Foto: Divulgação

O trio Melim divulgou na semana passada o novo single “Gelo”, acompanhado de videoclipe gravado no Chile. Este é o primeiro trabalho inédito da banda depois de pouco mais de um ano. 

Em 2018, os irmãos lançaram o primeiro disco da carreira, que leva o nome da banda, e agora estão em turnê pelo Brasil. 

A Nação da Música conversou com Gabi Melim logo após o lançamento sobre a música e as gravações de “Gelo”, a parceria dos sonhos dela e também sobre o que podemos esperar do próximo disco do trio.

Entrevista por Marina Moia.

————————————– Leia a íntegra:
Vamos falar sobre o novíssimo lançamento, de “Gelo”! Como foi o processo criativo dessa música? Vocês tiveram a parceria do Jhama e do Nano Amorim na composição, certo?
Gabi: E do Juju Moreira também. É uma música que a gente escreveu já faz um ano. Na verdade, a gente tinha feito só o refrão. A galera tava sentada lá em casa e  aí fizemos o refrão e gostamos muito. Os meses foram passando, um processo bem natural, sentamos um dia e acabamos fazendo a música. A gente gostava muito dessa música. Muito. O planejamento era até que a gente lançasse no final do ano, mas a gente achou que estava combinando com o momento, tá mó frio né [risos]. 

Nós estávamos com vontade de lançar coisa nova, ainda mais algo inédito. A gente nunca tinha lançado um clipe e uma música de uma vez só. Lançamos o EP, depois meses depois veio o clipe de “Meu Abrigo”, um tempão depois lançamos o clipe de “Ouvi Dizer”, que já tinha saído há meses. É a primeira vez que a gente faz esse impacto de conteúdo audiovisual e conteúdo musical tudo de uma vez. A gente sempre teve uma certeza de que essa música era a música que a gente tinha que lançar como quarto single. A decisão foi bem unânime. Acho que a gente sente essa energia, sempre foi assim.

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E como foram as gravações no Chile, trabalhando novamente com o Thiago Calviño?
Gabi: Foi muito bom! O Thiago é um diretor muito generoso, uma pessoa muito alto astral, sempre muito legal trabalhar com ele, é muito querido. A gente gosta muito de se envolver no trabalho, então sempre queríamos ver as cenas, dar ideias, e ele tem a cabeça muito aberta pra isso. Uma pessoa muito fácil de trabalhar. A gente participou também do processo de edição e ele é muito generoso. Eu acho que a gente dá muito certo em energia, sabe? Mais do que as cenas lindas e a gente ter ficado muito feliz com o clipe, dele retratar bem a música, uma coisa que ele acerta e acertou nos três clipes que ele fez da Melim (“Meu Abrigo”, “Ouvi Dizer” e “Gelo”) é que os três têm essa energia alto astral. Ele consegue ler muito bem a banda. 

Como foi pra vocês ter a Melim cantando “Um Mundo Ideal”, de Aladdin?
Gabi: A gente ficou muito feliz! É diferente. Muito legal quando surgem esses convites inesperados. A gente gostou muito do resultado, eles nos deixaram bem à vontade. Produzimos a música, gravamos no estúdio, colocamos um pouco do nosso universo da Melim, com violão de nylon. Mas sem fugir muito da estrutura melódica da música, até do dueto como ele é, respeitando a  música original, mas colocando um pouco da Melim. 

Eu fiquei muito surpresa porque achei que seria apenas uma trilha de divulgação do filme, mas ela toca direto na rádio! Ontem mesmo a gente estava voltando de algum lugar dai ligamos a rádio e estava tocando. Bem natural, a rádio tocando porque quer tocar, de maneira independente. 

Acho que todo mundo sonha talvez em gravar uma trilha da Disney. Elas são muito ricas em melodia e tudo mais. É muito legal.

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Atualmente vocês estão em turnê. Já colocaram “Gelo” na setlist? Vão colocar alguma outra música nova até o final da turnê?
Gabi: Olha, você fez uma pergunta que eu até pensei agora aqui [risos]. É muito provável que a gente faça sim. Agora que a gente lançou, vamos tocar nos shows sim. A galera pede e é a galera que manda [risos].

