Entrevista: Little Nation fala sobre processo de composição e inspirações

Little Nation
Foto: Divulgação.

O produtor Rique Azevedo e a compositora Samille Joker foram apresentados por um amigo em comum e, hoje, formam a Little Nation. Com um EP, “Just Stay”, e um álbum, “Hum”, no currículo, o duo canta tanto em inglês como em português e já emplacaram duas músicas em novelas da Globo, “Sol Nascente” e “Rock Star”.

Nação da Música conversou com Little Nation sobre o processo de composição das músicas, a gravação do clipe “Unknown” e também sobre os planos do duo para 2017.

A entrevista foi feita por Marina Moia.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

Como vocês se conheceram e como surgiu a ideia do Little Nation?
Rique:
Um amigo nos apresentou. Eu estava compondo algumas músicas e queria que as letras fossem escritas em inglês. A partir de alguns encontros de composição surgiu a música “Just Stay”. Logo percebemos que essa canção era muito especial pra gente. A partir dessa música, criamos o nome e decidimos lançar um EP de estreia.

Vocês compõem tanto em inglês como em português. Quais as diferenças na hora de criar as canções em línguas diferentes?
Rique: A Samille escreve com muita facilidade tanto em português quanto em inglês. Criamos primeiro a melodia e depois colocamos a letra. Tentamos escutar a melodia e perceber em qual idioma pode soar melhor a canção. Não temos uma regra, deixamos fluir a inspiração.

Samille: Às vezes surge a pergunta “em português ou em inglês?” quando começamos a criar, mas geralmente a música nasce de modo muito natural e vai se desenhando e tomando seu rumo sozinha, quase como se tivesse vida própria. O idioma é apenas um detalhe. O que queremos é que nossa música toque as pessoas de algum jeito.

Quais foram as inspirações durante a produção de “Hum”? Quais artistas e bandas que vocês mais gostam de ouvir?
Rique: Nos nossos arranjos e durante toda a produção, pensamos de uma maneira mais simples. Tudo parte do violão e voz. Gostamos de criar a canção e no mesmo dia gravar uma versão acústica. A partir daí construímos os arranjos. A ideia é respeitar a simplicidade da canção. Alguns artistas como The Civil Wars, You+Me e City and Colour estiveram no meu playlist durante a produção.

Samille: A produção foi toda do Rique, a minha parte ficou mesmo na composição e eu estava passando por um relacionamento cheio de altos e baixos na época, muito disso pode ser encontrado nas letras das músicas tanto do EP “Just Stay” quanto de “Hum”.

O clipe de “Unknown” acabou de sair e foi gravado na Chapada dos Veadeiros. Como foi a experiência e o processo de criação?
Rique: Quando fizemos essa música, senti que ela tinha um clima diferente das outras e logo tive vontade de filmar na Chapada. É um lugar que, além de lindo, representa muito pra mim. Tenho muitos amigos lá. Quando ficamos sabendo que “Unkown” tinha entrado na novela Sol Nascente, sugeri pra Samille essa aventura e ela topou. Fomos com uma equipe de 6 pessoas, além de um amigo de lá que fez as imagens de drone. Filmamos durante 3 dias e foi sem dúvida, uma experiência intensa e super prazerosa pra nós.

Samille: Três dias com muita picada de mosquito e queimaduras de sol que não saíram até hoje! Foi todo um esforço conjunto de uma equipe fantástica e estamos super felizes com o resultado. Os diretores, Thomas Henne e Pedro Bürguerbräu, conseguiram traduzir a emoção da música em belíssimas imagens.

Vocês já escreveram e produziram para diversos artistas nacionais e internacionais. Com quem vocês gostariam de fazer uma colaboração, agora como Little Nation?
Rique:
Gostamos muito do processo de criação. Fazer músicas para o Little Nation ou para outro artista é sempre uma viagem inspiradora. Nunca pensei em “com quem”, ou “pra quem” gostaria de compor, mas pensando nas minhas referências musicais, seria sem dúvida um sonho sentar com o Bono Vox e com o The Edge do U2 pra fazer uma música… [risos].

Samille: Realmente não pensamos muito a respeito disso. Claro que há artistas para os quais teríamos muita honra de compor e com quem adoraríamos trabalhar, mas da minha parte seria uma lista muito longa e eu não saberia nem por onde começar!

Vocês sentem diferença quando compõem/produzem para outros artistas e quando fazem isso para o Little Nation? Como?
Rique:
 Sim, sem dúvida. A música tem que ser pessoal. O artista precisa acreditar no que ele está falando e sentindo. Para o Little Nation, simplesmente deixamos fluir nossas ideias e falamos com o coração nossos sentimentos. Quando criamos pra outro artista, precisamos entrar na verdade dele.

Samille: Acho um exercício interessante escrever para outros artistas. Isso nos faz ver o mundo através de outra perspectiva. Trabalhar com o Little Nation nos permite sermos nós mesmos e falar com nossos corações, escrever para outros artistas nos coloca em outras vidas, como atores fazem.

Quais são os planos para 2017?
Rique:
Queremos lançar bastante conteúdo e fazer shows. Temos planos de fazer uma turnê fora do Brasil. Acreditamos no processo, no passo a passo, sem desespero e sem ilusão. Tem sido assim desde o início do Little Nation e sentimos que estamos criando um alicerce super importante para o nosso futuro.

Gostariam de deixar um recado para os fãs do Little Nation?
Rique:
Temos o privilégio de trabalhar com o que amamos. Fazemos o que sentimos ser a nossa verdade musical. Gostamos de estar no palco e no estúdio criando. Nos emocionamos com nossa arte. E nos emocionamos ainda mais quando sentimos que essa emoção toca o coração dos nossos fãs. Essa troca é fundamental pra gente.

Samille: Ainda é tão bizarro para mim isso de ter fãs. Ainda estou me acostumando com o reconhecimento das pessoas. O que gostaria de dizer é “obrigada” por me permitirem fazer o que estou fazendo. Toda mensagem de apoio ao nosso trabalho que chega é um empurrão a mais para que continuemos essa caminhada.

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Marina Moia
Jornalista, bauruense de coração e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Viciada em séries, amante de livros e colecionadora de batons coloridos.

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