NM Apresenta (Especial Entrevista): Valved 23

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No primeiro dia do ano, o NM Apresenta dá destaque para um grupo nacional, vindo do Rio Grande do Sul. A banda  Valved 23 é formada por Bruno Marandini, que cuida dos vocais com uma rouquidão intensa, Kiko Oliveira na guitarra e Marco Capua no baixo e na bateria. O grupo vai lançar, em 17 de janeiro, o seu primeiro EP, intitulado Rimas Valvuladas, e promete misturar muita poesia com o bom e velho Rock n’ Roll. No final do post, você pode conferir os trabalhos já lançados da banda enquanto o EP não é lançado.

A entrevista completa, feita pela Nação da Música, você confere agora:

Nação da Música: Como a Valved 23 ganhou formação? Qual a história da banda?

Valved 23: O frio riograndino e conversas regadas a chimarrão, cerveja e rock, foram o impulso para que a Valved 23 criasse a sua identidade. Sem amigos de infância ou histórias de sonhos em comum, esse projeto buscou o puro som da válvula como a sua inspiração.

As ideias e a visão musical de Magalhães evidenciaram que o timbre único que a válvula emitia combinava perfeitamente com a rouquidão de Bruno Marandini. As bases do baixo de Marco Capua e a batida enérgica da bateria do rock and roll traziam a energia eficaz que o rock simples e direto pedia. A identidade dos acordes da guitarra de Kiko Oliveira completaram o projeto. Em 20 de junho de 2014, a Valved 23 personificava-se.

Com o foco em músicas autorais, misturado com as poesias da escritora Rita Germano a Valved 23 faz um rock genuinamente rio-grandino que não se preocupa em atender aos apelos da mídia. Mas em trazer sinestesias próprias às letras e som enérgico ao rock em que acreditam em neste novo jeito de fazer rock.

Prepotência, aliada ao bom e velho rock and roll, uniram no frio úmido da cidade de RG roqueiros experientes e apaixonados por suas identidades. O guitarrista Kiko Oliveira, casado com a escritora Rita Germano, usam como inspirações para as letras e melodias, o amor, a paixão, o cotidiano.

 

Nação da Música:  A pergunta é clichê, mas precisa ser feita: de onde veio o nome Valved 23? 

Valved 23: O nome do projeto vem da “válvula”, cabeçotes valvulados são equipamentos muito presentes e adorados pelos roqueiros desde o surgimento do estilo. O som quente, nervoso, timbre único que só a válvula pode proporcionar. O número “23” vem do endereço do parceiro e produtor do projeto. O Magastudio, onde tudo começou, fica na Rua Canabarro 236, mas o número 6 caiu e lá só está o 23. Assim, de uma maneira irreverente ficou Valved 23.

 

Nação da Música: Descobrimos que além de rock, a banda também tem uma história de amor em sua composição, com Rita Germano e o Kiko Oliveira como protagonistas. Contem sobre a história e como ela influencia as letras das músicas.

Valved 23: O guitarrista do projeto, Kiko Oliveira, casado com a escritora Rita Germano, da Fan Page “Superlativos” no Facebook, uniram o cotidiano, o amor, a paixão do casal para fazer um rock diferente, com poesia. A escritora dá a leveza nas letras com suas poesias e crônicas e o Kiko Oliveira compõe as melodias. Depois juntamos tudo nos ensaios e colocamos a pegada, a energia do rock nas canções.

 

Nação da Música: As músicas “Toda Minha” e “Você Não Quis Entender” podem ser consideradas como “carro-chefe” da banda? Qual a história delas no contexto do EP de vocês? 

Valved 23: Podemos dizer que a música “Toda Minha” sim, é o carro chefe, pois caiu nas graças do público. Melodia marcante, letra que pessoas identificam-se tornaram esta canção umas das mais visualizadas no youtube. A música “Você não quis entender” é uma das prediletas da Valved 23, pelo fato da energia que ela passa com riffs marcantes. Mas também temos a “Quase perfeito”, “Tempestade”, “Uma chance” e “Mais em mim” que são tão bem aceitas quanto.

