Fresno
Foto: Rafael Strabelli / Nação da Música.

No que foi considerada a noite mais quente do ano no Rio de Janeiro, o Circo Voador pegou fogo também no palco, onde recebia o último show da mini turnê de FranciscaLaBraza.

O projeto é resultado da amizade entre os integrantes das bandas Francisco, el Hombre e BRAZA e foi lançado oficialmente na última semana junto com o EP que leva o mesmo nome e traz a faixa inédita “Batida do Amor”.

A primeira apresentação ficou por conta do Braza, que subiu ao palco pouco antes do horário marcado, a partir da 0h. “Liquidificador” foi a escalada para abrir o show, depois “Segue o Baile”, “Selecta”, “Normal” e “Além”. O clima era de festa e Danilo, um dos vocais, fazia questão de a todo momento frisar a felicidade em dividir o palco com Francisco, el Hombre.

O repertório seguiu com a mistura do novo com o antigo, todas entoadas pelos fãs. “Ande”, “Embrasa” e “Ela Me Chamou Para Dançar Um Ragga”, canções mais populares do Braza, obviamente tiveram seu espaço na setlist.

Em “Fé No Afeto”, canção pertencente ao mais recente EP do quarteto, Juliana Strassacapa surpreendeu a todos e dividiu os vocais com a banda. Na sequência, tivemos “We Are Terceiro Mundo”, uma das canções mais fortes do grupo e que gera maior participação da plateia, antecedida pela declaração em tom de protesto feita por Vitor Isensee: “Quem matou Marielle?”.

Os momentos finais da apresentação foram certamente os mais marcantes, onde a banda apresentou sua versão de “Calor da Rua”, presente no EP conjunto, e em seguida recebeu todos os integrantes da Francisco, el Hombre para “Batida do Amor”. Os fãs cariocas cantavam juntamente cada palavra, mostrando que por mais recente que fosse, a canção já estava na ponta da língua.

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O interessante de se assistir foi justamente a interação dos grupos, a intimidade demonstrada por eles e como tudo isso influenciou para que o projeto tivesse um pouquinho de cada um. “Jaya” fechou o set do Braza, que de uns minutos para que a plateia descansasse antes da próxima atração.

Pouco mais de uma hora da manhã, foi a vez de Francisco, el Hombre tomar conta do Circo Voador e mostrar a que veio, com toda sua sincronia, presença de palco e troca incrível de energia com a plateia.

O forte calor parece ter sido o combustível necessário para que tanto a banda quanto os fãs ficassem fixados e interagissem com todo o set, que passou por “Como Una Flor”, a forte crítica e tão atual de “Bolso Nada” (que em sua originalidade conta com a participação de Liniker e os Caramelows) e “Dilatada”.

Juliana Strassacapa tirou um momento do show para refletir sobre o aprendizado do grupo desde o lançamento do disco “Soltasbruxa”, que encerrava seu ciclo naquela apresentação: “A maior forma de transformação é a nossa voz”.

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“Triste, Louca ou Má”, maior hit do grupo e que inclusive já recebeu uma indicação ao Grammy Latino, foi antecedida pelo pedido da vocalista de que todas as mulheres se reunissem na frente do palco, iniciando assim a canção entoada em coro por todos os presentes.

Assim como o Braza, a Francisco, el Hombre regravou uma canção da banda, que neste caso foi “Liquidificador”, contando também com trechos inéditos. Sucedida por “Calor da Rua”, Mateo desceu até a platéia, onde encontrou Danilo Cutrim e abriram uma roda, protagonizando um dos momentos mais bacanas da noite.

“Tá Com Dólar, Tá Com Deus” teve a presença de Vitor Isensee, que declamou um poema com uma temática crítica a atual sociedade, incrementando bem o que já é abordado na canção. Por fim e com exclusividade, o grupo apresentou uma nova canção, ainda sem título oficial, mas com refrão chiclete e coreografia reproduzida por todo o Circo Voador.

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