Resenha: Sem muitas mudanças, um animado Ed Sheeran faz show no RJ

Créditos: Greg Williams

O show pode ter sido numa quinta-feira, dia de trabalho, escola e compromissos, mas nada ficou no caminho do público que quis conferir Ed Sheeran no Rio de Janeiro. Com ingressos esgotados, a plateia incluía de crianças a adultos (e não só pais que acompanhavam suas crias!).

A noite na Jeunesse Arena começou com o carismático Antonio Lulic, atração de abertura. O público foi bem receptivo e interativo, oferecendo muitas palmas e gritos com o nome do britânico, que conhece Ed há nove anos. Além de dividir a história de como se conheceram, Antonio também sinalizou ao público uma integrante especial naquela plateia carioca: sua mãe! Lulic cantou músicas próprias, mas também trouxe covers de Kings of Leon, Carly Rae Jensen e outros, que animaram o público.

Mas os presentes estavam bem ansiosos por Ed. Com alguns poucos minutos de atraso (que não passaram desapercebidos pela plateia), o cantor, recebido com muita gritaria, entrou no palco com “Castle On The Hill”, tirando o público do chão.

A setlist foi praticamente a mesma de Curitiba, mas enquanto o público da Pedreira Paulo Leminski cantou “Hearts Don’t Break Around Here”, os cariocas ganharam um medley caprichado de “Feeling Good”, música de Nina Simone, com “I See Fire”, canção de Ed para o filme “The Hobbit: The Desolation of Smaug”.

Sheeran fez um acordo com o público no qual eles deveriam sair daquele local sem voz, e a plateia, no geral, estava animada, mas não pareceu tão afiada assim com as músicas do “Divide”, mais recente álbum do cantor. “Eraser” e “New Man” foram, por exemplo, mais cantadas no refrão (rápidas demais ou ainda novas demais?). Obviamente, o grande hit “Shape of You” foi uma exceção.

As faixas “Thinking Out Loud” e “Photograph”, do álbum “Multiply” e “The A Team”, do disco de estreia, “Plus”, foram recebidas com muita felicidade, cantadas com intensidade e a arena foi preenchida com milhares de luzes dos celulares.

Fato é que Ed Sheeran tem bastante fôlego e não desapontou vocalmente. O artista também parece capturar a todos com seu domínio musical, principalmente ao usar o loop pedal.

A execução de “Give Me Love”, faixa que os fãs se organizaram para tentar incluir na setlist durante os shows do Brasil, foi um belo exemplo disso. Em Curitiba, o pedido funcionou, mas no Rio nem foi necessário, visto que já estava entre as canções do show. O “esforço” por “Give Me Love” não é difícil de entender e foi um dos pontos altos da noite. Além de “criar camadas” para a música através do loop pedal, Ed soltou bem a voz e o público acompanhou extasiado, participando da já conhecida harmonização na última parte da canção.

“Bloodstream” foi outro destaque do show, onde o jogo de iluminação e as imagens no telão (com um novo formato comparando com o show de 2015), em composição com a sua própria, deram um toque bem especial na apresentação da faixa. Contudo, em outras músicas, animações e diversas imagens também apareceram, e por vezes roubavam um pouco do espaço da imagem ao vivo, o que pode ter prejudicado quem estava mais longe (e as crianças menores!).

As baladas do álbum “Divide”, “Happier”, “Perfect” e “Dive” também foram bastante comemoradas. Seu mais novo single “Galway Girl” também marcou presença.

Apesar de discreto, Ed estava visivelmente animado e parecia bem à vontade no palco. Entre sorrisos, agradeceu a todos pela presença, dizendo estar feliz pelo retorno. Também elogiou a boa energia do público, que com certeza aproveitou a noite.

E ainda dá tempo de conferir a “Divide Tour”! Ed Sheeran ainda faz mais dois shows pelo Brasil, em São Paulo, dia 28 de maio, e em Belo Horizonte, no dia 30 de maio, com ingressos ainda a venda.

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