Entrevistamos Mar Aberto sobre projeto “Baseado em Amores Reais”

MAR ABERTO
Reprodução / Capa
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Nação da Música

No começo do mês de novembro, o duo MAR ABERTO divulgou o EP “Baseado em Amores Reais”, que vem acompanhado de um curta-metragem disponível na íntegra no serviço de streaming Globoplay. A banda é formada pela carioca Gabriela Luz e o paulistano Thiago Mart.

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Nação da Música

A Nação da Música teve a oportunidade de bater um papo exclusivo com o duo MAR ABERTO sobre a produção e criação do projeto “Baseado em Amores Reais”, o estilo de composição deles, a jornada na nova gravadora Universal Music e também sobre colaborações.

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Entrevista por Marina Moia.

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————— Assista ao vídeo da entrevista:

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————— Leia a entrevista na íntegra:
Oi, gente! Como vocês estão neste dia de hoje, nesta terça-feira?
Gabriela: Tudo ótimo! E você, Marina?

Tudo ótimo! Muito calor. Eu moro no interior de São Paulo e agora está 32ºC!
Gabriela: Ai que delícia!

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Thiago: Você mora onde?

Em Bauru, interior de São Paulo.
Thiago: Ah eu conheço aí! Fiz muito show aí com a minha banda!

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Sério? Que legal! Aqui é bem quente porque é bem no meio do Estado. Mas tudo bem.
Gabriela: Ai que gostoso!

O EP Baseado em Amores Reais foi lançado no começo do mês e é um trabalho incrível. Primeiro de tudo, queria saber como está sendo estas semanas após o lançamento! A resposta dos fãs, a reação de vocês…
Gabriela: [pro Thiago] Pode falar!

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Thiago: É assim. Um passa a resposta pro outro e ninguém responde [risos]. Existe toda uma ansiedade no processo que antecede o lançamento, ainda mais por conta da pandemia. A parte musical estava pronta em março e até lançar agora em novembro, você imagina né? Então quando a gente lança, existe meio que uma descarga de emoção e você fica “tá, e agora? O que vem?”. Está sendo muito legal porque teve uma repercussão muito interessante dos fãs. Cada dia mais gente manda [mensagem], diz que gostou, que tá adorando as músicas novas. A gente tá fazendo umas enquetes no Instagram…

Gabriela: Às vezes a gente entra na loucura de “Como tá hoje? Como está hoje?”. [risos]

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Thiago: Fica vendo os números… Às vezes isso é zoado porque a gente fica meio pilhado. Mas enfim, esses são problemas bons de se viver.

Gabriela: Mas está sendo muito gostoso esse processo pós-lançamento. O retorno dos fãs está sendo muito gostoso.

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Como foi trabalhar com Los Brasileiros na produção?
Thiago: Foi animal!

Gabriela: Foi demais!

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Thiago: Antes a gente lançava as músicas em formato mais acústico e sempre quis produtores que levassem a sonoridade do MAR ABERTO para outro patamar, que trouxesse mais corpo pro som. Eu lembro da gente estar numa reunião com o Miguel Cariello da Universal e falar assim “cara, a gente quer se incomodar. A gente quer trabalhar com pessoas que gerem um desconforto no MAR ABERTO”. Tanto musical como de jeito, de estilo. Porque o Dan [Valbusa], o [Pedro] Dash e o Marcelinho [Ferraz] são muito mais street, com coisas do trap, do hip hop, e a gente é super do violão. Então gerou um “estresse” positivo, uma coisa que foi transformadora, e eu acho que trouxe isso pra sonoridade muito bem.

Gabriela: Total. E olhar assim… o nosso primeiro trabalho do MAR ABERTO foi totalmente acústico e agora esse trabalho com Los Brasileiros já dá uma diferença gritante. Aconteceu tudo de uma forma tão natural porque a gente também amadureceu, a sonoridade amadureceu, então tudo casou.

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Thiago: E acho que tem a diferença na sonoridade, mas eles souberam respeitar muito bem a essência do MAR ABERTO. A coisa casou bem, sabe? Foi um casamento bem legal.

