Os americanos do Foster The People chegaram ao Brasil para uma série de quatro shows pelo país. Nesta terça-feira (06) foi a vez do Rio de Janeiro, segundo estado na rota do grupo, e claro que a Nação da Música trouxe uma resenha para vocês.

A primeira surpresa dessa noite de terça-feira veio com a composição do público que compareceu ao concerto. Ao contrário do que se poderia imaginar, a garotada fanática e histérica não era a maioria dos presentes. Sim, elas estavam lá, mas em pouca quantidade, grudadas na grade, esperando ansiosamente o começo do show. A maior parte do público era composta de jovens adultos e adultos que deram uma pausa nos seus compromissos da semana e/ou vieram após o expediente de trabalho curtir um som.

Sem banda de abertura, o Foster The People entrou com um pouco mais de dez minutos de atraso no palco do Km de Vantagens Hall RJ, que funcionou bem abaixo de sua capacidade. Teria o concerto sido diferente/melhor em uma casa de show menor?

A apresentação dos californianos se inicia com “Loyal Like Sid & Nancy”, do último álbum de estúdio lançado. As faixas do “Sacred Hearts Club”, todavia, não compuseram a maior parte da setlist, que teve mais canções do álbum de estreia, “Torches”. “SHC” e “I Love My Friends” poderiam ter sido boas opções considerando o trabalho de inéditas mais recente. “Doing It For The Money”, primeiro single do “Sacred Hearts Club”, também ficou de fora.

A setlist foi longa, 21 músicas e alguns presentes ainda queriam acrescentar “Best Friend”. O vocalista Mark Foster respondeu a demanda com toda sinceridade: “Não queremos mais tocá-la”. Ele explicou que, apesar de o grupo saber que estava ali pelos fãs, aquele momento também tinha que ser divertido para eles, e aquela faixa não era mais divertida de se executar. Mark disse com humor “ter ficado mal” por não tocar a faixa do álbum “Supermodel”, contudo ofereceu a música “Ruby”, que costuma ser pouco apresentada nos shows da banda, como prêmio de consolação.

O Foster The People mostrou presença de palco e animação desde o primeiro item da setlist, não deixando de lado as faixas mais conhecidas como “Houdini” e “Call It What You Want”. Expuseram com facilidade o talento e a criatividade dos integrantes da banda com os diversos instrumentos em palco, havendo destaque para o vocalista, que deu um show a parte de afinação e boas técnicas vocais.

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Temos então a segunda surpresa da noite: a discrepância de energia entre público e banda. Com coros tímidos (quando existentes), o público teve dificuldade de acompanhar os americanos e não teve “Pumped Up Kicks” que tirasse a galera do chão por muito tempo. A música mais famosa da banda gerou umas palmas, incentivadas pelos rapazes, e só.

Para sermos justos, isso não quer dizer que as pessoas estavam totalmente alheias ao que se passava no palco. Talvez por serem de uma faixa etária maior, curtiam o som de forma tranquila, dançando discretamente (uns nem tanto) as músicas do grupo. A música “Waste” foi uma exceção, conseguindo levantar um belo coro.

Ainda, houve momentos de declarações de amor entre público e banda. Os californianos elogiaram o público brasileiro como “um dos melhores do mundo” e disseram que toda vez que se apresentam aqui, já ficam ansiosos por uma próxima vez.

A banda segue agora para Curitiba e São Paulo nos dias 07 e 08, respectivamente.

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