Troye Sivan
Foto: Hedi Slimane

Na última sexta-feira, 31 de agosto, Troye Sivan liberou, em todas as plataformas digitais, seu segundo álbum de estúdio, intitulado “Bloom”.

Em resenhas que foram disponibilizadas antes do lançamento, o cantor australiano viu notas fantásticas de grandes veículos como The Guardian e NME, alcançando a média de 90 no Metacritic.

Com 10 faixas, “Bloom” explora um lado bem mais maduro de Sivan, tanto nas letras quanto na própria musicalidade. Enquanto “The Neighbourhood” tem um ar mais menino e fala do descobrir dos sentimentos, o segundo disco traz o florescer – já escancarado no título.

A primeira canção é “Seventeen”, falando exatamente do acordar de um menino de 17 anos na vida sexual com um homem mais velho. Além de perder a virgindade, Troye também deixa a inocência. Com produção de Bram Inscore, a música tem os sons eletrônicos feitos por sintetizadores que já eram bem característicos no primeiro trabalho, que também teve Inscore como produtor.

Em “My My My!”, o primeiro single a ser lançado, o ritmo acelera um pouco, mas mantém as características das batidas eletrônicas. A pegada da música é de festa e implora para que paremos de “correr do amor”. “The Good Side” ainda traz os sintetizadores no começo e efeitos na voz em outras partes, mas é toda baseada e guiada por um violão lento e tranquilo. Ela difere, acredito, de tudo o que Troye Sivan já havia feito.

O próprio cantor disse que algumas partes da letra se referem ao primeiro disco. “Eu levei ‘Blue Neighborhood’ em turnê e ‘as pessoas dançaram ao som do seu coração e o mundo cantou junto a ele caindo aos pedaços’ [como diz a letra]; Foi essa experiência super surreal de eu estar no palco e cantar essas músicas sobre algo tão pessoal e atual. Estava sendo cantado de volta para mim com esses grandes sorrisos e pessoas dançando e para mim foi uma experiência realmente curativa, mas também super estranha. Eu acho que isso me ajudou a superar um pouco, mas ele não tinha isso”, contou.

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A faixa-título, “Bloom”, é mais uma que toca no quesito sexualidade. Além de ser dançante e ter um refrão que pega, a maior representatividade desta música é, com certeza, falar sobre assuntos que não são tão explorados, como a vida sexual de um garoto gay e todas as suas descobertas.

“Postcard”, com participação de Gordi, diminui o ritmo novamente. Agora um piano acompanha a voz de Troye enquanto ele canta sobre seu namorado. Apesar de ser uma balada que parece triste, Sivan canta sobre relevar pequenos problemas e focar no lado bom do relacionamento.

A segundo parceria vem logo em seguida, dessa vez na já divulgada “Dance To This”, com Ariana Grande. Uma música feita realmente para dançar, apesar de não ser explosiva, a batida é muito bem explorada, assim como a complementação das vozes, que caiu muito bem com os dois artistas. “Plum” também é boa para dançar, especialmente o refrão. A letra, mais uma vez, faz referência à natureza, usando isso como analogia para falar de uma relação.

“What A Heavenly Way To Die” faz menção a The Smiths (“There’s a Light That Never Goes Out”). Ela tem um piano distorcido guiando Troye Sivan, enquanto ele canta sobre passar o resto da vida com o parceiro. O cantor inclusive confirmou que a canção foi feita para eles ouvirem futuramente. “Lucky Strike” também fala sobre o namorado de Sivan, Jacob Bixenman, fazendo referências diretas ao garoto. Já o título faz alusão a uma marca de cigarros, comparando que o amante do australiano é tão viciante quanto ao fumo.

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Para encerrar, “Animal” diminui o ritmo mais uma vez e dança nos ouvidos de quem usa fones. Cantando sobre amor, sexualidade e sexo, Sivan explora “Bloom” com excelência e traz uma representatividade que falta. O álbum é excelente e não foi feito somente para atingir o topo das paradas, apesar de ter também este potencial. As letras são muito bem feitas e se encaixam com perfeição na vida de muitas pessoas, e essa é, de fato, a relação que a música quer criar.

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REVER GERAL
"Bloom" - Troye Sivan
Música é uma das minhas coisas favoritas do mundo. Formada em Jornalismo, amante da cultura pop e little monster sofrida.

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