Foto: Magdalena Wosinska

Nesta quarta-feira (21) foi divulgado o lineup completo do Lollapalooza Brasil 2019 e, com ele, ficamos sabendo que a banda britânica The 1975 estará de volta ao nosso país para show no festival.

O grupo está prestes a lançar seu terceiro disco da carreira, intitulado “A Brief Inquiry Into Online Relationships”, na próxima semana e também já anunciou o nome do próximo trabalho, que tem previsão para ser lançado no ano que vem, “Notes On A Conditional Form”.

A Nação da Música conversou com o vocalista do The 1975, Matthew Healy, sobre o processo de produção e criação deste novo álbum, sobre a última visita deles ao Brasil e o que podemos esperar do show deles por aqui em 2019.

Entrevista por  Marina Moia.

——————————————————————————– Leia a íntegra:
Nesta semana, foi anunciado que The 1975 irá voltar ao Brasil no ano que vem, para show no Lollapalooza! E ai, quão empolgados vocês estão? O que os fãs podem esperar do show desta vez?
Matthew: Estamos muito animados! Amamos tocar no Brasil. Acho que vamos estar por aí no dia do meu aniversário, o que é bem legal. É, estamos empolgados. Com nossos shows, estamos sempre tentando criar um “mundo”, algo que seja bem familiar, mas também novo. Então espero que quando a gente for fazer nosso show [no Brasil], seja uma grande versão exagerada do que já veio antes.

Vocês tocaram no Lolla no ano passado e também num side show em São Paulo. Como foi a experiência de tocar no Brasil pela primeira vez?
Matthew: Foi incrível! A América do Sul é notoriamente conhecida por ser intensa quando se trata dos fãs, então foi uma experiência muito interessante. Foi a nossa primeira vez e conseguimos tocar em vários lugares das Américas Central e Sul. Foi maravilhoso e estamos muito ansiosos pra voltar.

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Na quarta, foi lançado o novo clipe da banda, pra “Sincerity is Scary”, e está incrível. Muitos easter eggs de outros vídeos e músicas e também muita dança da sua parte. Como foram os bastidores desse clipe?
Matthew: O jeito que normalmente fazemos é pensar na ideia do vídeo, no conceito, e dai sempre tentamos achar alguém que gostamos para dirigir e trabalhar com a gente. Neste vídeo foi o Warren Fu. E eu sempre quis fazer algo neste estilo, com uma vibe de “Cantando na Chuva”. Sabe, seguindo essa história de acordar de manhã, colocar uma música para ouvir e se sentir num videoclipe. Eu sempre quis fazer um vídeo assim.

[O clipe] foi escrito de maneira muito precisa e específica e Warren sabia exatamente o que ele queria fazer, na questão da fotografia e câmeras. Nós ensaiamos bastante e, bom, foi ótimo!

O novo disco da banda será lançado na semana que vem e, ouvindo as músicas que já foram divulgadas, podemos ver que as letras estão cada vez mais pessoais, honestas e você continua a conversar diretamente com a nossa geração. Como foi o processo criativo e de produção deste trabalho? Foi muito diferente dos anteriores?
Matthew: Muito diferente! Os discos anteriores foram feitos num certo período de tempo, então a gente escrevia, entrava no estúdio, continuava a escrever e tudo isso num período de dois ou três meses. Desta vez, escrevemos e gravamos no decorrer de um ano. Algumas vezes na minha casa mesmo e muitas vezes simplesmente ao redor do mundo. Dai isso se tornou um “rascunho”, uma reconstrução do The 1975…

Honestamente, como já disse antes, tudo neste disco virou uma saturação do que veio antes. O que já era sincero, ficou ainda mais sincero, o que era sentimental, ficou ainda mais sentimental, os momentos pesados ficaram mais pesados, o que já era dramático ficou ainda mais dramático e etc.

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Acho que isso é algo natural, não foi algo muito pensado. Eu digo que eu “existo” na música pop, mas minha mensagem é outra coisa. Quando você se torna bem sucedido em qualquer coisa, você sabe qual o seu “modelo”, seu padrão. O meu modelo é simplesmente fazer o que eu bem quero! E isso meio que me deixa na música pop, mas é uma ideia estranha pra mim. Quanto mais eu faço, mais eu me aprofundo nisso.

O quarto disco do grupo, “Notes On A Conditional Form” também já foi anunciado! O que vocês pode me contar sobre ele? Já estão gravando, está finalizado?
Matthew: Não, não [risos]. Nós nem começamos! Tem uma coisa aqui ou ali, mas eu não costumo finalizar as canções até o último minuto. Eu tenho algumas ideias para as músicas, gravações pela metade. No momento, é simplesmente uma série de demos. Mas vai acontecer! Vou deixar acontecer naturalmente. Eu pretendo sentar em fevereiro e realmente me concentrar nisso, mas sei que será divertido!

Você tem alguma previsão de lançamento?
Matthew: Eu não tenho uma ideia exata, mas eu gostaria que saísse antes de agosto do ano que vem.

Seu pai, Tim Healy, tweetou recentemente que ele está neste quarto disco! Como foi a experiência de gravar com ele?
Matthew: Foi bem familiar. Meu pai foi minha introdução à música, então ele que me mostrou, no começo, tudo que eu conhecia. Foi ótimo! Sou muito próximo do meu pai e ele ama The 1975 mais do que qualquer coisa, então ele estava super feliz!

Gostaria de mandar um recado aos fãs brasileiros?
Matthew: Sim! Venham para o nosso show, cara! Vai ser no Lollapalooza né?

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Sim, no Lollapalooza, em abril!
Matthew: Minha mensagem então é: venham ao Lollapalooza! [risos]

E quem sabe vocês não fazem mais shows por aqui?
Matthew: Nós queremos, mas sinceramente é bem difícil estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas vamos voltar, então pelo menos teremos um show garantido por aí!

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