Resenha: “Ana” – Ana Gabriela (2020)

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Ana Gabriela
Facebook: Divulgação.
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Nessa sexta-feira (3) a cantora e compositora Ana Gabriela lança seu aguardado álbum de estreia após fazer barulho e construir uma fanbase nas redes sociais, fruto de seus dois EPs já lançados, “Do Quarto Pro Mundo” de 2017 e o recém-lançado “(nó)s”, e uma participação especial no hit “Deixa” do grupo Lagum.

Intitulado apenas de “Ana”, seu novo registro soa leve, mas é com um sentimental, melancólico e poético conteúdo lírico que o trabalho se torna extremamente profundo, mergulhando de cabeça nos sentimentos da cantora, que abre seu coração ao cantar sobre o fim de uma intensa história de amor.

O objeto central de “Ana” são as lembranças do fim de um romance. Durante todas as treze faixas, o eu-lírico revive diversos sentimentos negativos, sente falta de sua namorada, sofre ao pensar que ela já está em outra mas cuida com carinho e delicadeza dos momentos especiais que esse amor proporcionou enquanto durou, conforme notamos no comercial single “X” (Achei um cabelo solto aqui no meu sofá / Vi que era castanho bem da cor do teu / Logo me deu saudade do teu namorar /Por onde que tu anda?).

O dueto “Vem Cá” é uma das faixas que mais brilham no disco por ir além do tradicional pop acústico, experimentando com percussão e destacando a belíssima harmonia vocal entre Ana e Francisco Gil. “Acho Que Te Amo“, “Não Te Largo, Não Te Troco” e “Teu Nome Imita O Mar” revelam um eu-lírico ainda apaixonado (Sabe quando a gente fica bobo / Tão bobo que esquece das horas / Passa várias horas só pensando em outro alguém / Você me deixa assim).

Em “Cozinha“, a melancolia toma conta da cantora, nos contando que a vida não é mais a mesma após a separação do casal, ao mesmo tempo que tenta (sem sucesso) esquecer e seguir em frente (Hoje na sala me peguei / Vendo alguns recados seus / Li, reli todos detalhes). Outra canção de destaque é “Mulher“, que explora um groove mais sintetizado, sexy, maduro e misterioso.

Em “Por Um Triz” e “Nada Nada” encontramos Ana Gabriela frágil, sentimental e sofrendo (Vou sentir tanta falta / Mas tô fazendo de tudo pra não sentir), com o único desejo que o casal reate o relacionamento (Mas você sabe, eu minto bem / Quando se trata de você com outro alguém). “Fique Mais” explora criativamente solares acordes de violão e, juntamente com a suave percussão no background, recriam a genuina magia da bossa nova.

Reafirmando o quão intenso e profundo seu relacionamento foi, o eu-lírico, em “Quem Sou Eu“, não se reconhece mais após o término (Quem sou eu / Depois de conhecer a imensidão que é você / Quem sou eu / Depois de conhecer e encaixar meu mundo com o teu viver). Como um último suspiro, a faixa final “Eu Quero Muito Mais” é uma tentativa de seguir em frente (Eu quero amor / Eu quero paz / Quero ser quem sou / Eu quero mais). Mesmo machucada por dentro, Ana se dispõe a caminhar, inicialmente cambaleando, até todas as profundas marcas e feridas emocionais forem curadas pelo tempo.

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