Entrevista: Matheus Torreão fala sobre EP “Compacto” e carreira solo

Foto: Yuli Nakamura

Matheus Torreão relançou recentemente seu EP “Compacto”, dessa vez nas plataformas digitais, trazendo além das duas divulgadas na primeira versão, a inédita “Meu Caro Amigo”, e estreando na carreira solo.

O cantor fez parte da banda A Caravana do Delírio, e agora segue apenas acompanhado do Exército de Bebês, carregando no currículo uma parceria com Clarice Falcão, inclusive faz parte com ela do “Especial de Ano Todo”, produção original da Netflix.

A Nação da Música conversou com o Matheus sobre esse momento, suas influências, e os projetos para seu primeiro álbum de estúdio.

Entrevista feita por Juliana Izaias.

————————————————————————————————————— Leia a entrevista

– Você está relançando o EP “Compacto” com a faixa bônus “Meu Caro Amigo”, além das duas já divulgadas anteriores. Por que a escolha de incluí-la no trabalho agora?

Matheus Torreão: A princípio, a ideia da faixa bônus era ter uma novidade pra ajudar a divulgar o lançamento do Compacto nas plataformas de streaming. Mas gravar Meu Caro Amigo também faz parte de um processo de me entender como um compositor que também consegue se sustentar sozinho com um violão, que começou desde que fiz isso pela primeira vez no Festival 4 por Cabeça, há um ano atrás. É a primeira faixa que gravo assim, então temos uma velha insegurança sendo superada aí, o que me deixa feliz.

– Você fez parte por muito tempo da banda A Caravana do Delírio, e agora está em carreira solo ao lado do Exército de Bebês. Sentiu diferenças no processo criativo de uma forma para outra?

Matheus Torreão: No processo criativo das canções não, porque sempre compus sozinho. Talvez hoje ande mais desapegado em relação aos arranjos. Na Caravana eu exercia uma certa liderança musical, agora prefiro deixar uma parte bem maior desse problema pros outros (que são melhores nisso do que eu).

– E já há um projeto para o seu primeiro álbum de estúdio? O que podemos esperar dele?

Matheus Torreão: Sim, começo a gravar nos próximos meses. Pretendo continuar passeando entre gêneros e chegar num repertório que consiga equilibrar as canções novas e as antigas que ainda não tiveram a versão que merecem.

– Um dos singles do EP é a faixa “Adeus Meu Rock’n’Roll“, qual a história por trás dela? E como você vê o cenário do rock hoje no Brasil?

Matheus Torreão: É mais sobre ter que abandonar um estilo de vida por questões de saúde do que sobre a forma que eu enxergo o cenário do rock hoje. Escrevi num período de um ou dois anos da minha vida em que uma laringite crônica limitou bastante as minhas possibilidades de diversão.

– Quais foram as suas influências durante a produção do EP?

Matheus Torreão: O conceito como um todo veio mais do produtor musical, Guilherme Lirio. Quanto à composição das canções, é difícil dizer porque foram escritas em intervalos de tempo muito distantes. O Frevo da Aposentadoria tem bastante influência do Gil de 68. As outras duas confesso que não sei dizer bem. Não que tenham uma sonoridade única e particular, são canções pop. É só que no caso delas fui mais movido pela vontade de dizer uma coisa – e a partir daí as coisas fluíram – do que estava em busca de uma estética específica.

– Você já trabalhou com a Clarice Falcão em uma parceria no álbum dela. Podemos esperar alguma colaboração surpresa no seu próximo trabalho? Tem algum artista em especial que você gostaria que participasse?

Matheus Torreão: Sim, inclusive no mês que vem estreia o Especial de Ano Todo, na Netflix, que tem canções que escrevemos juntos. Curto bastante o trabalho de Tim Bernardes, gostaria de fazer algo com ele um dia.

– Gostaria de deixar um recado para os leitores do Nação da Música?

Matheus Torreão: Bons ventos!

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Juliana Izaias

Prefere ser chamada de Ju, estudante de jornalismo, apaixonada por música, festivais, seriados, gatos e Arctic Monkeys.

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