Entrevistamos Qxó sobre novo EP solo “Peruana”

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qxó
Foto: Divulgação

O rapper Qxó lançou na última sexta-feira (15) o segundo EP da carreira solo, intitulado “Peruana”. Com seis faixas, o trabalho vem com parcerias como Luccas Carlos e Ferrugem.

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com o músico sobre o lançamento do EP, o processo criativo do trabalho e também sobre colaborações musicais.

Entrevista por Marina Moia.

—————————————– Leia a íntegra:
Olá, Qxó! Como está sendo estes dias de lançamento da “Peruana” até agora? Já conseguiu ter feedback dos fãs?
Qxó: Já, já consegui ter feedback dos fãs. Fiz uma enquete no Instagram e está disparado “Prometi Nada” como a preferida. Essa semana do lançamento está muito legal porque se a gente contar como sete dias úteis, eu vou ter dois clipes lançados numa semana. “Prometi Nada” no dia 15 e “Peruana” no dia 19. Depois vou ter um lançamento a cada semana até junho, clipe atrás de clipe, então está sendo muito proveitoso e produtivo toda semana lançar alguma coisa.

O segundo trabalho sempre é muito importante, pois vem pra mostrar se o músico consegue inovar sem perder a identidade. E foi o que você fez. Como se sentiu ao criar este EP? Como foi o processo criativo desta vez?
Qxó: O processo criativo dessa vez foi um pouco mais intimista do que o outro. Um pouco mais lírico do que o “Empatia”. Eu tentei fazer tudo do jeito que o Qxó é mesmo, justamente para eu não perder a identidade. Na verdade, para consolidar a identidade musical, visual, gestual… Eu me sinto mais orgulhoso do que eufórico com o EP “Peruana”.

O EP conta com diversas participações, com seus amigos músicos. Como foi trabalhar com eles em estúdio?
Qxó: Ai que legal essa pergunta! Foi muito bom trabalhar com eles em estúdio porque todo mundo que está dentro desse disco se conhece há muito tempo. Todo mundo, sem exceção. Eu acho que só quem não conhecia era o Papatinho e o Ferrugem, porque o Ferrugem nunca tinha ido ao estúdio do Papatinho e a primeira vez foi pra gravar “Como Que Eu Fico”.

Mas eu conheço o Papatinho há anos, da estrada, do Start, Cone Crew. O Sain nem se fala, ele é meu irmão, a gente se fala todo dia. O Luccas Carlos é cria do Start, temos ele como nosso afilhado musical. Então, o âmbito foi muito de amizade na hora da criação, de ouvir a opinião deles e entender a participação deles. E resultou em algo maravilhoso, pelo menos eu acho, e por isso tenho orgulho. Eu acho que a amizade fez o trabalho ser feito de coração.

Se pudesse escolher qualquer pessoa, com quem gostaria de colaborar no futuro?
Qxó: Seria o Marcelo, vocalista do Dead Fish. Eu acho que a gente até já poderia ter feito alguma coisa sim, mas como eu disse anteriormente, quando a coisa é feita na amizade, de uma forma mais natural, ela ganha um valor maior, não um preço. Acho que se a gente tiver que fazer, a vida vai dar um som pra gente. Mas acho que seria uma combinação muito boa, Qxó e Marcelo Suicidal do Dead Fish.

Falando em futuro, já possui planos para o pós-pandemia? Consegue pensar no que quer fazer assim que tudo isso passar?
Qxó: No pós-pandemia eu quero fazer show até ficar dois anos longe de casa [risos] . To brincando, mas tenho planos sim, de fazer outras coisas, entrar em outros âmbitos no pós-pandemia. Na verdade, tenho planos de entrar [nesses planos] ainda na pandemia porque a gente sabe que ela vai perdurar por um tempo infelizmente, pelo menos aqui no Brasil.

No pós-pandemia eu quero estar muito bem estruturado, assim como eu era no Start, assim como eu era na época do single “X”, na cena musical. Não só na cena do rap. Quero executar meu trabalho da melhor forma e com todo o meu suor possível.

Gostaria de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Qxó: Primeiro recado pros leitores da Nação da Música: ouçam o EP “Peruana”. Você vai se identificar com alguma faixa, com certeza. Segundo recado: se cuidem! Se cuidar não é só tomar remédio, se cuidar não é só lavar a mão. Se cuidar é fazer o circuito diário de responsabilidades consigo mesmo. Terceiro recado que eu quero dar é: valorizem o rap. Não entrem em tretas do rap porque o rap é um dos estilos musicais que mais tem dificuldade de crescer no Brasil. E quando a gente tem briga envolvido, sempre demora mais, qualquer coisa. Quando menos brigas a gente tiver, maior a gente vai estar.

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