Entrevistamos Meduza e Dermot Kennedy sobre hit single “Paradise”

meduza
Foto: Divulgação
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Em outubro do ano passado, o grupo italiano Meduza e o cantor irlandês Dermot Kennedy se uniram para lançar o single “Paradise”, que viria a estourar nas paradas de música, serviços de streaming e emissoras de rádio. O videoclipe da canção já possui quase 15 milhões de visualizações, enquanto o vídeo ao vivo da faixa contabiliza 3,8 milhões.

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Meu Funeral

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com Matt e Luke, da Meduza, e com Dermot Kennedy pelo Zoom sobre o sucesso de “Paradise”, a gravação remota da faixa e também sobre a possibilidade e vontade de tocarem no Brasil.

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——————- Assista ao vídeo da íntegra (ative as legendas!):

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——————- Leia a íntegra:
Max: Oi! Como você está?

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Estou bem! E vocês? Como estão hoje?
Max: Bem! Estamos apenas descansando em casa.

Dermot: Mesma coisa!

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Primeiro de tudo, gostaria de saber como vocês se conheceram! Como surgiu essa parceria?
Max: Nós o descobrimos [Dermot] porque a gravadora pediu que a gente remixasse o grande hit dele, “Power Over Me”, de 2019. Nós o conhecemos neste momento. E desde então, comecei a ouvir todas as músicas dele nas plataformas de streaming e o primeiro álbum também. Principalmente a gravação ao vivo do Spotify que eu acho incrível, preciso te falar isso!

Dermot: Obrigado, cara. Obrigado!

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Max: E a partir daí percebemos que a voz dele era muito legal e que combinava com o nosso som. Começamos a trabalhar então em algo para ele.

Como foi o processo criativo desta música? Vocês gravaram remotamente ou juntos?
Max: Infelizmente nós não conseguimos trabalhar juntos fisicamente nesta música, então nós começamos a trabalhar na faixa em nosso estúdio em Milão. Mas depois nós terminamos todos juntos pelo Skype. Tentamos fazer tudo da melhor maneira possível, obviamente. O sentimento não é o mesmo do que quando fazemos pessoalmente, juntos, no estúdio, sabe? Mas ele é muito talentoso, então conseguiu finalizar a faixa e gravar tudo na casa dele, no estúdio. É, foi isso, um processo bem básico.

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Dermot: Foi doido fazer assim, no entanto. Estar no telefone enquanto gravava… É muito diferente e eu nunca havia feito isso antes. Mas foi legal estar tão confortável, em casa, enquanto gravava a música. Foi algo bacana de se fazer.

Vocês acham que isso vai se tornar algo comum agora? Por causa da pandemia, muitas pessoas estão gravando desta maneira. Colaborações ou até um álbum todo. Vocês acham que isso se tornará comum?
Max: Para ser sincero, eu prefiro fazer as sessões pessoalmente porque, como eu disse, o sentimento é totalmente diferente e você pode consertar problemas e ideias em dois minutos ao invés de tentar explicar qual é o problema e como você quer que seja.

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Porque, é claro, em casa todo mundo está na sua própria zona de conforto. O clima não é o mesmo. E às vezes fica difícil trabalhar junto. Então eu prefiro trabalhar pessoalmente com as pessoas no estúdio. Estou ansioso para voltar a fazer isso o mais rápido possível.

Essa música é um grande hit. Não há dúvidas quanto a isso. Nos streamings, Youtube, no rádio… Como vocês se sentem com a resposta que esta música recebeu desde então?
Max: Nós estamos empolgados, para ser sincero! Dizer que esperamos isso é impossível, então toda vez é uma surpresa! Ter essa resposta das pessoas… Mas a reação com essa faixa foi incrível! Foi difícil porque é nossa terceira faixa, então a pressão estava um pouco alta. Porque não somos um grupo pop, que podemos trabalhar num disco de maneira mais artística. Trabalhar com música dance e house significa que precisa sempre ser um grande hit, se você quer trabalhar com rádio. Então a pressão é bem alta. Mas Dermot sabe muito sobre isso.