Sobre as músicas, vocês escreveram juntos e também contaram com a colaboração de vários compositores e músicos nessa jornada. Como foi trabalhar com essas pessoas neste projeto?
Gabriela: A gente fala bastante sobre isso porque tiveram muitas músicas desse projeto que a gente não fez pensando pro MAR ABERTO. A gente fez pensando em outros artistas.

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Thiago: Hipotéticos né?!

Gabriela: Hipotéticos! Por exemplo, “Vida a Dois” a gente pensou em fazer algo meio sertanejo, meio pop…

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Thiago: Meio Matheus e Kauan…

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Gabriela: A gente fez e usou uma frase que talvez não usaria se fosse uma música pensando no MAR ABERTO, que é “não troco cafuné por beijo de balada”. Depois a gente viu que essa música é super MAR ABERTO. “Paraíso” também é uma música mais hip hop, rap… E casou super bem com o projeto. A gente viu que na verdade a gente consegue trazer a cara do MAR ABERTO em coisas diferentes.

Thiago: E trazer coisas diferentes pra cara do MAR ABERTO. O fato de compor com outras pessoas também ajuda. Tira várias – eu não diria “travas” porque a gente é muito solto – mas tira várias ideias pré-concebidas. A gente estava compondo “Paraíso” e aí tem uma frase que fala “foi essa rotina que me deixou viciado em café”. Quem deu essa ideia foi O Melo, que é um dos autores. Eu não tomava café na época e eu não teria tido essa ideia. Ele veio e trouxe. É muito rico. Compor com outras pessoas enriquece bastante.

Vocês já responderam um pouco, mas eu sou jornalista, porém não sou compositora. E eu sempre fico muito curiosa quando converso com compositores, principalmente como vocês, que escrevem para outros artistas, se tem diferença. Vocês sentem diferença quando estão compondo para vocês, pro MAR ABERTO, do que quando escrevem música para outros artistas? Ou é tudo igual?
Thiago: Muito boa pergunta. Eu conheci a Gabi… [latidos ao fundo] Desculpa pela cachorrada ta? Vida real! [risos]

Eu também tenho aqui, tudo bem! [risos]
Thiago: Mas enfim, até perdi o fio da meada [risos]. Eu conheci a Gabi compondo para um disco dela e eu sempre compus muito para cantoras. Isso me ajudou a exercer um pouco de empatia para me colocar no lugar do outro. Quando a gente traz pro universo do MAR ABERTO, lógico que tem as músicas que são confessionais e de histórias nossas, mas a gente procura trazer histórias gerais também, histórias de outras pessoas. Acho que esse treinamento da empatia, de você compor com outros artistas e para outros artistas, traz pro seu som uma característica não só intimista e “meu universo, minha verdade”, mas traz uma coisa mais geral. Acho que é um jogo de troca. Quando a gente compõe pro MAR ABERTO e pra outras pessoas, tudo acaba se misturando e virando meio que um estilo. Tanto que é muito legal quando alguém grava uma música que é composição nossa e outra pessoa vem e fala “nossa, isso é mó MAR ABERTO!”.

O EP vem junto com um curta metragem. Eu assisti hoje de manhã de novo, pra ficar fresco na cabeça. É realmente um trabalho muito especial. Como foi trabalhar nesse projeto audiovisual e como tiveram a ideia? Superou as expectativas quando vocês viram tudo pronto?
MAR ABERTO: Superou! Com certeza!

Thiago: Não tenho nem o que falar!

Gabriela: Na verdade, a gente não tinha essa ordem cronológica porque a gente apresentou várias músicas pra gravadora, pra equipe. E aí todo mundo foi votando e “vamos fazer um EP com cinco, seis músicas”.

Thiago: Era pra ser cinco!

Gabriela: É, era pra ser cinco. Não tinha isso da ordem cronológica de um relacionamento. Foi meio aleatório porque a gente foi escolhendo e ficou bem uma histórinha.

Thiago: Acho que foi o Pietro, nosso empresário. Ele falou “cara, isso tá com uma cara de história! De uma narrativa!”.

