Entrevistamos Dominick sobre novo disco “Quarantine Songs”

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dominick
Foto: Divulgação
@nacaodamusica

Em junho deste ano, o cantor Dominick divulgou o segundo álbum da carreira, intitulado “Quarantine Songs”. O trabalho foi feito durante o período de isolamento e explora temas como mecanismos do capitalismo, medo pós-confinamento, questões ambientais e brutalidade policial.

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar Dominick sobre o processo criativo de disco, as inspirações musicais e também sobre o recente cover da Xuxa que ele divulgou.

Entrevista por Marina Moia.

————————– Leia a íntegra:
Oi, Dominick! Obrigada por falar com a Nação da Música. Você divulgou o segundo disco da carreira, “Quarantine Songs”, há alguns meses. Como o próprio nome já diz, assim como as letras, o trabalho foi feito em plena pandemia e muito influenciado por questões atuais do nosso mundo. Como foi esse processo criativo, de composição, para você?
Dominick: Foi bem simples na verdade, foi bem tranquilo, todas as letras foram escritas em menos de um mês. Foi muito importante também porque contei com a ajuda da Letícia Robles Rizzo e da Amanda Martins nas composições.

E na verdade muito dos tópicos do álbum já vem rondando o mundo por muito tempo, nem tudo é novo em 2020 e eu acho que talvez o desafio e diferencial foi falar sobre a quarentena sutilmente durante todas as faixas.

Pessoalmente, quais foram as maiores diferenças entre a produção do seu disco de estreia e “Quarantine Songs”?
Dominick: A maior diferença entre o primeiro álbum e o segundo foi eu ter gravado literalmente tudo sozinho e isolado. O meu primeiro álbum, eu gravei em São Gonçalo e trabalhava e morava em Niterói, fiz em um home studio de um amigo e toda minha folga eu ia para lá gravar. Já o segundo disco, no momento da quarentena eu tive tempo sobrando e pude largar todos meus outros projetos musicais e me dedicar a este novo da quarentena, sobre esse momento específico que estamos a viver.

Recentemente, você divulgou um cover inusitado da Xuxa! Como surgiu essa ideia?
Dominick: Então, eu nunca gostei de tocar cover em geral, mas aí eu comecei a morar com a Amanda Martins que sempre me pedia para tocar umas músicas covers na sala e fui pegando um pouco de gosto. Um dia eu acordei com a música “Dança do Macaco” na cabeça, percebi como a melodia é simples e bonita, mas achei que poderia ser melhor aproveitada, desta forma fui tirando novos acordes na música, coloquei uma linha de baixo e foi fluindo. Gostei muito do resultado e lancei.

Você mudou do Rio de Janeiro para a Inglaterra neste ano, certo? Como o país inglês influencia na sua música? Sente diferença criativamente falando em relação ao Brasil?
Dominick: Na verdade estou na Inglaterra faz dois anos e sempre fui muito influenciado pela música de língua inglesa, meu pai sempre ouviu bastante música estrangeira e então eu acho que não mudou muita coisa em relação a influência.

Talvez me deu novas histórias como “98 holborn” que é uma história em uma atmosfera gelada, consigo sentir uma referência Inglesa nela. mas ao mesmo tempo tem músicas que parecem ter acontecido na atmosfera brasileira na minha opinião como na música “III”.

Como você descreveria o som da música para alguém que está conhecendo o seu trabalho agora?
Dominick: Diria que meu trabalho é um álbum e não é sobre ouvir uma única música. Eu acredito que sonoramente atinge vários lugares e referências e pode ser uma experiência muito interessante de ouvir como um álbum todo, mas não me identifico com nenhum estilo específico, ou talvez me identifico com todos.

Quais as suas maiores referências musicais atualmente?
Dominick: Não tenho ouvido muita música ultimamente, mas quando sinto vontade ouço Negro Léo, Ariel Pink, Earl Sweatshirt, MF DOOM, Kanye West

Com quem gostaria de fazer uma colaboração no futuro?
Dominick: Adoraria trabalhar com Negro Léo e Ariel Pink juntos no mesmo projeto, imagina? (risos). Eu queria muito trabalhar com Tamy Tectoniza também, mas esse sonho está prestes a se tornar real.

Gostaria de deixar um recado aos leitores da Nação da Música?
Dominick: Espero que quem não ouviu ainda o álbum goste do trabalho e se sinta à vontade para vir conversar comigo sobre. Para quem já ouviu, agradeço novamente. Tenho recebido muitas mensagens positivas sobre o trabalho e conversado com muita gente, tenho conhecido muitas pessoas e estas estão me ajudando a divulgar, agradeço bastante.

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