Em novembro de 2016, o carioca Mayam lançou seu álbum “8”, o segundo de sua carreira, que veio dez anos depois de seu primeiro trabalho de estúdio.

Produzido por Gabrieu Mello, do Playmobille, junto com o próprio artista, e lançado pelo selo Montanha, o disco já vem sendo escrito desde 2006 e conta com a participação de Maria Gadú na faixa “De Nós Dois”, que fecha o trabalho mais maduro do cantor.

A Nação da Música conversou com o Mayam sobre o novo álbum, seu amadurecimento musical, a parceria com Maria Gadú e o selo Montanha.

A entrevista foi feita por Juliana Izaias.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

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– O álbum é titulado “8”, contendo oito faixas, e um clipe divulgado no dia 08/08. A relação com o número já existia antes do disco, ou surgiu durante a produção deste?

Mayam: Surgiu durante a produção. Sempre fui ligado a assuntos místicos, física quântica, teorias alternativas, enfim… O símbolo do infinito já era uma coisa que me apetecia há tempos. Mas a relação com meu som, o número de faixas do disco, o lançamento, só aconteceu durante a produção mesmo. Quase no final, ainda rolavam dúvidas sobre colocar ou não certas canções, e sem perceber, selecionamos e fechamos 8. Depois, chegou o momento de lançar o disco após 3 anos com ele pronto aguardando a hora. Com tanta coisa dando certo, tanta dando errado também, o relógio da vida acertou o lançamento do clipe de estreia também para o mês oito. Mais uma vez sem a gente perceber! Enfim. Acho q esse número me escolheu mais do que o contrário!

– Como surgiu a ideia do clipe “Sua Guarda”?

Mayam: Batendo papo com meu amigo de infância e gênio de direção e edição Gabriel Garcia. Ele teve a ideia baseada na nova ferramenta do Instagram na época, que era o vídeo. A proposta era botar todos os amigos que conseguíssemos gravar em uma semana cantando um trechinho da música como em um vídeo curto do Instagram. Fui ligando e visitando todos que consegui nesse tempo e deu nesse vídeo que eu curto de um jeito diferente cada vez que vejo. Lembro dos dias de gravação com cada um, o processo…

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– As músicas que estão no álbum já estavam sendo produzidas há alguns anos, o que fez com que você decidisse divulgá-las apenas agora?

Mayam: O tempo de maturação é uma coisa muito pessoal de cada um. Acho que eu ter produzido no meu estúdio, me sentindo literalmente em casa, me permitiu uma entrega muito grande. Uma relação bem pessoal com a produção, sabe? Na minha vida pelo menos, nas grandes mudanças e acontecimentos nunca sou eu quem está com a rédea na mão… Sempre “os céus” haha. Eles sabem o timing perfeito e eu sigo totalmente. Em 2014 o disco já estava pronto, mas algo não me parecia certo para lançar. Agora, uma série de coisas me mostraram que era o momento. Acho que o fato de eu e meu sócio termos transformado o estúdio em selo e editora me deu a confiança que faltava e assim me senti apto a fazer pelo disco o que ele merecia.

– Como surgiu a parceria com a Maria Gadú? E o que você tá achando da recepção da música pela público?

Mayam: O Leandro Leo, que é nosso amigo em comum, me apresentou logo após ela vir para o Rio de Janeiro. Ela precisava gravar umas guias para a minissérie Maysa, mostrar para Jayme [Monjardim], enfim. Veio no meu estúdio e ali nasceu a amizade. Essas guias acabaram sendo o início do turbilhão de coisas na vida dela, depois de um ano e meio, Shimbalaiê já era amada por todo mundo. Em um sarau na casa dela, toquei a música “De nós dois” e ela amou! Já entrou fazendo backing vocal e disse que quando eu fosse gravar, cantaria comigo. E assim rolou! O público tem recebido de forma linda! Ter o nome Maria Gadú atrelado ao trabalho é um selo de qualidade sem dúvida. Para quem está conhecendo o disco agora, sinto as portas abertas e os ouvidos bem mais receptivos.

– O quão importante foi, para você, o intervalo entre os seus trabalhos?

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Mayam: A importância foi máxima! Maturação musical, estudo nos instrumentos e principalmente o tempo necessário para as composições nascerem. Pelo menos eu, acredito que nada acontece um dia antes ou um dia depois do que deveria.

– Como surgiu o selo Montanha, e o que motivou a criação dele?

Mayam: Nós temos um estúdio que é super propício a criação e produção. O gás de trabalhar transborda. Então nada mais justo que abrir o leque e tratar das nossas músicas e produções em todos os níveis: composição, edição, gravação e distribuição. Temos conhecido muita gente incrível e estamos ficando com um casting bonito, somente com amigos que estão empenhados em dar o máximo e pessoas que acreditamos.

– Gostaria de deixar um recado pros seus fãs e pros leitores da Nação da Música?

Mayam: Que estou flutuando de felicidade com o que estou recebendo das pessoas sobre o disco e que estou super empenhado daqui para soltar muitas coisas novas em breve.

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