Entrevistamos McFly sobre nova era e amor pelos fãs brasileiros

Foto: Divulgação

Quando eu tinha 13 anos, conheci a banda McFly pelo filme “Sorte no Amor”, em que interpretam eles mesmos numa comédia romântica protagonizada por Lindsay Lohan e Chris Pine. O ano era 2006 e eu me apaixonava perdidamente pelos quatro rapazes britânicos que cantavam músicas divertidas sobre amizade e amor. O grupo me trouxe amizades que permanecem até hoje, canções que ainda sei de trás pra frente e muitos momentos legais em shows e encontros com fãs.

Confesso que eu me afastei da banda depois do disco “Above The Noise”, de 2010, por causa da vida corrida, vestibulares, faculdade e a vida adulta, e acabei me desprendendo um pouco da rotina de fã, mas o amor por eles sempre esteve lá. Portanto, quando foi anunciado que finalmente iriam lançar um novo disco de inéditas, o coração de Galaxy Defender palpitou mais forte.

McFly já lançou três músicas nesta nova era: “Happiness”, “Growing Up” e a mais recente de todas, “Tonight Is The Night”. Todas estarão no disco “Young Dumb Thrills”, que tem data de estreia marcada para o dia 13 de novembro.

A Nação da Música teve a oportunidade de conversar com os integrantes do McFly, Tom Fletcher e Dougie Poynter, sobre a nova faixa, os momentos em estúdio após anos sem gravarem um disco inédito e também sobre o grande amor que eles sentem pelos fãs brasileiros.

Entrevista por Marina Moia (que agora tem 27 anos e um diploma de Jornalismo, finalmente realizou o sonho de conversar com McFly, banda favorita da adolescência, completando um ciclo de vida)

——————————— Ouça a íntegra (ative as legendas):

——————————— Leia a íntegra:
Primeiro de tudo, parabéns pelo lançamento de “Tonight Is The Night”. As três músicas que já foram liberadas são muito diferentes entre si. Qual foi a inspiração pra essa música? O que podemos esperar das próximas do disco? 
Tom: É sobre ter alguém que você idolatra e acha que é perfeito e ver os defeitos dessa pessoa e perceber que ela não é perfeita. E isso se torna reconfortante porque você também não é perfeito e pode aceitar suas imperfeições. [É] Sobre superar suas inseguranças. Eu acho que é uma música profunda no sentido de que é animada, mas também é uma música reveladora. Ela é sobre isso, essa foi a inspiração.

O que podemos esperar então das próximas músicas do disco? Porque as três primeiras são bem diferentes entre si, então os fãs estão se perguntando o que esperar!
Tom: O álbum inteiro tem sido assim, certo, Doug?

Dougie: Acho que só tem… Talvez duas que meio que soam similares ou que possuem baterias parecidas. Varia muito e tem de tudo, realmente.

Tom: Está por todo lugar!

Dougie: Está por todo lugar! [risos] Mas da melhor maneira possível. Não teve algo tipo “Tem que soar desta maneira” ou “precisa soar exatamente igual”. E foi muito mais divertido fazer assim. Para “Tonight Is The Night”, Danny estava insistindo numa ideia que ele teve, para meio que abaixar a bateria. Ele gosta muito dos Bleachers. Então ele queria muito isso. Danny fica muito envolvido nesta parte técnica da gravação.

Tom: Ele é um nerd!

Dougie: Sim, vamos deixar assim. Danny é um nerd absoluto.

Como foi pra vocês voltar ao estúdio para gravar um disco completo da McFly depois de 10 anos do “Above The Noise”? Foi muito diferente da última vez que vocês estiveram juntos?
Tom: Foi… apenas divertido! Foi sem esforço, fácil, sabe, apenas nos divertindo como amigos todos os dias. Estávamos juntos fazendo música e não pensando tanto. Antes eu acho que colocamos muita pressão no processo, nas gravações. Você se esforça pra fazer algo que todos irão amar e precisa ser um hit. E desta vez a gente não se importou com nada disso. Sem a pressão de termos novas ideias. Apenas aproveitamos esse processo de sermos uma banda novamente e foi realmente muito divertido.

