Entrevista: The Maine fala sobre os 10 anos da banda e amor pelo Brasil

A banda The Maine já é velha conhecida do público brasileiro. Em julho, eles voltam ao país pela quinta vez, para shows em São Paulo, Limeira, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

O novo álbum, “Lovely, Little, Lonely”, chega no dia 07 de abril e o grupo já liberou o primeiro single “Bad Behavior”, que ganhará clipe nesta quinta-feira (23). A Nação da Música conversou com o guitarrista Kennedy Brock sobre o amor que The Maine sente pelo Brasil, o que esperar do novo álbum e também sobre o aniversário de 10 anos da banda.

Entrevista feita por Marina Moia.

————————————————————————————————————— Leia a íntegra

The Maine completou 10 anos de idade! Você imaginou que chegaria tão longe quando começaram a banda? E o que mudou desde 2007?
Kennedy: 
Sinceramente, eu acho que a gente sempre teve metas, não sei se chegar aos 10 anos era uma delas no começo. No início, a gente queria ver se conseguíamos fazer música juntos. Acredito que sempre que alcançamos uma de nossas metas, nós nos esforçamos para chegar mais longe. E eu acho que, com o passar dos anos, nós percebemos que sim, nós queremos ser uma banda por 10 anos, e por mais 10.

Para nós, como uma banda, o jeito que mudamos foi que ficamos mais próximos um do outro. Estamos mais focados nas coisas que queremos fazer e ficamos melhores em alcança-las. Eu acho que com o passar dos anos, evoluímos no que fazemos.

E vocês celebraram o aniversário de 10 anos com o 8123 Fest, no Arizona, com muitos fãs, amigos e bandas. Como foi? Porque parece que foi demais!
Kennedy: 
Foi incrível. Incrível! Foi inacreditável. Eu nunca experienciei nada como aquilo num show antes. Foi louco ter pessoas de todos os cantos do mundo. Amigos nossos que vão a tantos shows… e todo rosto na plateia era um rosto conhecido! É inacreditavelmente… é difícil de explicar o sentimento de olhar para tantas pessoas e saber que elas são tão próximas da gente. Foi doido. Como uma festa de família gigantesca!

Vocês planejam uma segunda edição do 8123 Fest? Talvez uma no Brasil, quem sabe?
Kennedy: 
Eu não negaria essa possibilidade! Eu amaria isso! Eu acho que o Brasil seria o lugar perfeito para algo desse tipo. Os brasileiros realmente sabem como aproveitar nesse tipo de situação e nós tivemos shows incríveis no Brasil e, sim, nós amaríamos fazer algo do tipo, tenho certeza. No geral, eu acho que o 8123 Fest é algo que vamos tentar realizar de novo no futuro.

Falando no Brasil, vocês vão estar aqui muito em breve. E parece que cada vez que vocês voltam, a turnê fica maior, tem mais shows, mais fãs. Como você se sente com essa recepção? E o que os fãs podem esperar dessa turnê?
Kennedy: 
Para mim, desde a primeira vez que fomos ao Brasil, eu me apaixonei! As pessoas, os lugares, a comida, a língua, tudo. Eu ainda não sou nada bom em português porque eu pratico raramente, mas eu sinto que, uma vez que estamos no país, nós estamos numa segunda casa. Eu estou muito feliz que somos capazes de voltar várias e várias vezes e que as pessoas maravilhosas e os fãs que temos no Brasil nós permitem retornar e nos apoiam do jeito que apoiam. Eu acredito que sim, nós amaríamos voltar sempre e tocar em mais e mais lugares. Nós vamos para Brasília desta vez e estou super empolgado com isso, e outras cidades que nunca estivemos antes. Isso é muito legal. Nós amamos. Eu amo explorar, amo viajar pelo mundo, e o Brasil tem sido um lugar maravilhoso para mim e para meus colegas de banda. Então sim, é muito empolgante poder fazer tudo isso de novo.

Novamente, vocês vão realizar meet&greets gratuitos nos shows. Os fãs amam a ideia, claro, e para a data de São Paulo, os ingressos para o m&g acabaram em cinco minutos! Como é pra vocês conhecer cerca de 400 pessoas seguidas, cada noite?
Kennedy: 
É um pouco insano. Pode ser um pouco barulhento. Mas é muito divertido. Eu acho que tem muita empolgação e nós sentimos isso. Nós ficamos tão animados para conhecer as pessoas também. Eu amo! Eu consigo praticar meu português quando falo com as pessoas, eu tento falar um pouco e faço perguntas para os fãs. Para mim, é muito interativo. Eu fico quase tão empolgado quanto a pessoa dizendo ‘Oi’ para mim. Então, sim, nós aproveitamos.

Nós sempre prezamos isso como banda, de um jeito diferente nos Estados Unidos, mas em todos os lugares nós tentamos nos certificar que saibam que somos pessoas assim como vocês. E é ótimo que possamos dividir essa conexão tão legal com nossos fãs no Brasil.

Então, “Lovely, Little, Lonely”… é quase um trava-língua!
Kennedy: 
Sim! [risos]

O novo álbum será lançado em poucos meses. Vocês divulgaram apenas uma música até agora… O que você pode me falar sobre o disco?
Kennedy: Nós não conseguiríamos estar mais empolgados por esse álbum. Para mim, é a minha coisa favorita que já fizemos. Geralmente, esse é o caso com discos novos, mas acredito que dessa vez sentimos algo especial. As coisas realmente “clicaram” bem. Talvez seja o fato por estarmos fazendo isso por 10 anos, mas honestamente eu não acho que conseguiríamos ficar animados com o lançamento de um disco.

