Entrevistamos Surfer Blood sobre novo disco “Carefree Theatre”

surfer blood
Foto: Divulgação
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A banda norte-americana Surfer Blood divulgou em setembro o mais novo disco da carreira, chamado “Carefree Theatre”. Escrito após o vocalista John Paul Pitts voltar a viver na Flórida, o álbum não se trata apenas de uma volta às origens, mas também sobre completar um ciclo.

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A Nação da Música conversou com o músico sobre a importância do novo álbum, o período de quarentena e também sobre o futuro da banda.

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Entrevista por Marina Moia.
————————————— Leia a íntegra:
Em setembro, a Surfer Blood lançou o novo disco “Carefree Theatre”, depois de 10 anos do lançamento de “Astro Coast”. O que este álbum significa para a história da banda?
John: Estou muito orgulhoso do novo disco. Eu não acredito que já se passaram 10 anos! Olhando para trás, eu não consigo pensar numa maneira melhor de se passar a última década. Nós fomos sortudos o bastante de termos feito shows pelo mundo todo e de termos colaborado com algumas pessoas muito talentosas. Tem sido uma experiência de aprendizado e também teve muita tragédia ao longo do caminho. No final do dia, ainda é sobre fazer música com seus amigos.

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Foi bom trabalhar com Kanine Records de novo. Eles entendem completamente o que nós queremos e estão sempre nos apoiando. Eu espero que 2021 seja um grande ano para turnês, nós realmente sentimos falta de tocar ao vivo.

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O que mais mudou no processo criativo da banda desde o primeiro disco? Tem algo que você sente falta daquela época?
John: De diversas maneiras, o processo é o mesmo. A principal diferença é que eu tenho uma confiança maior no processo de gravação e na visão artística. Eu passei meses mexendo no “Astro Coast”, alterando os sons das guitarras. Brincando com efeitos vocais. Eu nunca havia feito um disco antes e estava tentando descobrir como tudo funcionava.

Agora que temos 5 discos e 3 EPs lançados, eu sei que encontramos um som que é inconfundível. Dito isso, ainda somos nós quatro no nosso armazém de gravação tentando encontrar diferentes sons e mixando tudo nós mesmos. É legal ter bastante ajuda do Mikey e Lindsey gravando os vocais, a adição dos vocais de apoio deles realmente expandiu as possibilidades para nós.

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A pandemia afetou a criatividade ou as músicas que estão fazendo atualmente?
John: Nem tanto. Escrever música é sempre um processo solitário. Uma música é apenas uma ideia na sua cabeça até você compartilhar com outras pessoas, dai ela cria uma vida própria. Nós estávamos terminando “Carefree Theatre” e “Hardboiled” antes da quarentena, e é satisfatório ter a oportunidade de compartilhar essas músicas com o mundo.

Nós temos feitos algumas lives esporádicas, mas não substitui tocar ao vivo para um público. Shows são o que mais sinto falta. Não apenas me apresentar, mas também ser capaz de ir em shows. Eu espero que muitos locais de shows independentes sejam capazes de aguentar essa tempestade, pois eles são os pilares de todas as comunidades.

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Com “Carefree Theatre”, vocês estão finalizando um ciclo. O que podemos esperar do futuro da Surfer Blood?
John: Nós começamos a trabalhar em novas músicas. Neste momento, está tudo bagunçado, mas tenho certeza que ficará melhor conforme passo mais tempo trabalhando nelas. Eu não posso dizer com certeza qual a direção que a banda está indo, mas novas ideias estão começando a tomar forma.

Surfer Blood já fez alguns shows no Brasil. O que vocês se recorda da experiência de tocar no país:
John: Nós tivemos tantas experiências boas no Brasil. A primeira vez que fomos pro Rio foi épico. Que cidade linda! Eu nunca tinha ido num lugar em que você pode andar e ver pequenos macacos no topos dos prédios. A gente se hospedou perto da praia e compramos cocos frescos todas as manhãs e depois do show nós fomos nadar no oceano de madrugada.

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Nós tocamos num festival chamado “Wild Nothing” em São Paulo alguns anos depois. Aquele foi um dos melhores finais de semana da minha vida. Eu comi um sanduíche de mortadela depois do show e estava tão delicioso. Depois, fomos numa festa num terraço e passamos a noite conversando com brasileiros e olhando a cidade se estendendo no horizonte em todas as direções. Foi mágico.

Há chances de rolar uma turnê brasileira quando shows ao vivo forem possíveis novamente?
John: Eu amaria, espero que tenhamos ganhado alguns fãs. Eu espero que os EUA seja capaz de controlar essa pandemia em breve. Surfer Blood nunca tirou férias de turnês por tanto tempo assim, e viajar internacionalmente com a banda é uma das minhas coisas favoritas.

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Gostaria de mandar um recado aos fãs brasileiros?
John: Aguentem firme. Este ano tem sido difícil para todo mundo e todos nós fizemos sacrifícios. Quando as coisas voltarem ao normal, vamos nos lembrar de apreciar quão maravilhoso é estarmos juntos e aproveitar o que a vida tem a oferecer!

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Jornalista e apaixonada por música desde que se conhece por gente.