Entrevista: Oceans Ate Alaska fala sobre inspirações para o novo álbum

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A banda britânica Oceans Ate Alaska esteve recentemente na grande Warped Tour, que passou por diversos estados da América do Norte. Foi a primeira vez do grupo no festival e a Nação da Música conversou com o guitarrista James Kennedy sobre os melhores momentos que eles viveram durante os shows e também sobre suas inspirações e próximo álbum.

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Perguntas por Rafael Strabelli e Marina Moia, e entrevista e tradução feitas por Veronica Stodolnik.

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—————————————————————————————— Leia a íntegra

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Como tem sido a Warped Tour de vocês?
James: Tem sido muito, muito quente! (risos) O calor é realmente insano, já que obviamente não temos essas temperaturas altas na Reino Unido. Mas tirando isso, a gente realmente ta gostando muito; todo mundo é muito prestativo, generoso e entende o que o outro está passando. Tem sido muito legal e nos sentimos muito gratos por estarmos aqui, tocando na turnê. E também pelas pessoas que vem nos assistir. A gente nunca tinha tocado na Warped Tour antes e nem em nenhum outro festival do tipo, então entrar de cabeça e ver a reação que a galera ta tendo tem sido uma loucura, mas estamos muito contentes mesmo com o resultado.

Tem alguma banda que vocês queriam conhecer, assistir ou até tocar junto e conseguiram nessa turnê?
James: A gente não tenta apenas conhecer pessoas, queremos fazer amizades. Então viemos pra Warped Tour e, desde então, se encontramos com alguém que ta só de boa, conversando com amigos, a gente sempre se apresenta e tenta agir normalmente e ser legal, coisas assim. Mas falando de bandas que queríamos assistir, a gente sempre quis ver Issues—e também nos tornamos amigos deles, o que tem sido muito legal. E logicamente também temos nossos contemporâneos no Chelsea Grin, com os quais também somos muito amigos; é muito bom poder estar com eles de novo, eles são demais. Rage War também, eles são incríveis, e a gente também tem passado bastante tempo com eles (risos). É engraçado, pois tem tanta gente na turnê que quando eu preciso lembrar de alguém eu não consigo me lembrar de cabeça.

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Eu imagino, tem mais de quarenta bandas na turnê!
James: É muito louco (risos).

Alguma cidade em que vocês tocaram neste verão que se tornou a favorita por algum motivo, talvez uma memória especial?
James: Oh meu Deus…

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Tantas assim? (risos)
James: Você veio me perguntar isso na hora errada (risos). Mas tiveram alguns bons momentos; Atlanta foi demais, a gente sempre se diverte muito lá. Acho que tivemos o maior público que já tocamos antes, então foi muito legal. Nós também tocamos em Denver outro dia, e foi muito incrível também. Na verdade, acho que o lugar mais louco que já estivemos foi em Minnesota, e só por que toda vezes que tocamos lá, eu não sei o que é; a criançada sempre fica muito feliz em nos ver, eles são demais. Não sei, acho que é por que éramos novos antes, mas quando voltamos dessa vez, foi muito parecido com Atlanta—um público gigantesco, com todo mundo indo a loucura. Eu fiquei sem palavras com aquilo, foi sensacional; eu fiquei muito feliz mesmo com esse show.

O último CD da banda foi lançado em fevereiro do ano passado. Vocês estão com planos para lançar o próximo álbum em breve?
James: Não esse ano, mas no começo do ano que vem; a gente ta começando a escrever agora. O material que vamos lançar vai mudar o jogo pra gente—eu sinto que o último álbum mudou muita coisa, mas de um jeito muito pessoal; foi um grande passo em nossas jornadas. Mas agora, com o álbum novo, nós vamos realmente impressionar muita gente. Não digo isso da boca pra fora, realmente quero dizer isso—vai ser muito diferente de tudo que você já ouviu. É bem bacana. Então sim, não vai demorar muito mais tempo, não se preocupem (risos).

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Quais as maiores inspirações para a banda?
James: Outra pergunta difícil! O ponto é: nós não somos uma banda que tem um sinal, um símbolo mega reconhecido que atrai a galera pra gente, por exemplo. Nós somos muito pró-vida no geral, acreditamos em ser você mesmo, e não temos nada dessa coisa de querer ser um rockstar falso. Então em termos de inspiração, a gente tira um pouco de tudo. Nós ouvimos de tudo, especialmente eu— quero dizer, todos nós, nós não ouvimos só metal exclusivamente. Eu acho que é isso que mais bandas tem que parar de fazer, a galera fica muito bitolada em só ouvir metal. Isso não ajuda a se diferenciar das outras bandas, e acho que o que nos ajuda muito é o fato de ouvirmos um pouco de tudo.