É ótimo que a primeira música, “Bad Behavior”, já teve uma resposta muito legal. Eu fico impressionado com a quantidade de pessoas que estão empolgadas com essa música. No 8123 Fest, nós tocamos e as pessoas já cantaram junto… Isso pra mim foi tão insano. Eu acho que esse álbum é algo que nós trabalhamos muito, muito duro. Nós colocamos tudo que tínhamos na produção dele e estamos muito orgulhosos dele. Estou bem ansioso para ele ser lançado e com o fato dele ser lançado tão perto da nossa ida ao Brasil. Eu acho que essa empolgação vai preencher o palco!

O videoclipe de “Bad Behavior” será lançado amanhã, certo? Isso é empolgante!
Kennedy: 
Sim, muito!

É o primeiro e único single até o momento. Pretendem divulgar mais alguma música antes do lançamento oficial de “Lovely, Little, Lonely”?
Kennedy: 
Claro! [em português] Sim, nós definitivamente vamos lançar mais músicas, mas queríamos ter certeza que “Bad Behavior” fosse o pontapé inicial. Nós temos o vídeo para ser lançado, estamos muito animados para mostrá-lo, é muito divertido e estou bem empolgado com tudo isso. E sim, vamos liberar mais algumas faixas conforme nos aproximamos do lançamento do álbum.

The Maine já tem 2 EP de covers. Se vocês lançaram um terceiro, no futuro, qual banda ou música que você escolheria para fazer um cover?
Kennedy: 
Oh cara… eu não sei! Muitos dos covers que fazemos são espontâneos. Muitas vezes nós escolhemos algo que simplesmente se encaixa. Eu realmente não sei o que faremos a seguir. Tem alguma banda brasileira que devemos fazer um cover?

Ah sim, tem muitas bandas brasileiras! Não vou conseguir citar uma agora, mas não sei. Talvez um clássico da nossa música, como Gilberto Gil ou Caetano Veloso? Talvez? Eles são bem diferentes do que vocês fazem, mas seria bem legal!
Kennedy: 
Totalmente! Acredito que, pra nós, fazer covers é sobre expandir nosso gosto musical e nos permitir fazer algo que é meio diferente para ganhar conhecimento, talvez em como faremos algo nosso no futuro.

E os brasileiros ficariam doidos se tivesse cover de alguma música brasileira no próximo EP. Eles quebrariam a internet, tenho certeza!
Kennedy: 
Não é? [risos] Vou falar pras pessoas mandarem sugestões, seria divertido. Eu adoraria pelo menos ouvir as músicas.

Vou te mandar algumas pelo Twitter…
Kennedy: 
Seria ótimo!

E qual banda ou artista você gostaria que fizesse um cover de alguma música do The Maine?
Kennedy: Eu não sei! [risos] Isso é divertido! Todos os nomes que estou pensando, eu ficaria deslumbrado se eles fizessem um cover. Honestamente, eu acho que seria interessante… Nós temos esses grandes amigos numa banda chamada The Technicolors, e o Brennan, que toca e canta para eles, tem um jeito tão interessante de pensar nas músicas. Eu realmente amaria ouvir se ele fizesse um cover de alguma música nossa. Então, talvez Brennan do The Technicolors.

É uma possibilidade fácil. Ele é um amigo…
Kennedy: 
Sim, mas ele é um grande compositor. E ele é realmente uma possibilidade, sim. Eu vou manter numa esfera real.

Como funciona na hora de escolher a setlist? Porque vocês tem muitas canções e sei que os fãs também pedem muitas músicas…
Kennedy: 
Nos Estados Unidos é diferente porque fazemos mais shows, para pessoas que viajam e vão em mais de um show. Então muitas vezes escolhemos uma setlist no começo da turnê, por exemplo, quando formos ao Brasil teremos uma setlist em mente e tentaremos manter uma boa quantia de músicas de todos os períodos, se conseguirmos. E nós também tentamos anotar o que nós tocamos da última vez. Talvez da última vez que fomos ao Brasil, nós tocamos certas músicas, talvez a gente escolha algumas diferentes do álbum. Sempre muda. E de vez em quando, no primeiro show tocamos várias coisas e decidimos que não funcionou bem como gostaríamos, e mudamos isso, isso e aquilo. E ficamos mais confiantes com o setlist. É sobre a energia que ela traz e os altos e baixos, como uma montanha russa. Nós queremos que seja bom para a plateia, assim como para nós mesmos.

Quer deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?
Kennedy: 
Com certeza! Eu amo o Brasil e eu mal posso esperar para voltar. Eu só quero que todos saibam que estamos mais empolgados e prontos para ir do que jamais estivemos. Então nós vamos levar o melhor show que pudermos para o Brasil. Esse é um ano de pura empolgação para nós do The Maine e vamos fazer muita coisa neste ano!

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Marina Moia
Bauruense de coração, é formada em Jornalismo e apaixonada por música desde que se conhece por gente. Acredita que não tem nada como um show para alimentar a alma e levantar o ânimo. É também viciada em seriados e não dispensa uma boa maratona de episódios.

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