 

Nação da Música: A Valved 23 é uma banda de rock com poesia. Quais bandas influenciaram o som de vocês? O que cada integrante trouxe das suas preferências musicais que tornou o som distinto? Com quais bandas ou artistas a Valved gostaria de dividir o palco?  

Valved 23: Todos os integrantes do projeto trazem influencias do rock, nacional e internacional como: Nickelback, Bon Jovi, Charlie Brow Jr., Iron Maidem, Metallica, AC/DC e vários outros do gênero.

Dividir o palco com bandas que escutamos no dia a dia seria fantástico, sonho de qualquer músico apaixonado pelos seus ídolos. Estamos a disposição para show de abertura de bandas, sendo rock, é claro (risos).

 

Nação da Música:  “Aqui no Sul tem Rock, aqui tem Poesia, AQUI TEM VALVED 23!” é um dos lemas de vocês. A cidade natal da banda, Rio Grande do Sul, tem influência nas músicas? 

Valved 23: Sim! Quando dizemos “Aqui no Sul tem rock, aqui tem Poesia, Aqui tem Valved 23” é porque sentimos orgulho do nosso trabalho. Não sei como é em outras regiões, mas aqui no sul, mais especificamente na região do município de Rio Grande, a cena do rock autoral não tem incentivos. O nosso trabalho é inteiramente independente, todos nós, integrantes do projetos não nos sustentamos da música, temos de trabalhar e muitas vezes tiramos dinheiro do bolso para bancar tudo que necessita para fazer um som de qualidade. Um parceiro muito importante, que sem ele, nada disso estaria acontecendo é o Magalhães, produtor da Valved 23 e proprietário do Magastudio, espaço onde ensaiamos e gravamos nossas músicas.

 

 Nação da Música:  Como está a agenda daqui para 2015? 

Valved 23: Como falamos, a cena do rock autoral é pouco incentivada por aqui. Então, nossa agenda é light, mas temos datas em festivais, programas de rádios e eventos culturais. Nós temos também um trabalho em parceria com a escritora Rita Germano, onde ministramos palestras em escolas, eventos particulares contando a história do “Superlativos” e da Valved 23. Nestas palestras, chamadas Rimas Valvuladas (Rock e Poesia) fazemos um som acústico, tocamos as músicas escrita pela Rita Germano. O nome da palestra é Rimas Valvuladas.

  

Nação da Música: Um novo EP, o “Rimas Valvuladas”, chega em janeiro. Vocês podem dar um sneak peek pra gente? O que podemos esperar do novo disco? O que mudou da Valved 23 para a compilação desse EP e dos outros trabalhos já lançados? Contem como foi a produção do EP e deixem um recado pros leitores curtirem o som da banda.
Valved 23: Este é o nosso primeiro EP. Rimas Valvuladas, como já diz o nome, traz nas canções as rimas das poesias com o som pegado da válvula, do rock and roll. A produção, mixagem, masterização tem a qualidade do Magastudio, brother do projeto Valved 23. Disponibiliza sua estrutura para arranjos, ensaios, rodas de chimarrão e risadas para trazer este trabalho sincero a vocês.

O recado que deixamos é que valorizem o que tem algum valor cultural, o que pode te trazer algo para refletir, algo de bom para seu cotidiano. Rock, poesia, histórias de vida, de superação, paixões não correspondidas são alguns de nossos temas que usamos em nossas canções para poder chegar até você com algum conteúdo. Incentivem o trabalho autoral, independente, o trabalho que é feito aqui no SUL. Somos um berço de artistas incríveis, que as vezes necessita de um empurrãozinho para ter condições de conquistar novos horizontes.

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Lígia Berto: Aspirante a jornalista que dormiu demais e perdeu a hora para nascer durante a Geração Beat. Desde que entrou na faculdade, não sabe para qual lado atira: literatura, política ou cultura. São 19 anos de indecisão. Para tentar descobrir, escreve sobre os três assuntos em diferentes veículos, entre eles o Nação da Música. Irritantemente obsessiva por sagas literárias e constantemente envolvida por alguma banda britânica.

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