Gabriela: “Uma começa com eles se conhecendo, dai vira amor de verdade, dai tem o negócio da maturidade, de morar junto, depois tem uma separação. Vamos fazer isso? Uma história…”. E gente tinha tido essa ideia de fazer o EP contando uma história com clipes, mas não sendo com cara de clipes.

Thiago: Exatamente. A gente queria somar à história do cinema mesmo. Porque o Felipe que trabalha com a gente em Design mostrou uma referência muito legal de uma cantora chamada Daniela Andrade. O EP dela chama “Shore” e são cinco músicas que conversam entre si, os clipes e as canções. Mas é ela atuando, uma boa atriz, ela e mais um cara. Quando vimos aquilo, pensamos que era muito legal, mas que não poderíamos ser nós dois porque a gente não atua. A Gabi até atua, fez workshops quando era criança, quase fez um seriado da Globo. Mas eu sou uma negação pra atuar, sou o palhação do rolê. A gente queria deixar com uma cara extremamente profissional. Quando nós chamamos a Carla [Diaz], apareceu o Jessé [Scarpellini], e o Mess e Rod pra dirigir, depois que vimos tudo pronto, a gente percebeu que foi a melhor decisão a tomar. Como público, eu ainda fico impressionado. Eu não imaginava fazer um negócio tão foda.

Gabriela: Eu sempre choro! Não sei porque [risos].

Thiago: Eu também! Eu me vejo ali, vejo outras histórias e outras pessoas. É muito gostoso.

Sim, o legal é que mesmo sendo algo roteirizado, claro, é realmente baseado em amores reais e não é um conto de fadas com tudo perfeito. Tem uns tropeços ali. E vocês participam também!
Thiago: O que a gente quis mostrar mesmo é isso. Muita gente pergunta “O MAR ABERTO é good vibes?”. A gente não é good vibes não. A gente é todas as vibes. E a gente queria trazer isso pro projeto. Um relacionamento comporta muita coisa boa e muita coisa ruim. Todo mundo fala que o amor comporta o gostar e o não gostar. E dentro dessa relação, a gente queria conflito, queria desavenças porque é a vida de todo mundo né. Se não de todo mundo, mas de quem se relaciona com alguém.

Gabriela: Sempre tem altos e baixos. Não tem como você estar sempre no alto. A gente gosta de mostrar isso porque é o real.

Thiago: É fofo, mas é desgraceira também.

Se fosse tudo perfeito sempre, seria maravilhoso, mas dai seria irreal.
Thiago: Seria Baseado em Amores Irreais.

Esse é o primeiro EP que vocês lançam pela Universal Music. Como está sendo essa nova fase numa gravadora como a Universal?
Thiago: Eles são demais, cara. Eu tenho uma frase pra eles: são completamente loucos, mas loucos conscientes. A ousadia que eles tiveram! O MAR ABERTO vai fazer quatro anos, é um projeto super novo. A gente entrou na gravadora em fevereiro, março, já estava tendo essas ideias malucas. Você olhar pra um artista que é recém chegado na casa, abraçar com esse afinco, topar um projeto tão diferenciado, é coisa de maluco. Positivamente falando porque nós também somos. Na reunião eu olhava eles falando… “vamos fazer seis clipes com diretor de cinema e sem vocês aparecerem tanto, focar nos atores?”. Eu falei “essa galera é maluca!”. Maravilhoso! É tudo que a gente precisava. Porque você se perde tanto nos clichês às vezes e em fórmulas… E a minha experiência com a Universal é que eles são muito mais uma criadora de conteúdo que auxilia outros criadores de conteúdo a fazer coisas maiores. Eu to achando foda!

Gabriela: E a gente consegue desprender um pouco de tentar controlar tudo, todas as partes. A gente consegue delegar pra eles porque é uma equipe tão organizada, todo mundo tão alinhado, disposto e motivado que a gente ficou no céu com toda a produção.

Thiago: Teve uma reunião, acho que a última pré-clipe, e tinha uns quarenta minutos já e a gente aqui [cruza o braço]. O diretor Miguel falou “tá tudo bem com vocês aí?”. E eu “tá tudo ótimo! A gente não tem o que falar. Tá tudo certo, vocês estão fazendo tudo que eu mais sonhei na minha vida. Só vai!” [risos]. Imagina, planejar minha carreira? Cê tá maluco! Sempre fui eu!