E não só isso, mas também o fato de que acreditamos que nós não precisamos procurar inspirações apenas em músicas, mas por exemplo, não sei se posso contar isso… Mas já temos algumas coisas gravadas para o novo álbum, alguns demos que foram gravados simplesmente em diferentes partes do Reino Unido, depois de passearmos um pouco, passar um tempo na rua, ouvir sons diferentes, coisas relevantes. Então podemos dizer que temos de tudo em nossas músicas. Resumindo… Depois dessa enrolação toda (risos), o que eu quero dizer é que nós tiramos inspiração de tudo ao nosso redor.

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Qual você acha que é a maior diferença entre a cena do rock dos Estados Unidos e do Reino Unido?
James: Eu sei que os fãs são definitivamente mais soltos nos Estados Unidos (risos). Eles só querem se divertir. Não me leve a mal, o Reino Unido é demais, e a criançada lá também se diverte; o problema é que eles são oito ou oitenta com as músicas que eles escutam, então muitas das pessoas que nos ouvem não entendem direito porque nossas músicas tem muita informação, e lá a galera exclui muitos gêneros musicais, então eles… Não diria que eles ficam confusos com a nossa música, mas eles ouvem e não conseguem se conectar ao nosso som como a galera daqui. A criançada americana é muito aberta e receptiva a tudo, o que é muito legal. A cena é bem parecida em muitos outros aspectos também, tipo, aqui em certas áreas nossos fãs ficam muito mais contente em nos ver do que em outros lugares. Por exemplo, tenho que certeza de que os próximos três shows na Califórnia vão ser insanos porque sempre temos públicos grandes por lá. Não tem muita diferença, é mais o jeito com o qual as pessoas interpretam as músicas.

Recentemente, vocês lançaram um divertido vídeo lendo a reação dos haters sobre a banda. De onde veio a ideia de fazer isso? Vocês sempre levam essas coisas no bom humor?
James: Oh meu Deus, ok (risos). Basicamente uns meses atrás, acho que no começo do ano… Quando nos reunimos na casa do Chris [Turner, baterista] para escrever, nós sempre ficamos nos fundos da casa dele. E um dia, depois de tentar escrever a tarde e não chegar em lugar nenhum, o Chris ficou “ok, vamos nos divertir um pouco e escrever qualquer coisa”, e virou para o Mike e perguntou “cara, você consegue fazer um som de boombox legal, não consegue?”. Mike, nosso baixista, é ótimo nisso, então ele disse que sim, e o Chris mandou ele criar uma batida. Então ele gravou isso, e aí do nada às vezes ele coloca pra tocar e começa a dançar e fazer umas letras bem estúpidas e engraçadas. Aí chegamos num ponto em que tínhamos a batida, a letra e ficamos “ok, nós demos até uma letra pra essa melodia, o que ta acontecendo?” (risos). Então basicamente acabamos com esse rap bem tosco. E por algum motivo o qual eu não me lembro, Jarrod Alonge [youtuber] estava no nosso ônibus umas semanas atrás, e ouviu a música; eu não sei como, mas ele ouviu, e ficou tipo “ok, nós vamos gravar um vídeo pra essa música amanhã”. (risos) Foi mais ou menos assim que tudo rolou; o que começou com uma brincadeira acabou se tornando muito mais do que isso, e virou sério (risos).

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O que vocês tem preparado para a banda depois que a Warped Tour acabar?
James: Na verdade, temos mais alguns shows pela Europa. Vamos fazer uma mini turnê como ato principal no final de Setembro, mas fora isso, só pretendemos escrever e gravar o próximo álbum.

Vocês tem planos de vir para o Brasil?
James: Nós amaríamos ir para o Brasil. Brasil, Japão, Havaí e Austrália, esses são os lugares que mais queremos ir A gente sempre recebe muitos recados da galera do Brasil e da América do Sul num geral, e queremos muito poder visitar.

Fãs brasileiros são conhecidos por serem bem intensos, e sempre deixar nas redes sociais da galera mensagens de “come to Brazil!”. A galera sempre comenta disso, mas sempre que quando eles vão pra lá eles tem uma resposta muito boa, por que os fãs brasileiros sempre dão de tudo nos shows, a energia é incrível.

James: Sim, sempre vemos os comentários nos nossos vídeos e fotos! Não é algo que estamos evitando, pode ter certeza que é algo que definitivamente queremos muito. Nós sempre pensamos em como ia ser foda ir pra o Brasil, espero muito poder ir logo!

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Veronica Stodolnik: Paulista que mora nos Estados Unidos desde 2011, e colabora no Nação da Música com entrevistas e cobertura de eventos internacionais. Amante de música e literatura, atualmente cursa um mestrado de comunicações, não vive sem seu PS4 e assiste muitas séries de TV nas horas vagas.