falando em show, você vai se apresentar no Rock In Rio desse ano. Expectativas? Vai rolar alguma surpresa nessa apresentação?

Fernanda: Sim! Vou fazer um show “Amor Geral” cheio de novidades. A Focus Cia de Dança e o Dream Team do Passinho serão meus convidados e já vamos começar a ensaiar agora em agosto. Acho que vai ser um show incrível!

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No Rock In Rio, além da Fernanda Abreu artista vai ter a Fernanda Abreu fã também? Tem algum show que você quer muito ver no festival?

Fernanda: Olha, estou tão focada no meu show que ainda não consegui saber todos os artistas que irão tocar no festival. No palco Mundo quero ver Justin Timberlake que sempre vem com uma banda impecável. Adoro o Palco Sunset pois é um palco cheio de novidades e encontros interessantes.

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Você incontestavelmente um dos maiores nomes do pop brasileiro, gênero que vem ganhando cada vez mais atenção no nosso país com produções como Anitta, Nego do Borel e Pabllo Vittar. O que você acha dessa nova geração do nosso pop?

Fernanda: Torço por eles mesmo que não precisem de torcida hahaha… Anitta ja provou que sabe o quer. Pablo Vittar é a nossa Rupaul que adoro!

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Gostaria de deixar um recado para os seus fãs leitores da Nação da Música?

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Convido a todos pra virem celebrar comigo o amor através da musica e da dança no show Amor Geral na Casa Natura! Espero vocês lá!!!

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Daniel Bianchi Sakimoto
Jornalista e Music Geek. Vive entre o indie e o folk e sonha em conhecer o Glastonbury.