Assim vocês conseguem focar na criação, na composição, no que vocês fazem bem!
MAR ABERTO: Total!

Eu conheci o duo com o projeto “Referências”, que vocês fizeram versões de diversas músicas, com estilos variados. Minha pergunta é: se vocês pudessem escolher algum artista ou banda para fazer uma versão de alguma música da MAR ABERTO, quem vocês escolheriam?
Gabriela: Nossa, que demais!

Thiago: Nunca ninguém perguntou isso!

Gabriela: Sempre perguntam do feat né, eu já tava pensando…

Thiago: Eu imagino “Se fosse tão fácil” na voz da Ivete, da Claudia Leitte…

Gabriela: Nossa, eu tava pensando nela!

Thiago: Seria muito legal! Eu gostaria muito. Ou um especial de final de ano do Roberto Carlos, com ele tocando assim. “Ex-Amor”, imagina?

Mas dai com o Roberto Carlos vocês estariam juntos porque ele chama a pessoa para cantar com ele. Já virava um feat!
Thiago: Eu tenho três sonhos na televisão. Tinha né. Porque um era dar um selinho na Hebe, mas infelizmente não vai dar. Outro era ser entrevistado pelo Jô Soares, mas ele está por enquanto sem projetos. O terceiro seria o especial do Roberto Carlos. Pelo amor de Deus, Roberto Carlos, segue aí mais um pouco porque ainda vai dar!

O importante é jogar no mundo. Eu entrevistei algumas pessoas que na primeira vez comentam que querem fazer uma colaboração com tal artista, daí na segunda vez que eu entrevisto, ela já fez essa colaboração. Joguem no mundo!
Thiago: Marina, você é pé quente!

Agora que esse grande projeto que é o “Baseado em Amores Reais” está no mundo, o que os fãs podem esperar da MAR ABERTO para este final de ano, para o ano que vem? O que podem contar pra gente?
Thiago: Quando a gente lançou o EP, eu mandei mensagem pro Pietro e perguntei se era muito cedo para perguntar quais os nossos próximos passos [risos]. A gente tem muita música! Já enviamos 30 músicas novas pra gravadora. Na quarentena, a gente focou muito em compor tanto sozinhos como juntos e com outras pessoas. A gente grava coisa nova pra dar sequência.

Gabriela: Não tem nada muito certo do que a gente vai gravar em seguida, mas tem muita gente pedindo parte 2 de “Amores Reais”. Então…

Thiago: E tem muita gente pedindo feat. A gente quer também. Tem muito artista bom! Dá vontade de conhecer a galera de vários estilos e de fazer coisa junto. Não é determinado, mas a vontade é grande.

Tirando o Roberto Carlos que vocês já mencionaram, tem mais alguém com quem vocês gostariam de trabalhar?
Gabriela: Tem tanta gente!

Thiago: Vou falar um: Natiruts! Sabe de quem eu gosto demais? Do Jaloo! É um cara que veio do Pará, super indie o som dele… Quem mais? O John Mayer, imagina?

Gabriela: McFly!

Thiago: Tem muito artista bom. Haikaiss, por exemplo, adoraria fazer alguma coisa junto. Sou fã.

Gostariam de deixar um recado aos fãs e aos leitores da Nação da Música?
Thiago: Primeiro, muito obrigado à Nação pelo convite, pela oportunidade. A gente acompanha vocês há muito tempo e sabe da importância do portal para música. É muito legal ter gente que alimenta essa máquina de divulgação de músicas e vocês fazem isso muito bem. Obrigado.

Você que está lendo, que está assistindo, você tem bom gosto! [risos] Muito obrigado! E segue ouvindo a gente pra caramba, ouvindo “Baseado em Amores Reais”, segue a gente nas redes sociais…

Gabriela: Já fez todo o jabá! [risos]

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Marina Moia
Jornalista e apaixonada por música desde que se conhece por gente.