Entrevistamos Rey Pila sobre novo disco “Velox Veritas”

rey pila
Foto: Divulgação
Mar Aberto
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A banda mexicana de rock Rey Pila lançou em agosto passado o terceiro disco da carreira, chamado “Velox Veritas”. O trabalho é sucessor de “The Future Sugar”, de 2015.

A Nação da Música conversou com o integrante Diego Solórzano sobre o lançamento do álbum, o trabalho com o produtor Dave Sitek, as gravações nos EUA e também sobre a influência da quarentena na criatividade.

Entrevista por Marina Moia.

————————————— Leia a íntegra:
Oi! Obrigada por falar com a Nação da Música! Pode nos contar sobre o processo criativo de “Velox Veritas”? Quão diferente foi do disco anterior “The Future Sugar”?
Diego: Hola! Pergunta difícil de responder… não sei exatamente. Quando escrevemos músicas, dependemos mais dos nossos instintos do que de cálculo criativo. O processo de produção vai pelo mesmo caminho para nós. Claro que tempo é um fator que ninguém escapa por bem ou por mal, tendo dito isso, eu tenho certeza que tempo e maturidade tiveram um grande papel em fazer a diferença entre esses dois discos.

Mar Aberto
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Como foi trabalhar com Dave Sitek?
Diego: Sempre temos lições a aprender com pessoas como Dave. Pessoalmente, eu acho que as músicas estavam num ótimo ponto antes mesmo do Dave trabalhar nelas. Em retrospectiva, eu acredito que confiar nos instintos criativos e artísticos de si mesmo deve ser o bastante antes de colocar mais cozinheiros na cozinha. Enfim, tudo parte do processo de estar numa banda.

A banda toda é da Cidade do México, mas o álbum foi gravado no Texas. Gravar num outro país afetou o trabalho da banda em algum momento? O que pode nos falar sobre isso?
Diego: Sim! É claro. Sonic Ranch é um lugar mágico que deixou uma forte marca na música que gravamos ali. A Cidade do México tem o mesmo efeito, até mais eu acho porque é onde nós moramos. É uma cidade que entra nas suas veias e te afeta de uma maneira muito positiva, criativamente falando.

A quarentena afetou a sua criatividade ou as músicas que a banda fez?
Diego: Na verdade, não. Isso fez com que eu percebesse que é este é um momento para abrir meus olhos e trabalhar de uma maneira mais cuidadosa quando se trata de escrever novas músicas. Todo mundo vai ter algo a dizer depois que a pandemia acabar, provavelmente irão lançar dezenas de músicas… Mas a pergunta é se a mensagem terá um conteúdo sustentável nela. Não sei…

A Rey Pila já fez alguns shows no Brasil. Do que você se lembra da experiência de tocar aqui?
Diego: Foi fora deste mundo! Uma das melhores experiências que tivemos pessoalmente e como banda. Brasil e Argentina se tornaram um “antes e depois” para nós.

Tem alguma chance de uma turnê brasileira quando os shows ao vivo forem possíveis novamente?
Diego: [em português] Claro que sim!

Gostaria de deixar uma mensagem aos fãs brasileiros?
Diego: Hm… vejo vocês em breve, amigos e amigas!

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Mar Aberto
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