Foto: Deborah Panes

Agora no mês de setembro, o cantor inglês Roo Panes estará no Brasil para o Popload Gig, com shows em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. O músico ganhou fama no Brasil principalmente após a canção “Lullaby Love” entrar na trilha sonora da novela da Globo “A Dona do Pedaço”.

Roo lançou o terceiro disco da carreira, “Quiet Man”, em 2018 e recentemente divulgou a versão deluxe do trabalho, que conta com músicas inéditas e versões ao vivo.

A Nação da Música conversou com Roo Panes sobre a expectativa para os shows no Brasil, a produção de “Quiet Man” e também sobre as parcerias que gostaria de fazer.

Entrevista por Marina Moia.

————————————– Leia a íntegra:
Logo você fará shows aqui no Brasil! Quão empolgado você está com essa turnê?
Roo: Estou muito animado! Vai ser muito divertido! Eu já estive no Brasil uma vez, mas sempre quis voltar, então estou bem feliz de tocar aí.

Estar na trilha sonora de novelas aqui no Brasil é algo bem importante para muitos músicos. Como você reagiu quando soube disso? Imaginou que fosse ter este impacto?
Roo: Sinceramente, eu estava bem feliz com isso. Uma das partes divertidas de ser um músico são quando coisas assim acontecem pelo mundo e você não está esperando. Eu não sabia direito como reagir porque eu não entendia direito na época o que isso significava. Mas agora sei como isso é popular no Brasil e tem sido muito divertido! É incrível como coisas assim acontecem e possibilitam novas oportunidades. 

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O que os fãs podem esperar dos shows que você irá fazer por aqui?
Roo: Eu irei sozinho e, geralmente quando estou sozinho assim, costumam ser shows mais intimistas. Muitas das minhas músicas são bem introspectivas também e em shows assim é possível focar mais nas letras. Acho que o legal de tocar sozinho é isso, que as letras se destacam mais. Espero que sejam shows mais intimistas e casuais, bem descontraídos na verdade. Eu quero, quando eu estiver me apresentando, que seja algo bem focado em mim e no público. 

Você conhece alguns artistas ou bandas brasileiros?
Roo: Não sou muito familiar, não. Serei honesto. Eu ainda não me aprofundei muito nisso. Mas acho que isso será uma das coisas divertidas de estar por aí, descobrir como é a cena musical local. Eu estou ansioso para conhecer a atração de abertura do show, o Rubel. É, isso será bem divertido. Estou ansioso para conhecer mais deste mundo.

Agora sobre o seu disco mais recente, “Quiet Man”! Quão diferente foi o processo criativo deste trabalho em relação aos dois álbuns anteriores?
Roo: De certa maneira, foi bem similar, porque eu sempre escrevo músicas em lugares calmos e parece que sempre começo a criar por volta do outono, o que parece meio aleatório [risos]. Mas acho que é por ser um período mais frio, calmo, silencioso. Então todos os meus álbuns foram feitos desta maneira. 

Este foi um pouco diferente porque eu acabei de mudar da cidade justamente para tirar um tempo. Na época, eu pensei que fosse descansar um pouco da escrita também, porque eu realmente queria dar uma respirada e pensar no próximo projeto talvez. Mas acabou que eu não conseguia parar de vez. Eu senti falta! [risos] Eu acabei escrevendo umas 20 músicas nessas minhas “férias” e isso se tornou o álbum. Foi divertido porque aconteceu bem naturalmente.

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Como foi trabalhar com Chris Bond, produtor?
Roo: Ele é um cara incrível, muito divertido. Eu acho que a gente se deu muito bem e entendemos a pegada musical de cada um. Uma das coisas divertidas de trabalhar com Chris é onde acabamos gravando, numa casa em Devon e era um ambiente natural e bem descontraído. Porque de vez em quando estúdios podem ser bem sérios e são todos escuros e tudo é feito de borracha e esponjas [risos]. Então foi bem legal estar num lugar onde tudo é mais natural e a gente tinha que parar de gravar em alguns momentos porque tinham vacas ou tratores passando por perto! 

Sei que você lançou uma versão estendida de “Quiet Man” recentemente, mas já está com planos para um próximo disco? Escrevendo músicas?
Roo: Sim, estou escrevendo muitas músicas! Acho que chega num ponto que a gente pensa “acho que agora tenho canções o suficiente para montar um álbum”. Mas no momento estou aproveitando as oportunidades que tem surgido [na carreira]. Tem umas duas músicas que vou começar a trabalhar nas próximas semanas, em estúdio. É, então pode-se dizer que o processo começou, estou criando material, mas também estou tentando experimentar com coisas novas. Eu já fiz três discos puxados pros estilos folk e indie e três EPs folks. Agora estou tentando encontrar novas sonoridades e talvez uma nova abordagem para o que eu for fazer em seguida. Isso vai levar um tempinho ainda! 

Tem alguém com quem você gostaria de trabalhar no futuro?
Roo: Você diz um produtor? Ou…

Produtores, cantores, compositores… alguém que você admira no cenário musical e que gostaria de trabalhar junto!
Roo: Eu gostaria muito de trabalhar com um músico chamado Charlie Andrew. Ele é um produtor fantástico, conhecido pelo trabalho com Alt J. Espero poder trabalhar com ele algum dia. Sou muito interessado no estilo de produção dele. E eu também sempre digo que gostaria de fazer uma colaboração com a banda Sigur Rós, acho que seria algo divertido.

E se você pudesse escolher um artista para cantar uma de suas composições, quem você escolheria?
Roo: Essa é uma ótima pergunta! Tem um artista chamado Keaton Henson e sinto que ele escreve músicas muito emocionantes e poderosas. Eu levaria como um elogio se ele cantasse uma das minhas. 

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Gostaria de mandar um recado aos fãs brasileiros?
Roo: Mal posso esperar para chegar no Brasil! Eu estou ansioso para encontrar todos vocês porque todo mundo tem me apoiado muito nestes anos. Será divertido finalmente voltar e conhecer alguns dos fãs brasileiros! 

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