Dougie: É divertido ser produtivo também. Estávamos juntos, mas também estávamos produzindo coisas todos os dias. E todos os dias chegávamos no estúdio com uma música quase pronta ou que precisávamos mudar algo. Ou então com uma ideia nova em folha para trabalhar no próximo dia. Foi muito empolgante voltar ao estúdio para trabalhar.

Tom: É!

Nós entramos em contato com um dos seus fã-clubes aqui no Brasil. Nós falamos com…
Tom: Qual?

McFly Wonderland! Eles fizeram uma pergunta pra vocês! Se vocês pudessem descrever os fãs brasileiros e os shows no Brasil em uma palavra, qual palavra escolheriam?
Dougie: Uma palavra?!

Podem usar algumas palavras a mais! Vou ser legal com vocês!
Tom: Suado!

Dougie: Intenso!

Tom: Exaustivo! No melhor sentido! Quando você está no palco, você sente que fez o melhor exercício! Fica cheio de endorfinas! E está exausto e suado. Tudo vira uma névoa. É a experiência mais incrível! Não por causa de nada que a gente faça, mas por causa do público que é tão bom!

Falando do Brasil, a primeira vez que estiveram aqui com McFly foi em 2008! Eu estava lá, no show. Eu tinha 15 anos naquela época.
Tom: Legal!

Então é um ciclo completo estar entrevistando vocês com 27 anos, como jornalista. Vocês se lembram o que sentiram e o que pensaram quando chegaram aqui pela primeira vez e viram o público e a reação dos fãs?
Dougie: Cara, foi um choque porque nós estávamos no nosso quarto disco, quando fomos pela primeira vez. Sabe, já tínhamos ido ao Japão, e pensamos que já tínhamos ido em todo lugar que tínhamos uma base de fãs. Foi simplesmente um choque!

Nós não levamos nosso empresário com a gente e não achamos que seria algo grande. Foi um grande choque! Nós não levamos nosso merchandising. E não tínhamos ideia de nada. Foi só tipo: vamos lá fazer alguns shows! Sempre quisemos ir ao Brasil mesmo…

Enquanto estávamos lá, ligamos pro nosso empresário falando “você precisa vir pra cá ou agendar uma nova turnê! Precisa testemunhar tudo isso! Tem helicópteros, helicópteros da polícia rondando o pessoal lá fora! São os shows mais incríveis que já fizemos!”. Até ele estava chocado!

Tom: “As pessoas gostam de vocês? Sério, gente?? Hm…”

Dougie: “Me mande fotos!”

E vocês voltaram no ano seguinte! Em 2009 vocês estiveram por aqui de novo. Então funcionou!
Dougie: Sim, sim! Foi por causa do nosso empresário!

Tom: O plano era… Queríamos fazer muitos shows! Mas coisas acontecem, a vida entra no caminho e planos mudam. O tempo passa muito rápido!

Vocês já estavam com planos de voltar neste ano, mas é claro, não foi possível em nenhum local! Mas o que os fãs podem esperar quando vocês finalmente voltarem e fizerem shows novamente?
Dougie: Vai ser um sentimento incrível! Vai ser… 20 vezes mais intenso!

Tom: Sinto que para gente ia ser esse sentimento incrível de “finalmente voltamos e estamos tão empolgados para subir no palco”. Os fãs estão assim também, mas, seja lá quando chegarmos neste momento, vai ser amplificado porque significará que fomos capazes de estar ali. O mundo estará num ponto em que será possível fazer shows ao vivo de novo.

Dougie: Vamos poder suar uns nos outros de novo!

Tom: É, será um sentimento incrível!

Gostariam de mandar uma mensagem aos fãs brasileiros?
Tom: Quero só agradecer! Sei que é a coisa mais simples. Mas nós não recebemos mensagens e apoio de qualquer lugar do mundo como recebemos do Brasil. É incrível! Sempre que postamos algo nas redes, pode ter certeza que os brasileiros serão os primeiros a comentar! Até mesmo conhecendo pessoas aqui que vem e nos encontram e que são do Brasil e viajaram até o Reino Unido para nos conhecer. O tamanho do amor e paixão pela nossa banda é incrível e nós apreciamos muito!

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