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E por que vocês acham que as pessoas se identificaram tanto com “Paradise” e em tão pouco tempo?
Max: Por causa da voz do Dermot. A voz dele fala diretamente com as pessoas… Porque quando você fala de algo específico, como falamos na letra de “Paradise”, desta distância que temos uns dos outros, e que estamos vivendo neste mundo, neste momento. Sabe, acabamos falando diretamente para as pessoas, para os corações, sobre as paixões delas… Sobre algo que é realmente pessoal. Acho que descreve muito bem o que estamos passando atualmente. Este é provavelmente o motivo da música estar se saindo tão bem. Mas é só a minha opinião, obviamente, talvez seja diferente.

Dermot: É, acho que especialmente neste ano que as pessoas não podem ir a lugar algum, sabe. Vocês estão em casa, eu estou em casa… Acho que todo mundo está imaginando o que é o paraíso para eles mesmos. E imaginando qual o primeiro lugar que querem ir quando viajar for possível novamente. Acho que é muito legal o fato das pessoas poderem ir a algum lugar na mente delas com esta música, considerando que elas não podem viajar por aí. Então poder ir ao paraíso mentalmente é uma coisa importante.

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O que podemos esperar de Meduza e Dermot para 2021? Discos novos, singles? O que podem nos contar?
Max: Eu começo?

Dermot: Sim, vai nessa!

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Max: Com 100% de certeza teremos novas músicas. Estamos tentando finalizar o novo single nas próximas semanas. Vamos lançá-lo em 2021, é claro. E também estamos trabalhando num projeto diferente, que tem a ver com colaborações. Um projeto de dez faixas com pessoas da cena underground, que amamos e respeitamos. Vamos trabalhar em faixas mais instrumentais, mais underground. Para o lado do rádio, sim, teremos novo single. Talvez uma nova colaboração com o Dermot, nunca se sabe!

Dermot: Para mim, no próximo ano, vai ser o ano do meu segundo álbum e, obviamente, as notícias que temos recebido são muito boas, em relação a vacinas e tudo o mais, então eu realmente gostaria de fazer uma turnê no ano que vem. Quero fazer muitos shows. Tem muitos shows do meu primeiro disco que eu não consegui fazer e daí vou lançar o segundo disco e começar essa nova jornada. É, será um ano bem cheio, acho que para todos nós!

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Eu já assisti ao vídeo incrível de vocês apresentando “Paradise” ao vivo, separadamente. Vocês já conseguiram se apresentar juntos ou ainda não tiveram a chance?
Dermot: Não, ainda não conseguimos. Mas vai chegar a hora! Eu fico pensando num grande festival onde vocês tocariam e eu apresentaria a música com vocês!

Max: É, com certeza vai acontecer!

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Dermot: Legal!

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Talvez até no Brasil! O que acham disso?
Dermot: Sim, talvez!

Max: Seria incrível, sinceramente!

Dermot: Não consigo pensar em muitos lugares melhores, para ser sincero.

Agora nós temos grandes festivais no país, como Lollapalooza, Rock in Rio… então quem sabe um dia? Se tudo estiver bem com o mundo…
Dermot: Vai ficar. Vamos chegar lá!

Vocês recebem muitas mensagens de fãs brasileiros?
[juntos]: Sim!

Dermot: Eu sinto que todos nós recebemos bastante e sentimos essa paixão por música ao vivo no Brasil. E o Brasil estava na minha agenda, mas é claro que a agenda de todo mundo foi cancelada, então… Com certeza irei algum dia. Porque sei que é um país que ama música e que ama ouvir música ao vivo.

Max: Não consigo explicar melhor do que isso!

Então vocês possuem planos de vir para cá quando tudo estiver melhor…
Dermot: Sim, vamos dar um jeito.

E uma última pergunta: gostariam de mandar uma mensagem para eles?
Dermot: Eu gostaria de agradecer a todos que apoiam minha música no Brasil. Eu quero muito tocar no Brasil e fico triste que ainda não tenha acontecido, mas prometo que será muito bom quando chegar a hora!

Max: O mesmo pra gente! Brasil é um dos países que mais apoia a nossa música. Gostaríamos muito de ir e curtir a nossa música junto com as pessoas brasileiras! Estou ansioso para este momento.

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Jornalista e apaixonada por música desde que se conhece por gente.