Vocês ainda não tiveram esse feedback do ao vivo então?
Gabi: Ainda não! Vai ser hoje! É bom porque agora quando eu desligar do telefone, eu vou correr falar com os meninos porque a gente nem falou sobre isso ainda [risos]. Mas é bem provável, com certeza. 

Todas as músicas do disco são autorais e vocês já escreveram também para muitos outros artistas. Existe diferença na hora de compor pra Melim e na hora de compor para terceiros? Como?
Gabi: Falando por mim, não sinto muita diferença. Às vezes me vem algumas ideias e eu faço as músicas. Não tenho um objetivo tipo “estou fazendo essa música para fulano”. Mas eu já vi os meninos fazendo isso, de maneira direcionada. Eu não tenho isso.

O que acontece muito e a gente fica surpreso é da gente fazer uma música, achar que parece com um artista e dai um artista completamente diferente se interessar pra gravar e a gente ficar surpreso com isso. Quando a pessoa grava, leva pro universo musical dela, faz um arranjo e a gente vê que a música cresceu, virou outra coisa. É muito legal isso, algo que a gente nem tinha imaginado quando tinha escrito. 

Vocês já estão com planos para um segundo disco? Pode nos contar alguma coisa?
Gabi: A gente está escrevendo bastante, conseguimos fazer várias músicas que a gente gostou, mas não vamos parar. No primeiro disco fizemos umas cinquenta músicas pra poder escolher 10 e acabamos ficando com 16. Mesmo com essa loucura de shows, a gente quer chegar pelo menos na mesma média de composições pra gente escolher as melhores. Somos bem perfeccionistas com trabalho. Não somos muito descansados não. Por mais que a gente tenha feito músicas que a gente curta muito, a gente quer chegar no melhor que a gente puder. Vamos trazer pelo primeira vez também alguns featurings porque ainda não fizemos no trabalho com ninguém. Já somamos no trabalho de outros artistas, mas no nosso vai ser a primeira vez e estamos pensando em vários nomes, mas não posso contar [risos].

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E não trazer colaborações pro disco de estreia da Melim simplesmente aconteceu ou foi uma escolha consciente?
Gabi: Na verdade, a gente chamou e não aceitaram [risos]. Mas é que uma banda nova, a pessoa às vezes não sabe até que ponto a banda leva música realmente a sério, com o tempo vai conhecendo melhor. Nosso som também era muito diferente. Mas entendo também que às vezes não era o momento do outro artista e até quer gravar, mas está lançando um trabalho novo e não pode no momento. Foi tudo bem corrido pra gente, os nosso convites foram feitos bem em cima. Pensamos em dois artistas que acabaram não rolando, mas é muito provável que role pra esse disco. A gente não desiste [risos].

Mas é muito legal você contar isso porque a gente só fica sabendo do que deu certo e rolou, não do contrário!
Gabi: Sim! E a gente não é orgulhoso não. A gente chamou de novo e acho que agora vai rolar [risos]. 

Vocês já cantaram com artistas como Ivete Sangalo e Sandy. Com quem vocês sonham fazer uma parceria no futuro? Tem algum nome que você almeja?
Gabi: Mas você fala de sonho muito alto? Dos tops?

Quem você quiser!
Gabi: Então vou sonhar, dar uma enlouquecida [risos]. Acho que seria auge da vida um dia gravar com o Djavan. Se é pra sonhar, vamos sonhar direito!

O importante é jogar pro universo! E dai quem sabe?
Gabi: É, quem diria que em dois anos de trabalho, que a gente estaria no Rock in Rio né? Se é pra sonhar, vamos sonhar mesmo! A gente sempre fala que o que difere o gênio do louco é se o trabalho vai dar certo [risos].

Gostaria de mandar um recado aos leitores da Nação da Música?
Gabi: Com certeza! Quero mandar um beijo pra todo mundo que está lendo a gente e agradecer o carinho. E falar pra galera curtir a música “Gelo”, comentar lá, queremos saber tudo que estão achando! 

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