Resenha: “5. The Gray Chapter” (2014) – Slipknot

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Nesta sexta-feira (25), o Slipknot leva sua música ao Rock In Rio, seguido por uma apresentação em São Paulo no domingo (27). Então, para se preparar para um dos shows mais aguardados do ano, nada melhor que conhecer um pouco mais do trabalho mais recente do grupo!

Após o lançamento de “All Hope Is Gone” em 2008, muitos fantasmas começaram a assombrar o Slipknot, com acontecimentos que mudariam o rumo da banda para sempre. Tudo começou com a repentina morte do baixista Paul Gray em maio de 2010, quando foi encontrado sem vida em um quarto de hotel em Iowa. A perca afetou muito o grupo, além de diversos fãs ao redor do mundo. Após uma coletânea dos maiores sucessos em 2012, os membros começaram a trabalhar no próximo disco de estúdio, até que a saída do baixista e co-fundador Joey Jordinson foi anunciada um ano depois.

Mesmo com todos as dificuldades, o Slipknot não hesitou em criar um novo capítulo em sua história. Dois novos membros foram adicionados (Alessandro Venturella no baixo e Jay Weinberg na bateria) e finalmente em outubro de 2014 chega “5. The Gray Chapter”. O disco faz uma homenagem a Gray no próprio nome e cria um som que mistura perfeitamente a agressividade e fúria apresentada nos primeiros álbuns da banda, com o estilo melódico e melancólico que começou a ser explorado em “Vol. 3: (The Subliminal Verses)”. Surge assim um dos melhores álbuns do Slipknot até hoje.

Dessa forma temos então “XIX”, que serve como uma introdução do que está por vir. Simples em sua composição, traz os vocais de Corey Taylor com letras e melodias sombrias, iniciando com um sussurro que avisa: “Essa música não é para os vivos, Esta música é para os mortos”. O caos está de volta em “Sarcastrophe”, que remete ao estilo dos primeiros anos de banda, porém com um amadurecimento inquestionável.

Um dos grandes destaques de “AOV” é a bateria insana que se encaixa com a agressividade e vibração da faixa, que cria um ponto harmônico perfeito entre brutalidade e melodia, com um vocal mais limpo e suave no refrão. O single “The Devil In I” chega para provar que eles cresceram, mas não perderam sua essência, tudo em uma música muito bem produzida e que já se tornou a favorita de muitos.

“Killpop” deixa a fúria um pouco de lado (mas não totalmente) em um som mais calmo que incorpora sons eletrônicos aos tradicionais, que vão se tornando mais fortes conforme o tempo. A caótica “Skeptic” é agressiva e até barulhenta, servindo como uma homenagem direta a Paul Gray, em versos como “Eu não vou deixa-lo desaparecer, vou manter sua alma viva”. A raiva continua em “Lech”, com gritos do vocalista presentes logo em seu início e instrumental pesado e violento.

Com certeza “Goodbye” é a faixa mais diferente de todo o disco, funcionando como uma quase balada que traz um clima de dor e perca, mas cresce de forma surpreendente perto do fim, com sons de guitarra e bateria impecáveis. O incrível final se encaixa perfeitamente em “Nomadic”, um presente aos fãs de longa data do grupo, com direito a muita gritaria e instrumental agressivo, com forte contraste no refrão. “The One That Kills The Least” continua trabalhado com essa oposição entre fúria e tranquilidade, reforçada pela bateria insana e sons sujos.

“Custer” traz alguns versos falados, com a voz de Taylor mais limpa, sendo sua versatilidade vocal o maior destaque da música. A tenebrosa “Be Prepared For Hell” utiliza de sons macabros e sombrios para introduzir o fim do álbum, que se inicia com “The Negative One”, primeiro single divulgado, que explora a obscuridade em suas letras com bastante violência.

“If Rain Is What You Want” fecha de forma sombria e melancólica o trabalho mais bem feito do Slipknot, deixando transparecer todo o sofrimento que a perca de Gray causou aos membros. Com sons que se assemelham a uma espécie de transmissão, a canção encerra: “Nunca dormiremos de novo”.

Tracklist:
01. XIX
02. Sarcastrophe
03. AOV
04. The Devil in I
05. Killpop
06. Skeptic
07. Lech
08. Goodbye
09. Nomadic
10. The One That Kills the Least
11. Custer
12. Be Prepared for Hell
13. The Negative One
14. If Rain Is What You Want

Nota: 9

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