
Nesta sexta-feira, 22, os ingleses do Wolf Alice e a sueca Lykke Li estrearam no Brasil no palco do Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Cada atração teve cerca de 1h15 de apresentação para mostrar seus sucessos e interagir com os fãs que, apesar de a noite anteceder o fim de semana, não compareceram em peso à casa de shows.
Embora os ingressos tenham começado a ser vendidos com cinco meses de antecedência, ainda em dezembro, as vendas foram fracas e não atingiram a capacidade total do espaço. Ainda assim, é importante destacar que a empolgação do público durante ambos os shows era notável e eletrizante.
A apresentação integra a programação do C6 Fest, realizado neste sábado e domingo, 23 e 24, em São Paulo, no Parque Ibirapuera. O lineup conta com artistas como The xx, Mano Brown, Baianasystem e Beirut, entre outros. Agora, de volta às terras cariocas, vamos às apresentações de sexta-feira à noite.
Pouco após as 21h, Ellie Rowsell, Joel Amey, Joff Oddie e Theo Ellis foram recebidos com gritos, pulos e assobios pelo público presente. A cenografia da atual turnê, baseada no álbum “The Clearing” (2025), tem inspiração teatral e conta com um painel de fitas prateadas em formato de estrela ao fundo do palco, além de um globo espelhado e iluminação dinâmica, que alterna as cores conforme as músicas são executadas.
A estética da vocalista e de seus companheiros remete ao glam rock com um toque moderno — embora essa impressão talvez seja apenas da jornalista que vos escreve. A banda apresentou faixas do álbum já citado, como “Thorns”, “Bloom Baby Bloom” e “White Horses”, além de músicas do disco anterior, “Blue Weekend” (2021), entre elas “How Can I Make It OK?”, “Lipstick on the Glass”, “The Last Man on Earth” e a grandiosa “Play the Greatest Hits”.
Os álbuns “Visions of a Life” (2017) e “My Love Is Cool” (2015) também marcaram presença no repertório. Assim, os fãs puderam ouvir “Formidable Cool”, “Bros”, “Giant Peach” e a popular “Don’t Delete the Kisses”, que encerrou a apresentação. No geral, a banda demonstrou felicidade pela estreia em solo brasileiro, entregando um show à altura dos dezesseis anos de carreira, e se despediu enrolada em uma bandeira do Brasil, entregue mais cedo pelo fã-clube.
Apesar de compartilharem letras melancólicas e a atmosfera etérea do dream pop, os estilos musicais do grupo britânico e da cantora sueca não são tão semelhantes, especialmente porque o som de Lykke Li recebe forte influência da música eletrônica, gênero com o qual o Wolf Alice sequer flerta.
A mudança cenográfica, portanto, foi bastante perceptível. O público se despediu do painel de fitas metálicas e deu boas-vindas a uma atmosfera mais industrial, representada por estruturas de metal com lâmpadas de LED coloridas envoltas em plástico. Recentemente, a artista apresentou ao público o disco “The Afterparty”, sexto álbum da carreira e apontado por ela, em um primeiro momento, como possivelmente o último. No entanto, em entrevista à The Fader, a cantora relativizou essa ideia ao afirmar que mergulha de forma tão intensa em cada processo criativo que sempre acredita estar pronta para se afastar, embora não consiga se imaginar longe da música.
O repertório percorreu diferentes momentos da discografia da cantora: de “Little Bit”, do álbum “Youth Novels” (2008), e “Sadness Is a Blessing”, de “Wounded Rhymes” (2011), até “I Never Learn”, do disco homônimo de 2014, “sex money feelings die”, de “so sad so sexy” (2018), e “Highway to Your Heart”, de “EYEYE” (2022), além de “Lucky Again” e “Knife in the Heart”, do trabalho mais recente.
Essas, porém, não foram as únicas canções apresentadas pela artista, que se arriscou diversas vezes no português e, nesse clima, apresentou uma releitura de “Sozinho”, composta por Peninha e eternizada na voz de Caetano Veloso. O hit “I Follow Rivers”, popularizado pelo filme “Azul é a Cor Mais Quente”, encerrou a noite e marcou o momento de maior empolgação do público que permaneceu no local.
No geral, foi uma excelente noite para os fãs mais entusiasmados dos dois artistas, que puderam assistir a apresentações praticamente intimistas, acompanhadas de grande entrega e dedicação de ambas as partes.
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