Musa Híbrida
Reprodução / Divulgação

A Musa Híbrida, além de participar da quinta edição do Festival Timbre – que acontece entre os dias 09 e 15 de setembro de 2018 em Uberlândia, Minas Gerais – lança ainda em agosto o novo álbum “Piscinas Vazias Iluminadas em Pé”. A banda é formada por três integrantes de diferentes cidades, duas do Rio Grande do Sul e uma de São Paulo.

Antes de marcar presença no Festival Timbre ao lado de Elza Soares, Karol Conka, BaianaSystem, Marcelo D2, Plutão Já Foi Planeta, Supercombo e mais, a Musa Híbrida bateu um papo com o Nação da Música e contou detalhes do show e do novo álbum “Piscinas Vazias Iluminadas em Pé”, que chega ainda em agosto.

Entrevista feita por Giovana Romania.

——————————————————————————————————— Leia a íntegra

Quem é Musa Híbrida? Como e quando nasceu banda?
Musa Híbrida: Musa Híbrida é a feliz fusão de Alércio, Cuqui e Vini Albernaz. E agora, cada vez mais, de um monte de outras cabeças maravilhosas e pensantes que fazem esse motor funcionar. A banda nasceu lá no quase distante 2012, entre Pelotas, Porto Alegre e Campinas. A Cuqui é campineira mas morava em Pelotas, Alércio e Vini são pelotenses mas moravam em Porto Alegre. Durante aquele ano por meses e meses fui gestada e concebida, até ser nomeada com o nome que também dei para meu primeiro álbum, Musa Híbrida.

Como vocês definiriam o estilo de som de vocês?
Musa Híbrida: Essa é uma pergunta que me assombra desde 2012, precisava escolher uma categoria pra lançar o disco mas nenhuma batia 100%, sabe? Já chamaram de tecnoxamanismo, por exemplo. Já me falaram que deveria ter uma palavra, assim uma palavra inventada, que desse conta do que é o som. Ainda não encontrei essa palavra, uma palavra que esqueci. Tem alguma coisa de MPB, tem alguma coisa de música eletrônica, tem alguma coisa de rock, tem alguma coisa de noise. É alternativo, é pop. Dá pra dançar, mas é introspectivo. Também já chamaram de swings triste. Ainda não aprendi a me definir.

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Quais artistas inspiram a banda e quais vocês sonham em trabalhar?
Musa Híbrida: Larissa Luz, Aíla, Ava Rocha, Anelis Assumpção, Negro Leo, Curumim, Metá Metá, Mulamba, Francisco El Hombre, Supervão. São muitos nomes, só aqui no Brasil. Essa galera que a gente cruza nos rolês, nos festivais. Que a gente divide palcos, às vezes cervejas. É bom ser contemporânea dessa galera e viver e fazer música perto dela.

Vocês têm alguns EPs e álbuns lançados, de que maneira a música da banda evoluiu?
Musa Híbrida: Evoluiu de modo orgânico. Naturalmente, com o passar do tempo. A gente foi crescendo, amadurecendo, essa coisa meio clichê mas verdadeira de nada como um tempo após um contratempo. No princípio éramos mais duros, mais rígidos, o som dependia mais do computador, era mais programado. Com o tempo a gente foi se libertando, ou aprendendo a conviver de forma mais natural com a máquina. Aí temos mais liberdade sonora, hoje, pra experimentar, liberdade pra improvisar, pra ser tocado pelo acaso, pelo ruído incidental, pela retroalimentação do som. Acho que ele evoluiu pra liberdade, que é uma subida ao sol.

Algo que percebi ouvindo as músicas, é que o regionalismo é bem carregado no sotaque. Qual a importância disso para vocês?
Musa Híbrida: A Cuqui é campineira, mas mora há muitos anos em Pelotas. Então é aquela mistura, intensificada pelos últimos anos de estrada e convívio com galera de todo o Brasil. Na verdade, já antes, Pelotas já se tornou essa mistura com o lance do Enem, veio gente de tudo que é canto estudar, então fica essa mistura boa de sotaque. Do dia a dia, da vida, pro canto, é um passo dado.

Qual o sentimento de tocar no festival Timbre ao lado de Supercombo e outras bandas?
Musa Híbrida: Tanta banda acena, tanta banda a cena. Participar de festival é uma delícia. A gente pode tocar em 2017 e no início de 2018 em alguns e todos foram experiências únicas e maravilhosas. Tanta banda que a gente já conhece de som, de rolê, tanta banda que a gente passa a conhecer de som e faz rolê. Essa imersão entre a cena, entre as bandas, que os festivais proporcionam é fantástica. Mesmo. Então é só um prazer dividir o palco com tanta banda massa como o line up do Festival Timbre.

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Vocês planejam algo especial para esse show em específico? O que os fãs podem esperar dele?
Musa Híbrida: Sim! Muitas coisas especiais, muitas novidades tipo tudo. Porque é um show totalmente novo do disco novo novo, “Piscinas Vazias Iluminadas em Pé”, que sai agora em agosto. É o momento de dar tchau pro repertório dos discos anteriores e oi pro repertório do disco novo, e a gente tá bem empolgado com isso.

Quais os planos para o futuro? Tanto para o final do ano quanto para 2019?
Musa Híbrida: O plano inicial é o novo disco “Piscinas Vazias Iluminadas em Pé”, que sai com patrocínio do Natura Musical e tem uma turnê de lançamento agendada pra setembro. Festival Timbre é uma das paradas no meio desse rolê ilha doidera que é sair em tour de carro passando por tudo que é cidade. Seguindo a sequência é fazer um monte de show mesmo, participar de outros festivais, dar rolês por várias cidades, estados. Conhecer uma galera, trocar ideia, espalhar, expandir o som. Aventura, é o nome disso, a gente gosta!

Pra finalizar, vocês gostariam de mandar um recado para os leitores do Nação da Música?
Musa Híbrida: Qualquer coisa que aconteça vocês pegam a minha mão, hein, boa viagem e delírio, viu, até esse futuro breve que seremos nós transbordando em som somos seremos “Piscinas Vazias Iluminadas em Pé”.

A Musa Híbrida se apresenta no Festival Timbre no domingo, dia 16 de setembro, na Praça Sérgio Pacheco, que fica na Av. João Pessoa, Uberlândia, Minas Gerais. A entrada é gratuita.

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