Franz Ferdinand
Divulgação

Daqui algumas semanas, a banda Franz Ferdinand estará de volta ao Brasil para três shows, em Curitiba, São Paulo e Natal. Os escoceses virão para divulgar seu mais recente trabalho de estúdio, chamado “Always Ascending”, que foi lançado oficialmente em fevereiro deste ano.

Mas, enquanto a banda em si já esteve algumas vezes pelo nosso país (sete, para ser mais exata), o novo integrante Julian Corrie fará sua estreia em terras canarinhas. Ele, junto com Dino Bardot, está na formação oficial do Franz desde 2017, após a saída de Nick McCarthy em 2016.

A Nação da Música conversou com Julian Corrie sobre como foram os momentos em estúdios, qual foi a reação dele ao ser convidado para fazer parte da banda e as expectativas para os shows no Brasil.

Entrevista por Marina Moia.

————————————————————————————– Leia a íntegra

Olá, Julian! Bom, conta pra gente… como você foi parar no Franz Ferdinand?
Julian: [risos] Bom, eles entraram em contato comigo porque estavam procurando alguém para entrar na banda, ano passado. Tínhamos alguns amigos em comum, que acabaram fazendo essa conexão, o Paul [Savage] e a Emma [Pollock] dos The Delgados, e Stuart Braithwaite, da Mogwai. Eles falaram de mim pros caras da banda, tipo, “você deveria conversar com o Julian sobre essa vaga”.

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A partir daí, marcamos de nos encontrar, tomamos uma cerveja, conversei com a banda e a gente se deu muito bem, na verdade. Simplesmente decidimos tentar fazer músicas juntos e ver se dava certo, e deu! É, simplesmente aconteceu… [risos]

Imagino que você já era fã da banda antes de fazer parte dela e parece que tudo rolou de uma maneira bem natural. Mas como você se sentiu quando oficialmente estava como integrante do Franz Ferdinand? Foi meio surreal ou realmente tudo muito tranquilo?
Julian: Sim, obviamente já era bem fã da banda, e quando cheguei no estúdio, eu levei a minha guitarra e achei que fôssemos tocar algumas das músicas que eu já conhecia muito bem, mas acabamos tocando as coisas novas. Ali mesmo já começamos a trabalhar no novo disco.

Mas quando começamos a ensaiar para a turnê, pude tocar músicas como “Take Me Out” e foi aí que caiu a minha ficha e pensei “uau, isso é incrível” [risos]. Agora é tudo normal, mas naquele momento foi uma sensação bem diferente e surreal.

Você vem de um background de dance music, algo que está bem aparente neste disco, e vocês também trabalharam com o produtor Philippe Zdar neste disco. Como foram os momentos em estúdios para “Always Ascending”? O lado criativo, de produção, gravação…
Julian: Nós meio que tínhamos essa regra… gravamos o disco ao vivo, então só fazíamos o que nós quatro conseguiríamos gravar ao vivo no estúdio, ao mesmo tempo. Depois, claro, Dino [Bardot] entrou na banda e se tornou o quinto membro [nos shows]. Nós meio que nos restringimos nessa proposta, mas também quisemos ensaiar bastante, e compor bastante, antes de irmos ao estúdio para começar as gravações. Philippe Zdar, o produtor, ficou muito empolgado com isso e quis captar o espírito da banda tocando ao vivo.

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Passamos uns bons quatro ou cinco meses ensaiando esse novo material e dai fomos para o estúdio em Londres e gravamos tudo em seis dias. Philippe é incrível, ele tem uma energia muito boa, e eles nos incentivava sempre, não deixava que a gente desanimasse. Ele é fantástico! Foi uma ótima experiência, no geral.

Eu estava reassistindo aos videoclipes deste álbum outro dia e eles são bem criativos e únicos. A banda se interessa por esse lado criativo dos vídeos? Ou vocês meio que entram na onda do que o diretor tem planejado pra música?
Julian: [risos] Na verdade, muitas ideias novas vêm sim da banda. Claro que os diretores contribuem muito com as ideias, mas é muito mais um processo colaborativo do que alguém mandando nos outros “faça isso, faça aquilo”.

Com [o clipe de] “Always Ascending”, foi uma gravação bem grande, fomos para Paris para gravarmos, com uma produção extensa. Já em “Glimpse of Love” tivemos uma equipe menor, numa casa menor em Paris e foi bem divertido. Mas é… os vídeos vêm de um processo colaborativo e sempre passamos muito tempo vendo outros trabalhos dos diretores que escolhemos, para termos certeza que vai ser alguém compatível com o que queremos.

Franz Ferdinand estará aqui no Brasil no mês que vem! A banda já veio diversas vezes para cá antes, mas e você? Já esteve por aqui? Conhece algo da nossa cultura, da nossa música?
Julian: [risos] Não, nunca estive no Brasil! Sou um grande fã da Tropicália! Adoro Os Mutantes e Gilberto Gil. Sei que a música de vocês é incrível, samba é muito bom, então estou muito empolgado para ver mais da cultura brasileira.

O que os fãs podem esperar dos shows por aqui?
Julian: O que vocês podem esperar? A viagem da sua vida! Abra seus ouvidos e suas mentes e se preparem para explodir a cabeça! [risos]

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Gostaria de mandar um recado para os fãs brasileiros?
Julian: Sim! Estou muito empolgado e obrigado por apoiarem tanto a nossa banda. Acredito que a gente vai se divertir muito!

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